O TURISMO DE SAÚDE E BEM-ESTAR

Susana Maria Pereira da Silva

A visão estratégica para o turismo de saúde e bem-estar/turismo termal


A visão para o setor


O desafio para o setor do turismo de saúde bem-estar é que tanto a atividade como os territórios termais despertem e desenvolvam a função turística no seu sentido mais amplo e, que para além da função tradicional e do segmento emergente de saúde e bem-estar, congreguem igualmente a vertente de recreio e lazer, numa conjugação de elementos, criando uma referência âncora configurada num elemento aglutinador do espectro das principais motivações, capaz de conquistar e diversificar mercados, necessários à construção de um produto turístico de qualidade, completo, integrado e atrativo, sustentado por fatores como modernidade e inovação, e a renovação permanente da imagem.
Neste sentido e subjacente a este Plano de Ação pretende-se que as estâncias termais constituam um dos principais meios de atração turística no território e que contribuam de forma efetiva e constante para o desenvolvimento local e regional, que tenham capacidade e argumentos para captar (e multiplicar) mais investimento, para proporcionar mais e sustentado dinamismo económico e empresarial numa lógica organizativa integrada e cooperativa onde se multiplicarão sinergias positivas várias.
Esta visão geral constitui a génese da construção da matriz de objetivos mais complexos apresentada e cuja concretização passa pela sua necessária integração, por forma a materializar-se a grande visão estratégica por nós delineada:

Posicionar a região Centro de Portugal no contexto turístico nacional, no segmento de saúde e bem-estar, afirmando a sua posição como centro dinamizador e distribuidor do turismo de saúde e bem-estar, assente na valorização e promoção permanente dos seus produtos termais assim como numa procura constante de complementaridades entre produtos turísticos e territórios.


Fonte: Elaboração própria

Em termos sumários, este estudo materializado no plano de ação tem como pretensão central mais turismo e lazer nas termas e nos territórios termais e mais turismo de base termal da região TCP.

Quadro geral de objetivos estratégicos


Após o enquadramento e diagnóstico realizado a priori, no âmbito da territorialização da estratégia, assim como definida a questão-chave deste estudo, delineou-se uma matriz de objetivos, para os quais se pretende que este trabalho/plano de ação contribua, e está estruturada em 2 grandes grupos: os objetivos gerais estruturantes/basilares e os objetivos específicos de operacionalidade, de qualificação e sustentabilidade.
À concretização desta matriz de objetivos está subjacente o desenvolvimento de um conjunto de linhas estratégicas materializadas num plano de ação, que terá os mesmos como metas a atingir.

Objetivos gerais estruturantes/basilares:

  1. Reafirmar e consolidar o destino termas e territórios termais nos circuitos turísticos regionais e nacionais, e principalmente a reinvenção daqueles enquanto espaços turísticos, de recreio e lazer, do mercado da procura da atualidade;
  2. Consolidar a identidade da região TCP e dos territórios termais como destino turístico de saúde e bem-estar, criando condições para que esta região se estabeleça como centro de desenvolvimento e pólo dinamizador deste produto que passam essencialmente pela qualificação das infraestruturas e equipamentos de base, animação e promoção termal;
  3. Potenciar o crescimento da atividade turística termal e a maximização de sinergias em torno das termas, de forma a atenuar a sazonalidade, promover a melhoria da qualidade de vida das populações locais, a fixação de população, a criação de emprego e o reforço da identidade local, perpetuando um desenvolvimento local sustentável e sustentado ao nível económico, social, cultural e territorial;
  4. Fomentar e promover o desenvolvimento integrado do produto saúde e bem-estar/turismo termal criando complementaridades interterritoriais e entre os elementos do cluster termal,através da valorização dos ”patrimónios termais” e de outras particularidades do território (património natural, ambiental e cultural), proximidades e relações;
  5. Conferir visibilidade à componente turística, de recreio e lazer das estâncias termais, potencializador de várias sinergias no quadro das relações intersectoriais e no alargamento do mercado da procura.


Fonte: Elaboração própria

B) Objetivos específicos de operacionalidade, qualificação e sustentabilidade:

  1. Criar uma oferta do produto saúde e bem-estar diferenciada e diversificada, que prime pela originalidade e qualidade de excelência, ao nível dos estabelecimentos termais e dos serviços termais disponibilizados, com vista à diversificação de mercados, captando o maior número de potenciais interessados e transformando-os em clientes;
  2. Diminuir a sazonalidade da procura turística termal (clássica), com uma maior distribuição temporal do turismo de saúde e bem-estar através do desenvolvimento do complemento turístico nas estâncias (diversas atividades turísticas e de animação termal);
  3. Afirmar uma imagem turística atrativa das estâncias e dos territórios termais;
  4. Melhorar a informação ao turista através de uma publicidade e marketing fortes e atrativos, mas acima de tudo atualizados e acessíveis por diversos meios, ao maior público possível;
  5. Requalificar e/ou criar um parque hoteleiro diferenciado e diversificado, que prime pela qualidade, quer ao nível do próprio equipamento, quer ao nível dos serviços a ele associados;
  6. Delimitar áreas de proteção não só no âmbito da salvaguarda dos aquíferos termais mas também de proteção da identidade cultural e histórica das “aldeias termais”, através do desenvolvimento, aplicação e supervisão de rigorosas medidas restritivas à construção ou a qualquer outro ato que entre em confronto com a harmonia da paisagem;
  7. Requalificar, valorizar, conservar e manter a qualidade territorial dos aglomerados rurais termais, onde a modernidade não se sobreponha à historicidade dos traços, desenvolvendo uma cultura de responsabilização da população residente, dos operadores turísticos, dos próprios visitantes e turistas mas, acima de tudo, da entidade pública através da aplicação rigorosa e responsável do planeamento existente neste domínio, nos territórios termais;
  8. Desenvolver e promover as relações de cooperação com as estruturas locais, regionais e nacionais, numa estratégia de conservação, manutenção e gestão dos diversos patrimónios associados à dinâmica termal;
  9. Operacionalizar um crescimento sustentável e sustentado (para a atividade e território) dos fluxos de turistas visando não só o turismo de saúde e bem-estar mas outros produtos turísticos que a região/território oferece, numa lógica integrativa, que motivem férias de curta duração mais frequentes, o aumento da estada média dos turistas e que justifiquem o crescimento da receita média diária por turista (hotelaria, termas, restauração, comércio);
  10. Melhorar e valorizar o profissionalismo na atividade turística através da formação profissional contínua e consolidar a cultura do bom acolhimento e hospitalidade;
  11. Sensibilizar os diversos atores territoriais para as oportunidades de investimento em segmentos da atividade turística, complementares ao produto saúde e bem-estar/turismo termal que sejam deficitários nos territórios.

Fonte: Elaboração própria

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