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OLHARES SOBRE O ESTADO DO TOCANTINS: ECONOMIA, SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE

Yolanda Vieira De Abreu (editora)


 


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5.2 - Soja no Município de Dianópolis e em Pedro Afonso no Estado do Tocantins.

5.2.1. - Dianópolis

Na região Sudeste do Estado, Dianópolis (To) tornou-se o principal produtor de soja da região, até alguns anos atrás, possuía duas cooperativas que ajudavam no desempenho da soja, mas no ano de 2006, não existem mais, tão pouco dados detalhados de como anda a produção da soja no município, além dos conseguidos pelos IBGE, os produtores recorrem aos bancos em busca de soluções e até alguns foram consultados para obtenção de informações de custo, tecnologia e plantio. Segundo a Embrapa o desenvolvimento tecnológico esteve presente desde o primeiro plantio de soja no Brasil. Desde o inicio da comercialização da soja no Tocantins, a EMBRAPA vem desenvolvendo pesquisas para correção, redução de custos e aumentos na produtividade. Dianópolis possui terras com topografia favoráveis à mecanização, propiciando o uso de máquinas e equipamentos de grande porte, o que proporciona a economia de mão-de-obra e maior rendimento nas operações de preparo do solo, tratos culturais e colheita. A mão-de-obra utilizada é composta por trabalhadores temporários permanentes ou contratados. O trabalhador temporário é o que tem vínculo com a propriedade durante alguns ciclos para desempenhar uma atividade específica, sendo remunerado por dias trabalhados, estando presente em áreas que geralmente não necessita de maior qualificação, enquanto que o trabalhador permanente ou contratado permanece o ano todo na propriedade, possui salário fixo e executa todos os serviços necessários. Os produtores da região estão utilizando adubos orgânicos ou organomineral que mistura diferentes minerais com bactérias que aceleram o processo de melhoramento do solo, deixando o mais propício para semeadura, melhorando a fauna e a flora do solo e diminuindo doenças. Além de ser 15% mais barato que adubos usados atualmente Na tabela 5.2.1, nota-se que a produção se apresenta oscilante tanto em Dianópolis quanto Pedro Afonso, nos anos de 1993 até 1999, e a partir de 2000 até 2005 ocorreu um crescimento significativo no município de Pedro Afonso de 89,56% com média de 11,25% ao ano. Enquanto o crescimento entre 1993 a 1997 foi de 462,5% média de 92,50% a.a seu tempo de produção é 72 horas enquanto os adubos normais levam 90 dias.

