POTENCIAL DE USO EM RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

Yvens Ely Martins Cordeiro

2.7.3 Características gerais do ipê-amarelo

2.7.3.1 Aspectos botânicos

Tabebuia serratifolia (Vahl) Nicholson (Bignoniaceae), conhecida popularmente como ipê-amarelo é uma espécie arbórea que atinge de 5-25m de altura (FERREIRA et al., 2004). O ipê-amarelo possui interesse econômico madeireiro, ornamental e medicinal. A madeira é empregada em marcenaria, construções pesadas e estruturas externas, tanto civis quanto navais. A árvore é utilizada em paisagismo e arborização urbana, devido suas atrativas flores amarelas (FERREIRA et al., 2004).

2.7.3.2 Distribuição geográfica e ocorrência natural

 No Brasil, estende-se da Amazônia e Nordeste até São Paulo. É uma espécie característica das florestas pluviais densas, desde o nível do mar até altitudes de 1200m, ocorrendo também em florestas secundárias e campinas (FERREIRA et al., 2004). É uma planta decídua, heliófita, característica da floresta pluvial densa, sendo também largamente dispersa nas formações secundárias, como capoeiras e capoeirões; predominantemente em solos bem drenados situados nas encostas (LORENZI, 1992).

2.7.3.3 Características dendrológicas e fenológicas

A floração ocorre durante ou logo após a queda completa das folhas, é sincronizada, rápida e anual. No Acre, a floração ocorre entre julho e agosto e a frutificação entre agosto e setembro (FERREIRA et al.,2004). As flores são hermafroditas e dispostas em inflorescências nas pontas dos ramos. O cálice e a corola, de coloração amarelo-dourada, apresentam estrutura tubular (LORENZI 1992). As flores atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores, sendo que os principais polinizadores são as abelhas (CARVALHO, 2003). O fruto é uma vagem coriácea, deiscente. As sementes numerosas são leves e aladas e a dispersão é por anemocoria (FERREIRA et al., 2004).

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