CONSERVAÇÃO IN VITRO E EX SITU E VALORIZAÇÃO DE ENDEMISMOS IBÉRICOS DAS APIACEAE PORTUGUESAS

Ana Cristina Pessoa Tavares dos Santos

Conservação ex situ

Os métodos biotecnológicos são cada vez mais importantes para a conservação de plantas cultivadas e espécies raras e ameaçadas de extinção, sendo a conservação ex situ uma das estratégias que pode ser utilizada. Atualmente, 42% das espécies europeias ameaçadas estão incluídas em programas de conservação ex situ (Pence, 1999; Hawkes et al., 2000; Gonçalves e Romano, 2005; Bachetta et al., 2008; Pritchard e Harrop, 2010; Sharrock e Jones, 2011). Este tipo de intervenção pode consistir no estabelecimento de coleções vivas ou na conservação de sementes, pólen ou tecidos vegetativos (Hawkes et al., 2000; Jaramillo e Baena, 2002).
O primeiro objetivo dos métodos de conservação ex situ é assegurar a sobrevivência dos recursos genéticos vegetais que de outro modo desapareceriam (Bacchetta et al., 2008). O planeamento da colheita é uma das fases mais importantes da conservação ex situ, em que o propósito é conseguir a maior quantidade de diversidade genética num número limitado de amostras (Fay, 2003; Way, 2003). O plano de colheita deve ser delineado para cada espécie e definirá o calendário de colheita, tendo por base a sustentabilidade, não pondo as populações nativas em risco. A priorização das populações e a definição do tamanho e tipo de amostragem são fundamentais no caso de espécies raras ou ameaçadas (Way, 2003), pelo que estes parâmetros são definidos no plano de colheita, podendo ainda ser reavaliados e ajustados localmente, de modo a minimizar o impacto nas populações. Todas as colheitas devem ser efetuadas sob autorização das autoridades competentes e exemplares voucher devem ser depositados em coleções de Herbário.
Três instrumentos biotecnológicos têm sido utilizados, com sucesso, em vários programas de conservação de plantas: (1) aplicação de técnicas da propagação in vitro (Almeida et al., 2005; Gonçalves e Romano, 2005; Kristensen et al., 2005; Sarasan et al., 2006; Karuppusamy e Pullaiah, 2007; Liao et al., 2008; Canhoto, 2010); (2) uso de marcadores moleculares para avaliar o grau de variabilidade entre as populações (Gaudeul et al., 2002; Sergio e Gianni, 2005; Canhoto, 2010) e (3) técnicas de conservação a longo prazo, tais como encapsulamento e criopreservação (Engelmann, 2004; Bacchetta et al., 2008; Canhoto, 2010).

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