BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

OLHARES SOBRE O ESTADO DO TOCANTINS: ECONOMIA, SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE

Yolanda Vieira De Abreu (editora)


 


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4.4 - Produção, Área Colhida e Produtividade da Soja no Tocantins e Mato Grosso

A produção de soja no Estado do Tocantins até 1997 era pequena, apresentando uma trajetória temporal descontinua na área plantada e na quantidade produzida. Mas a partir de 1999, com a introdução do programa PRODECER III3 na cidade de Pedro Afonso (TO) em 1996, o crescimento da produção apresentou evolução consistente, cresceu entre 1999 á 2002 a uma taxa de 98,50%, contra 35,89% do crescimento brasileiro. As maiores regiões produtoras do Estado do Tocantins são: Pedro Afonso, com o programa Prodecer III, que é responsável por cerca de 56% da produção estadual, sendo o maior produtor da região e também do Estado; a Região Administrativa de Goiatins, com o município de Campos Lindos - com o projeto Campos Lindos - cerca de 19% da produção; e a região de Gurupi, com destaque ao município de Formoso do Araguaia, com o Projeto Formoso (SOJA, 2006). Os principais municípios produtores no Estado do Tocantins em 2004, conforme Tabela 4.2, são Pedro Afonso, Campos Lindos, Mateiros, Dianópolis, Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão. Os dez maiores produtores produzem atualmente aproximadamente 70% de toda a produção estadual. O maior produtor do estado é o município de Pedro Afonso com uma produção de 99.900 toneladas do grão, sendo 15,32% da produção do Estado. Já o município de Dianópolis que vem apresentando grande evolução nessa cultura, sendo hoje citado como um dos maiores produtores estando em quarto lugar. Sua produção foi de 47.760 toneladas sendo 7,32% da produção do Estado. Isso será visto mais a frente com um estudo da evolução dessa cultura.

5. - Evolução da Soja entre os Estados do Tocantins e Mato Grosso.

Na região Norte, destacou-se o Estado do Tocantins que na safra de 2005 tinha como prespectivas produzir 883.003 toneladas assim se consolidando como importante pólo produtor. A disponibilidade de terras e a água explicam a expansão até agora observada. Alguns problemas com excesso de chuvas no período de colheita determinaram este pequeno decréscimo de 1,33% no rendimento médio, segundo estudo do levantamento sistemático da produção agricola em março de 2005 do IBGE. No Mato Grosso, principal Estado produtor, responde por 34,34% da produção nacional, tinha prevista uma safra em 2005 de 18.305.035 toneladas, aproximadamente 26,09% superior à obtida no ano anterior, porém a área utilizado para cultivo também apresentou um crescimento significativo. As condições climáticas, podem ser consideradas satisfatórias para o desenvolvimento da soja. Além disso, a região Sul do Estado vem enfrentando problemas com a ferrugem asiática, mas de certa forma controlada, com duas aplicações preventivas de fungicida. Este procedimento tem elevado o custo de produção, já que cada aplicação fica em torno de duas sacas de soja, segundo o levantamento da produção agricola de março de 2005 do IBGE. Além disso, a soja vem apresentando forte queda de produtividade, face às estiagens prolongadas, verificadas nos principais pólos produtores (IBGE, 2005). Na Figura 5.1, a produção do Tocantins e de Mato Grosso apresenta-se de forma crescente.

Em Mato Grosso, ocorreu o crescimento entre 1993 a 1994, porém mostrando uma queda (61,40%) no período de 1995 a 1996. Já o Tocantins apresentou da mesma forma, com uma queda (8,79% a.a.) em 1995 a 1996, muito menor que a apresentando por Mato Grosso. Em 1993 a produção do Tocantins era de 26.506 toneladas caindo para 14.077 toneladas em 1996, uma queda de 46,89% na produção da mesma. Analisando todo o horizonte temporal entre os dois Estados, observa-se que houve um aumento da produção tanto do Tocantins quanto do Mato Grosso. Indicando assim o grande potencial de ambos os Estados no cultivo desta cultura. A evolução dos dados mostra que nos anos entre 1993 a 1996 ocorreram queda, tanto no Tocantins quanto no Mato Grosso, pois em todo o período a tendência é crescente, porém é necessário observar os limites e leis ambientais para o setor.