Dianópolis mostrou-se entre 1993 até 1999 de forma oscilante quanto ao a sua taxa de crescimento. Nos anos de 1993 a 1997 cresceu a taxas de 61,54% com média de 10,06% ao ano. Já nos anos 2000 e 2005 houve um acréscimo na produção de 455% uma média de 33,06% ao ano, maior do que o de Pedro Afonso. Apesar de a tabela mostrar que no ano 2005, houve uma queda na produção do município de Dianópolis. A taxa de crescimento de Pedro Afonso foi de 9.181,25% com média de 41,69% ao ano em todo o período temporal de 1993 a 2005, enquanto Dianópolis apresenta 7.584,61% com média de 39,65% ao ano, assim perde competitividade tanto na quantidade total da produção quanto na taxa de crescimento da mesma. Já na área colhida apresentando-se ainda oscilante entre os anos de 1993 a 2000, no caso do município de Pedro Afonso ocorreu um crescimento entre os anos de 2000 a 2005, um acréscimo de 76,92% com média de 9,91% ao ano, já no município de Dianópolis, há uma oscilação entre os anos de 1993 a 2000, voltando a crescer nos anos posteriores. De 2000 a 2005 Dianópolis cresceu 362,50% com média de 29,07% ao ano. Enquanto nos anos de 1993 a 1998, Pedro Afonso crescia 3.184% uma média de 101,04% ao ano. Em Dianópolis no mesmo período o crescimento foi de 995,40% com média de 40,02% ao ano. Em Pedro Afonso, se analisarmos todo o período temporal de 1993 a 2005, nota-se uma taxa de crescimento de 7.124,96% com média de 38,99% ao ano, já Dianópolis apresenta uma taxa crescimento de 3600% com média de 32,02% ao ano, mais uma vez perdendo competitividade para Pedro Afonso, tanto na quantidade total da área colhida quanto na taxa de crescimento. Quanto à produtividade dos dois municípios se mostram oscilantes, mas Pedro Afonso mostra um crescimento de 2000 a 2005, a taxas 7,19% com média de 1,16% ao ano, em Dianópolis a uma oscilação em quase todo o período, só mostrando um crescimento entre os anos de 2000 a 2005, com taxas de 20% uma média de 3,8% ao ano. O interessante é que em 2005 os dois municípios mostram produtividade de 2,700 kg/ha. No período de 1993 a 1997, Pedro Afonso sofreu queda de 58,83% com média de 163,12% ao ano, enquanto Dianópolis cresceu 61,54% com média de 100% ao ano. Analisando todo o período temporal de 1993 a 2005 temos uma taxa de crescimento de Pedro Afonso de 28,51% com média de 1,94% ao ano, já Dianópolis apresentou uma taxa de 107,69% com média de 5,78% ao ano, ganhando competitividade, mostrando que a tecnologia usada no plantio pode ser fundamental nas safras dos anos seguintes. Dianópolis perde na quantidade total da produtividade, mas mostra que utiliza de forma mais eficiente sua tecnologia. Analisando os dados nota-se que em Pedro Afonso mostrando um crescimento superior na produção e na área colhida enquanto a produtividade além de ter sofrido pouco crescimento, chegou a cair em determinados anos, indicando que está ocorrendo aumentos em sua fronteira agrícola, mas isso esta comprometendo a sua eficiência, já que esta crescendo a taxas média de 1,97% nos últimos anos. Em Dianópolis apesar de sua produção e área colhida tem crescido, e mesmo mostrando que de 2000 a 20005 seu crescimento na área colhida e na produção foram a superiores a de Pedro Afonso. Indicando que Dianópolis vem investindo nessa cultura e utilizando de forma mais eficiente sua tecnologia, mas Pedro Afonso ainda supera a quantidade total obtida na cultura e em todo o período. Pedro Afonso acaba apontando um problema, sua eficiência esta comprometida, pois sua produtividade esta crescendo de forma contida, enquanto a área colhida e a produção crescem a taxas consistentes, pois esta aumentando a suas áreas produtivas enquanto utiliza de forma menos eficiente a sua tecnologia. Com isso observamos que o crescimento desta cultura no município de Dianópolis, está caminhando sozinho, pois não existe nenhum tipo de investimento relacionado à soja, nem cooperativas que ajudem a interceder junto ao Governo para melhorar as condições na produção da cultura da soja quem sabe a implantação de um programa ajudaria no melhoramento da cultura no município.

5.2.2.- Pedro Afonso

O município de Pedro Afonso-To, até o ano de 1996, apresentava uma fraca produção de soja, Depois que foi implantada a terceira etapa do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (PRODECER III) tornou-se o principal município produtor de soja do Estado, isso em vários anos seguidos. O preço da soja no Brasil está relacionado diretamente com as cotações internacionais. Essa relação do preço com a Bolsa de Chicago proporciona uma maior inconstância do preço, devido à influência de fatores externos na cotação do produto. No ano de 2005, conforme tabela 5.2.2, no município de Pedro Afonso, foram registrados 44.0000 hectares destinados para a produção de soja, com uma produção de 118.800 toneladas, é o maior produtor de soja do estado do Tocantins.

