DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR DO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS DO INSTITUTO DO ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP

Ione Vilhena Cabral
Roberto Carlos Amanajas Pena

3.6 Uma Proposta Para o Ensino

O docente precisa nocautear o inimigo do saber, que é estabelecido pela ignorância e a falta de cultura, necessita de ampla sapiência para domesticar as raízes que estão profundas no ensino brasileiro, pensa, numa filosofia humana capaz de sorver o mecanismo de relacionamento para propor diretriz ao homem iletrado. Tal colocação é base de como direcionar na linha acadêmica, isto é, uma condição que o ensino é dissociável quando não condiciona o aprendiz em equilíbrio com seu aprendizado. Não é satisfatória pelas linhas diretas da educação que, esse panorama se dirige a regra geral, percebe-se que o acadêmico tem conceitos próprios e este precisa ser lapidado pelo docente.
Comenta Luckesi 2007:

“Vamos iniciar por uma definição de procedimento de ensino, distinguindo-se do método. No cotidiano escolar e nas discussões diárias sobre a prática docente, confundem-se essas duas coisas. Assim, por vezes, ouvimos alguém dizer: “para desenvolver minhas aulas, estou utilizando-me da metodologia de trabalho em grupo”; outras vezes ouvimos a pergunta:”que metodologia vai ser utilizada nesse simpósio?”De fato, o que será perguntado é: “que técnicas de estudos vão ser utilizadas para o desenvolvimento de atividades deste evento?”Ou ainda, ás vezes, tomamos em nossas mãos um livro cujo titulo é metodologia de ensino”. (LUCKESI pg. 148)

Para tanto, é preciso repensar em educação, concretizar na introspecção humana que é necessário para mudar o sentido da vida dos virtuosos, assim como, os que participam através de suas habilidades formais. Contudo, educação é uma proposta para o futuro capaz de caminhar em passos que norteiam tal trajetória do homem.
O que devemos pensar para o futuro pesquisador? Ou professor? Ou médico? Enfim, o profissional que almeja participar do social e contribuir para construção de uma coletividade sólida. O mito da caverna é uma interpretação baseada no momento em que a educação está fragilizada, frisa a condição capitalista voltada para o comércio ou nada mais que R$, isso acusa definitivamente, os culpados em retroceder com a educação. O Brasil é iludido com uma educação de qualidade, estatísticas comprovam que o maquinismo real dos valores educacionais está ligado à classe social.
Comenta FREIRE 1996:

“O desrespeito á educação, aos educandos, aos educadores e as educadoras corroí ou deteriora em nós, de um lado, a sensibilidade ou a abertura ao bem querer da própria pratica educativa de outro, a alegria necessária ao que fazer docente. É digna de nota a capacidade que tem a experiência pedagógica para despertar, estimular e desenvolver em nós o gosto de querer bem e o gosto da alegria sem a qual a prática educativa perde o sentido. E esta força misteriosa, as vezes chamada vocação, que explica a quase devoção com que a grande maioria do magistério nele permanecesse”. (FREIRE pg. 90)

A proposta é uma transparência entre docente e discente, sujeitos de uma consciência para si e para o outro, o liame educador e educando está na comunicação e no diálogo entre razões para conciliar estas duas vertentes: um pelo saber e o outro pelo aprendizado. Porém, o que se estabelece é que, a ação comunicativa por vias do constrangimento inibe que o educando tenha uma opinião formada em laços teóricos, seguindo a aflição de dialogar com seu mestre. Cabe ao mestre apenas o entendimento e analise do estudante, o qual está aprisionado nos seus ideais, está acorrentado definitivamente, em seu mundo mórbido de cólera e penumbra.
O lado racional nos faz lembrar que o aprendizado não depende de circunstancias políticas ou econômicas, depende de um único valor, do qual o esforço do docente é incluir no seu planejamento uma condição para que, o educando voe como águia e se utilize desse momento para construir sua alimentação critica a respeito do ensino, dialogando com idéias e conceitos argumentativos que procura arrogar e compartilhar sua conduta ética e moral com a sociedade em que está inserida.
Comenta GADOTTI 1999:

“Educar nessa sociedade é tarefa de partido, isto é, não educa realmente aquele que ignora o momento em que vive, aquele que pensa estar ao conflito que o cerca. É “tarefa de partido” porque não é possível ao educador permanecer neutro: ou educa a favor dos privilégios da classe dominante ou contra eles, ou a favor das classes dominadas ou contra elas. Aquele que se diz neutro estará, apenas servindo aos interesses do mais forte, isto é, à classe dominante. No centro, portanto, da questão pedagógica, situa-se a questão do poder”. ( GADOTTI,pág.75).

Para que este processo de subjetivação obrigue o cidadão a sair da caverna e quebrar as correntes, livra uma injeção da alternativa que venha a mastigar sua própria compreensão de vida. Liberta-se ou permanece onde está, acorrentado, mormente e inerte ao tempo e a vida. Essa interpretação tem que obter uma resposta óbvia e regular, para condicionar o sujeito a dar continuidade ao processo propedêutica da aprendizagem.