A área colhida conforme a Figura 5.2 mostra as mesmas características de produção, no Tocantins à área colhida de 1993 a 1996 se mostra de forma oscilante, apresentando uma queda significativa no ano de 1996, porém logo após este período houve crescimento até o período de 1998, tendo assim crescimento consistente nos períodos seguintes. Mato Grosso mostrou-se, como o Estado do Tocantins, aonde o período entre 1993 a 1996 apresenta uma queda oscilante, voltando a crescer no período entre 1997 a 2005. Comparando os dois Estados nota-se que os valores mostram que ambos apresentam grandes diferenças, no ano de 2005, por exemplo, Mato Grosso apresentou uma área colhida de 6.106.654 hectares, contra 355.300 hectares do Tocantins, mostrando uma diferença de quase 94,18%. Analisando a evolução entre área plantado e produção nota-se um aumento da fronteira agrícola, porque a área colhida, nos últimos anos, vem crescendo, mas não só no Tocantins como em Mato Grosso e em outros Estados. Analisando todo o período temporal de 1993 a 2005, Mato Grosso apresenta um taxa de crescimento da área colhida de 263,81% com média de 10,44% ao ano, enquanto que Tocantins mostra um aumento de 2.128,28% com média de 26,96% ao ano, mostrando uma variação de 706,74% entre os dois Estados. Já a produtividade, como mostra a figura 5.3 apresenta-se de forma oscilante em todo o período temporal de 1993 a 2005, tanto para o Estado do Tocantins quanto para o Mato Grosso. A diferença está nos valores dos níveis, enquanto o Mato grosso oscila entre a produtividade de 2.300Kg/ha a 3.100kg/há o Estado do Tocantins a produtividade oscila a entre 1.500kg/há, a 2.300kg/ha.

No Tocantins há uma maior quantidade de hectares plantados. Porém, com uma produtividade total média menor que a do Mato Grosso. Observa-se que o Tocantins perde competitividade para Mato Grosso, comparando a produtividade de ambos nota-se uma variação de 12,40 Kg/há esse resultado demonstra que existe uma defasagem em relação à produtividade mostrando que os produtores tocantinenses precisam melhorar suas técnicas de plantio e ao planejar sua produção aumentar o nível tecnológico a fim que aumentar a eficiência e a produtividade por hectare. Analisando a evolução existe uma forte tendência do aumento em relação à área colhida e produção, enquanto a produtividade aumenta, mas a taxas contidas. Esses dados indicam um aumento na quantidade de terras destinadas ao plantio de soja, mas um menor índice de aplicação de tecnologia. O que mostra maior investimento em aumento das terras, do que na tecnologia que poderia ser empregada. Isso pode prejudicar o poder de concorrência no mercado externo, devido ao prejuízo causado ao meio ambiente.

5.1. - Custo de Produção

A utilização de estimativas de custo de produção na administração de produtos agrícolas tem assumido uma importância crescente, quer na análise da eficiência da produção de determinada atividade, quer na análise de processo específico de produção aos quais indicam o sucesso de uma determinada empresa no seu esforço de produzir (IEA, 1994: 01). Os dados com custo de produção além de sua importância em nível de administração rural, são também utilizados a nível de governo para como subsídio as políticas de crédito rural e de preços mínimos (IEA, 1994:02). As organizações de produtores (cooperativas, sindicatos e associações) também têm intensificado a utilização de estimativas de custos agrícolas nas analises da situação das atividades agropecuárias e no apoio às suas reivindicações junto aos Governos Estaduais e Federais. Segundo MATSUNAGA et. alii (1976) os custos de produção, para serem estimados, partem da utilização de fatores de produção em quatro grupos. Para cada operação é definido o número de horas de trabalho gastos por categoria de mão-de-obra, trator e/ou veículos e equipamentos envolvido na operação. a) Operações agrícolas efetuadas através de empreita: envolvendo operações de manutenção, cultivo, colheita, transporte, etc.; b) Material de consumo: constituem-se dos materiais que são utilizados no processo de produção, podendo ser próprio e/ou adquiridos pelo produtor; e c) Por último são considerados os componentes de custos indiretos na produção, envolvendo obrigações sociais, seguro, encargos financeiros para capital de custeio, custo de uso da terra, outras despesas com impostos e administração e outros custos fixos com capital ou com a formação da cultura perene, quando o caso.

A tabela 5.1 mostra que os custos de produção de Mato Grosso são constantes e crescentes até o ano de 2004, só sofreu uma queda no ano de 2005, devido à estiagem e a desvalorização cambial seguido ainda com a baixa nos preços. No caso de Mato Grosso houve a queda em 2004 comparado ao ano de 2005 foi de -19,66%. Comparando com o Tocantins vemos que os custos no mesmo período de 2004 a 2005 sofreram um aumento de 4,59%, todavia levando em consideração que os preços dos insumos e do adubo estavam aumentando o que acaba pesando nos custos. Analisando todo o período de 2002 a 2005 o Tocantins, cresceu 121,35% com média de 21,97% ao ano. O que mais pesa no custo de produção é o custo com fretes, fazendo com que o Tocantins perca competitividade, pois o custo com frete no Tocantins é maior do que em Mato Grosso, uma vez que este primeiro só pode utilizar o frete rodoviário e as distâncias são grandes até os centros de consumo ou de embarque utilizando navios ou ferrovia para outros Estados ou países. Conforme dados nota-se que o município de Dianópolis teve uma taxa de crescimento de 2002 a 2005 de 39,15% com média de 8,61% ao ano, apresentando aumentos em todo período temporal, mostrando que apesar dos custos de Dianópolis serem menor que o do Tocantins, apontando uma vantagem, pois no ano de 2004 a produção aumentou e logo em seguido em 2005 diminuiu, enquanto que o custo se apresenta de forma contrária.


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