USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

Organizador: José Dantas Neto

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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, fica evidente que a principal agravante da pobreza da população do semi-árido brasileiro não é o fenômeno das secas, que embora seja uma realidade, seus efeitos são mais perceptíveis por uma parcela da população (a maioria), que não dispõe das condições mínimas para a existência humana: alimentação adequada, água de boa qualidade, emprego/renda, dentre outras, ou seja, a população que apresenta um nível de vulnerabilidade mais alto.

Por sua vez, é sobre essa população que se encontra o maior risco no que concerne a possibilidade de contrair doenças de veiculação hídrica, pois o modelo de saneamento ambiental brasileiro foi idealizado para atender as áreas urbanas, ficando a população rural, mesmo a que reside próximo aos grandes mananciais, dependente do consumo de água in natura, se expondo aos riscos e, muitas vezes, desprendendo muito esforço físico para ter acesso a uma pequena quantidade de água.

No âmbito dessa região, caracterizada nacionalmente como atrasada em vários aspectos, surge outro cenário, formado por áreas de agricultura intensiva, voltada à exportação, que não vê nos recursos hídricos um agravante para a produção agrícola, pois ao fazer uso da tecnologia os recursos hídricos locais deixam de se apresentar como empecilhos.

Por fim, a limitação que caracteriza os recursos hídricos no Nordeste semi-árido é no que se refere a necessidade de adoção de mecanismos de gestão adequada tanto dos recursos hídricos, através da adoção da bacia hidrográfica enquanto unidade de planejamento ambiental, quanto do potencial humano existente na região, que vem sendo preterido, ao longo de cinco séculos de colonização.