Comenta FREIRE 1996:

“Como professor não devo poupar a oportunidade para testemunhar aos alunos a segurança com que me comporto ao discutir um tema, ao analisar um fato, ao expor minha posição em face de uma decisão governamental. Minha segurança não repousa na falsa suposição de que sei tudo, de que sou o “maior”. Minha segurança se funda na convicção de que sei algo e de que ignoro algo que se junta a certeza de que posso saber melhor o que já sei e conhecer o que ainda não sei. Minha segurança se alicerça no saber confirmado pela própria existência de que, se minha inclusão, de que sou consciente, atesta, de um lado, minha ignorância me abre, de outro, o caminho para conhecer”. (FREIRE pg. 86)

A estrutura nascível de comportamento ético abre uma condição inerente da própria educação, volta-se para o principio da qualidade do ensino. Será que nossos docentes estão preparados para receber essa proposta de uso prático na sua diversa pluralidade, observa-se que o docente quer resultados como: atenção do alunado; uma estrutura para melhor aplicabilidade dos conteúdos; uma participação do acadêmico em construir sua visão de mundo. Essas são algumas colocações que o docente tem que conflitar com seus epígonos, essa é uma batalha de consciência e, vencer é um dever cumprido para o docente.
Afirma LUCKESI que assim se refere ao tema:

“Assim sendo.......poderá ser denominada de “crítica” tanto na medida em que não ao ilusório otimismo, quando na medida em que interpreta a educação dimensionada dentro dos determinantes sociais, com possibilidades de agir estrategicamente. Assim ela pode ser uma instancia social, entre outras, na luta pela transformação da sociedade, na perspectiva de sua democratização efetiva e concreta, atingindo os aspectos não só políticos, mas também sociais e econômicos”. (LUCKESI pg. 49)

Não há estatísticas que comprovem tais mudanças repentinas, a educação trabalha com números exatos, um exemplo: uma classe de formandos em nível secundário, em que todos estão aptos a colar grau, mas, será que todos estão devidamente informados e com inteira satisfação do curso? Ou a projeção estudantil está visualizando apenas o currículo de maneira a conquistar um espaço no mercado de trabalho? Ou está seguindo um panorama e obtendo mais experiência em virtude deste critério? Essa é a pergunta que não quer calar!
No viés da liberdade humana, está inserido o modelo de educação que obtêm nos dias atuais, nossas crianças estão sem direção e sem um trabalho de base para propagar sua assiduidade no ensino, parte de uma programação individual para alavancar o estado de falência que a educação enfrenta. Não é um estado final, mais de potencia, o trabalho centraliza ligeiramente na liberdade de se comunicar e dialogar uma expressão muito comum nas academias em geral: estudar
É claro e indefinível pensar numa proposta que, venha a beneficiar ambos os processos: ensino e aprendizagem. Logo, seria uma ousadia tentar mecanizar o que já ocorreu no sistema educacional permanente, provocar o estimulo ulterior dos agentes centrais da educação. Neste sentido, uma abordagem sucinta que venha a conflitar como a educação pode sim, determinar avulsas, as novas consciências criticas. Mas para isso, é preciso seriedade e um compromisso com o seu semelhante.
O atraso educacional está exatamente no preconceito de enxergar o outro como obstáculo, a filosofia é uma forma de explicar o processo de humanização nos diversos campos do saber, porém, conduz seus estudos informais, quer dizer, fora da academia. Desta maneira, verifica-se que a educação é uma forma abstrata de conhecer, apenas o docente visualiza o aprendizado, cabe ao acadêmico pulsar gradualmente que o ensino é, de dentro para fora e não de fora para dentro, conhecemos apenas os dados informativos a critério do próprio juízo, mas não evidenciamos esses juízos a critérios de consciência.

Afirma AZANHA 1995:
“Grande parte do magistério não dispõe hoje, de uma aguçada consciência profissional. Percebemos isso com o descomprometimento do professor com a escola pública, com a escola em que trabalha. Embora esses professores possam politicamente, ter posições avançadas e ate estar empelhado numa luta pela escola publica, há um dia-a-dia, há um cotidiano desse professor que revela uma profunda contradição entre as alegações dele a favor da escola publica e o modo como ele se conduz no cotidiano dentro dessa escola”. (AZANHA, pág. 27)

Com isso, sempre que conteúdos avaliativos tendem a proporcionar um desconforto ao educando, o docente deve imediatamente, renovar seus conceitos e métodos até sintetizar o compasso unilateral de maneira satisfatória ao estudante. O aprendizado não é feito apenas de conteúdos e informações, é construído de diálogo, de estimulo, de incentivo, determinação. Para o educador chegar ao ápice do ensino precisa doar-se inteiramente, conduzir suas noções avaliativas e construtivas no campo da interpretação e cientifica do mundo. Afinal, cada situação prática está voltada para o educando e não para o educador.

Comenta GATOTTI:

“O novo educador, ao mesmo tempo em que cria uma contra-ideologia, tente igualmente criar, estabelecer, uma unidade entre as lutas pedagógicas e as lutas sociais. O eixo de sua atuação, de seu engajamento desloca da Escola para a Sociedade e da Sociedade para a Escola. Não fica indiferente ao que se na sociedade. Enfim, não acredita na autonomia do pedagógico. o novo educador distingue-se do educador tradicional justamente por isso: enquanto o educador tradicional se diz desvinculado, desinteressado, unicamente interessado na verdade, o educador comprometido nega essa autonomia, e não só nega, como cria novos vínculos de classe”.(GADOTTI pg.82).
A educação é o modo pelo qual, estabelece o conjunto reflexivo por meio de informação a intermediar sua ação pela reação do diálogo participativo. O aprendizado construído e desenvolvido gradualmente ao longo desse percurso, libera o educando, a construir sua vertente e seu pensamento, em cima da identidade relacionada com a disciplina e com o conteúdo que está sendo digerido. Apesar da exclusão, aponta os segmentos pedagógicos silenciadores do aprendizado, essa consciência do diálogo tem por objetivo erradicar de uma vez a desinformação que atribui tanto ao educador quanto ao educando.

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