POTENCIAL DE USO EM RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

Yvens Ely Martins Cordeiro

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • As variáveis ambientais, assim como a quantidade de água disponível no solo, mostraram-se diretamente relacionadas ao comportamento ecofisiológico das espécies estudadas.
  • Uma das mais bem estudadas respostas fisiológicas ao déficit hídrico em plantas é a capacidade de algumas espécies de ajustar osmoticamente suas células. Durante a seca, plantas lenhosas ativamente acumulam açúcares, ácidos orgânicos e íonsno citosol para diminuir o potencial osmótico e, conseqüentemente, manter o potencial hídrico e o turgor de suas células próximo do nível ótimo. Neste experimento, as plantas cultivadas no período seco apresentaram menores valores de potencial hídrico do xilema foliar, que culminou no aumento dos valores de carboidratos solúveis totais, sacarose, prolina, aminoácidos solúveis totais e diminuição dos teores foliares de amido e proteínas solúveis totais em comparação ao período chuvoso, ou seja, as plantas deste experimento desenvolveram estratégias de defesa ao déficit hídrico para sobrevivência a baixa disponibilidade hídrica do solo.
  • Os terores foliares de carboidratos solúveis totais deste experimento tiveram uma concentração mais elevada no período seco, que é o oposto do encontrado para a concentração de amido. A sacarose foi translocada para auxiliar no crescimento e o amido foi armazenado como uma reserva a ser usada quando a fotossíntese não esteja acontecendo.
  • Concentrações foliares de sacarose foram mais abundantes no período seco comparada ao período chuvoso. A sacarose pode estar relacionada a uma osmoproteção de maneira que a manutenção da água dentro das células seria mais elevada, quanto mais elevada forem as concentrações de solutos do protoplasma. Uma das estratégias empregadas por plantas para sobreviver ao estresse da seca inclui a síntese dos compostos protetores, que podem agir estabilizando as membranas e as proteínas ou mediando o ajuste osmótico.
  • Através do estudo da ecofisiologia de espécies arbóreas, principalmente no que diz respeito às variáveis bioquímicas e biofísicas, como verificado neste trabalho, podemos verificar que é possível através da difusão de novas técnicas moleculares e biotecnológicas, a identificação de rotas metabólicas ativadas ou desativadas, assim como, à visualização de inúmeras interações que ocorrem em âmbito transcripcional e proteômico, em resposta a eventos de estresse, que contribuem para o aumento da tolerância a condições ambientais adversas.
  • Para efeito de recuperação de áreas degradadas na Amazônia Oriental, recomenda-se as três espécies em estudo, baseado nos resultados deste trabalho, principalmente relacionados à capacidade destas espécies de se adaptarem às condições adversas do ambiente.

 

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