USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

Organizador: José Dantas Neto

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2.3 CONSUMO DE ÁGUA NOS CANTEIROS

No Trabalho de pesquisa desenvolvido pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana – Escola Politécnica – Universidade de São Paulo, Brasil (http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/consumo-de-agua-nos-canteiros/) os pesquisadores afirmam que a preocupação com a escassez de água acirrou-se apenas no final do século 20, quando as modificações climáticas passaram a preocupar os cientistas. A partir daí alguns setores produtivos adotaram medidas visando à racionalização no consumo de água. Na Construção Civil não foi diferente, e as primeiras ações sobre a necessidade de construções com menor impacto sobre o meio ambiente iniciaram-se, surgindo investigações para diminuir o consumo na fabricação de materiais e na construção de prédios e, mesmo, para melhorar a gestão dos resíduos.

No Brasil há iniciativas interessantes; como por exemplo, a criação em agosto de 2007, do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, que tem como um dos objetivos, otimizar o uso dos recursos naturais. Entretanto, as iniciativas ainda são muito tímidas, tendo em vista que o Brasil é o país com a maior disponibilidade de água do planeta, cerca de 12% da água potável do globo.

2.4 DEMANDA POR ÁGUA NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS

Na construção de edifícios, como em outros tipos de obras, a água é um elemento importante, sendo essencial para o consumo humano e indispensável na execução de alguns serviços.

No canteiro de obras a utilização da água para as necessidades humanas está relacionada, basicamente, às demandas essenciais dos funcionários do canteiro e estas são preservadas de acordo com a legislação trabalhista.

Em linhas gerais, estima-se que o consumo diário por operário não alojado chega a 45 litros por dia, não estando inclusa a refeição. No caso da refeição ser preparada na obra, este número passa para 65 litros por dia.

Já nos serviços de construção civil, embora a água não seja vista e nem tratada como material de construção, o consumo é bastante elevado, por exemplo, para a confecção de um metro cúbico de concreto, gasta-se em média de 160 a 200 litros e, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser consumidos até 300 litros de água.

2.5 MEDIDAS PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NAS OBRAS

Com base na pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana – Escola Politécnica – Universidade de São Paulo, Brasil (http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/consumo-de-agua-nos-canteiros/) os pesquisadores atestam a relevância do consumo de água na construção de empreendimentos apontam para a necessidade de se implantar Programas para Economia de Água nos Canteiros este poderia prever diversas ações, visando à redução do consumo de água nos canteiros de obra, tais como:utilização de torneiras com acionamento e desligamento automático; instalação de temporizadores nos chuveiros, determinando o tempo de banho; utilização de água da chuva para descargas, limpeza da obra e etc; estudos para utilização de fontes alternativas de água para consumo em serviços de construção civil. Por exemplo, utilização de água da chuva na cura do concreto ou dosagem de argamassas; palestras para conscientização dos funcionários, com relação à fonte finita de recursos naturais; acompanhamento mensal dos consumos e medidas para redução dos mesmos.

A economia de água nos canteiros deve estar fundamentada na sustentabilidade, entretanto os fatores econômicos ajudam a impulsionar esta necessidade, já que o “boom” da construção civil certamente elevará a demanda de água e, com a baixa oferta do insumo, o custo da água tende a aumentar cada vez mais, elevando ainda mais o custo total do empreendimento.