CONSERVAÇÃO IN VITRO E EX SITU E VALORIZAÇÃO DE ENDEMISMOS IBÉRICOS DAS APIACEAE PORTUGUESAS

Ana Cristina Pessoa Tavares dos Santos

Distichoselinum tenuifolium

Os óleos de Distichoselinum tenuifolium foram caracterizados por um alto teor em mirceno (> 48%) e não se verificaram variações significativas na composição química durante a ontogénese das umbelas. Distichoselinum tenuifolium (= Elaeoselinum tenuifolium) (Castroviejo et al., 2003) é a única espécie do género taxonomicamente relacionado com Elaeoselinum, em que o óleo é rico em mirceno Na verdade, na maioria das espécies de Elaeoselinum, o pineno é o principal componente dos óleos (Ortega et al., 1986; Pala-Paul et al., 2001). Estes resultados suportam a separação dos dois taxa (Elaeoselinum e Distichoselinum), apoiada não só por estes estudos fitoquímicos como também por carateres taxonómicos (Grande et al., 1986; 1991a; 1991b).
Os nossos resultados demonstraram que o óleo de Distichoselinum tenuifolium demonstrou atividade antifúngica eficaz contra Cryptococcus neoformans e estirpes de dermatófitos, com valores de CMI e CML variando de 0,32 µL/mL e 1,25 µL/mL. Na maioria dos casos, o CMI foi equivalente ao CML, indicando um efeito fungicida do óleo. Esses resultados destacam a possibilidade de utilização do óleo Distichoselinum tenuifolium em dermatomicoses, infeções comuns causadas por fungos filamentosos e leveduras, que podem revelar-se de muita gravidade especialmente em pacientes imunocomprometidos. A maior suscetibilidade dos óleos para os dermatófitos foi também relatada para óleos essenciais de outras famílias botânicas (Figueiredo et al., 2008; Zuzarte et al., 2009; Pinto et al., 2009).
A maior atividade antifúngica do óleo de Distichoselinum tenuifolium comparada com a do seu principal composto (mirceno), quando analisado individualmente, é presumivelmente devida ao efeito sinérgico entre os diferentes compostos presentes no óleo. Não foi previamente observada citotoxicidade para mirceno, o composto principal do óleo Distichoselinum tenuifolium, em linfócitos humanos e fibroblastos de pulmão de hamster (Kauderer et al., 1991). Globalmente, os resultados fornecem evidências consistentes de que o óleo de Distichoselinum tenuifolium tem atividades anti-inflamatórias e antifúngicas (Tavares et al., 2010b). Este estudo também justifica e reforça o uso desta planta na medicina tradicional na Península Ibérica, principalmente no tratamento de dermatite de contato, caracterizada por uma forte componente inflamatória, e em infeções de pele. Experiências adicionais devem ser exploradas com maior profundidade, para fundamentar melhor a utilização dos EOs deste taxon no tratamento de doenças inflamatórias e de infeções causadas por fungos.

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