A produtividade da soja no município é 2.700 kg/ha, e maior que a média brasileira 2.230 hg/ha e a estadual 2.548 kg/ha, enquanto Dianópolis apresenta uma quantidade produzida de 49.900 toneladas, área plantada de 18.500 hectares, no entanto apresenta a mesma produtividade no ano de 2005.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A soja no Brasil ganhou destaques, por vários motivos políticos e comerciais, porém um dos principais motivos é ser uma das principais commodities de exportação do país. A partir do estudo, verificou-se que a produção de soja, é um fator importante para o desenvolvimento das exportações, tanto em nível de Brasil como para o Estado do Tocantins. No caso da Cadeia Produtiva, nota-se que os principais problemas são os altos custos financeiros, e os de insumos. Verificou-se que neste setor pelo produto ser uma commodities o aumento dos custos advindo dos baixos níveis de cooperação com centros de pesquisas e universidades, pode comprometer a competitividade a nível internacional. Tais prejuízos se traduzem na falta de desenvolvimento de espécies de soja adaptadas ao meio e ainda ao não desenvolvimento de novas técnicas agrícolas e falta de mão de obra qualificada. Desta forma precisa-se trabalhar a infra-estrutura do Estado, desenvolvendo e implantando projetos que visem ampliar e custear a cadeia da soja, adensar a instalação dos elos faltantes como: centros de pesquisa, assistência técnica, indústria de adubos/defensivo-fertilizantes além de máquinas esmagadoras de soja, distribuidores de equipamentos e atacadista. No caso do Mato Grosso um grupo de pequenos e grandes produtores que influenciaram na política econômica e industrial do Estado, atraiu empresas modernas e mecanizadas multinacionais e grupos nacionais atuando tanto no montante quanto na produção agrícola além das políticas públicas que desenvolveram a infra-estrutura, o investimento na pesquisa e o financiamento da atividade agrícola. Nos últimos anos o preço da soja vem caindo, desta forma tanto Tocantins e Mato Grosso quanto para Dianópolis e Pedro Afonso o preço cotado em 2006 foi o menor dos últimos 12 anos, mesmo que esse preço seja referente de janeiro a julho. O estudo indicou que o ano em que a cotação da soja foi alta para o Tocantins foi o de 2002, para Mato Grosso e Dianópolis foi 2003 enquanto que para Pedro Afonso foi o ano de 2004. Conforme estudo isso é preocupante, pois os produtores produzem com referência nesses preços podendo comprometer a produção da próxima safra. Segundo os dados do IBGE (2005) a produção, área colhida e produtividade do Tocantins nesses últimos 5 anos cresceram a taxas médias de 105,42%, 82,69%, 0,44% ao ano respectivamente, indicando que ocorre aumento das fronteiras agrícolas enquanto a tecnologia cresce a taxas contidas. Já Mato Grosso apresentou um crescimento na produção e área colhida a taxas média de 12,47%, 13,17% respectivamente enquanto que a produtividade caiu 0,61% ao ano. Indicando de forma clara o aumento das fronteiras agrícolas no Estado. Por tanto a taxa de crescimento anual da produção área colhida e da produtividade pode ser o diferencial da competitividade do Tocantins em relação a Mato Grosso. O Tocantins pode vir a se tornar um grande concorrente ao longo dos anos, desde que invista em tecnologia e forme associações que possam comprar juntos os insumos e abaixar seu custo e a questão do diferencial a maior do frete deve se revolve com a chegada da Ferrovia Norte-Sul que já esta sendo construída no Estado. O aumento da fronteira agrícola tem um limite físico e ambiental por isso não pode-se contar em continuar competindo com esta estratégica. Este estudo indicou que existe uma forte tendência dos produtores em aumento de quantidade de terras destinadas ao plantio da Soja, isto é, da fronteira agrícola em detrimento do investimento em tecnologia e de desenvolvimento de ciência e tecnologia. Tal informação preocupa, pois existem limites ambientais que devem ser respeitados, mas essa tendência pode prejudicar a safras futuras já que o crescimento baseado no aumento do uso de recursos naturais tem limites e pode significar uma solução no curto prazo, mas no longo prazo ela não prospera porque cresce, mas não de forma sustentável porque o faz em detrimento da eficiência. O custo de produção apresentado por Mato Grosso em 2005, comparado ao de 2004, mostrou-se menor em relação aos anos anteriores enquanto Tocantins e Dianópolis apresentaram crescimento, no caso de Mato Grosso que possui o menor custo de produção, a taxa média de -10,37% ao ano enquanto que o Tocantins sofreu aumento de 2,26% ao ano, e Dianópolis cresceu 3,09% ao ano, indicando que precisam rever os custos. Pode-se concluir que tanto Tocantins tem muito que aprimorar em técnicas de plantio e na produção para concorrer de forma justa no mercado. Tanto Pedro Afonso quando Dianópolis, que neste estudo representou os municípios produtores de soja do TO, sendo a primeira mais antiga e com mais experiência e a segunda mais nova e ainda em pleno desenvolvimento, sofrem com a falta de infra-estrutura para escoamento do produto e os produtores precisam se organizarem em cooperativas ou associação de classe. Ao se organizarem poderiam se beneficiar de incentivo dado pelo governo e reivindicar de forma organizada um programa de desenvolvimento para a região. A organização dos produtores se faz necessária para poder competir de forma mais justa e igualitária, utilizando os mesmos instrumentos de incentivos fiscais e também de logística dentre outros utilizados pelos seus concorrentes. O presente estudo ainda deixou alguns dados sem resposta como, transporte e dados técnicos científicos, qualidade da soja tanto no município quanto no estado e da mão de obra da região, não foi feito por falta de dados, isso poderá ser realizado no futuro.

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