USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

USO EFICIENTE DA ÁGUA: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

Organizador: José Dantas Neto

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3 AÇÕES EDUCACIONAIS PARA VIABILIZAR O USO RACIONAL DA ÁGUA EM RESIDÊNCIAS

Por muito tempo, a água foi considerada um recurso inesgotável em nosso planeta. Essencial à existência e bem-estar - o próprio corpo humano é constituído por mais de 70% de água -, além de responder pela manutenção dos ecossistemas, a água só teve agregados ao seu valor fundamental os valores econômico, estratégico e social nas últimas décadas, quando ficou evidente a ameaça de sua escassez no mundo, devido a sua má utilização e crescente demanda.

Num âmbito mais particular, essa crescente consciência coletiva quanto à importância da água se estende às pequenas mas efetivas contribuições que podemos fazer durante a nossa rotina diária. Isso significa estar atento ao uso racional da água no dia-a-dia. Uma alternativa para amenizar o problema da escassez é a substituição dos equipamentos convencionais por produtos com fechamento automático.

Segundo Hafner (2007), a aceitação e participação da sociedade são fundamentais para se alcançar o objetivo desejado seja qual for a alternativa de uso racional da água adotada. Dessa forma, ações educacionais devem ser adotadas para informar e conscientizar a sociedade.

Essas ações educacionais visam prioritariamente reduzir ou eliminar os vícios de desperdícios do consumidor final em residências, através de programas educacionais e de incentivo à mudança de hábitos dos usuários. Além de objetivarem também de introduzir a questão da água nos currículos escolares e capacitar os professores para esse fim, bem como viabilizar a reciclagem constante dos profissionais envolvidos diretamente com as questões de racionalidade do uso da água.

Dentre os principais vícios de desperdícios em residências que devem ser combatidos através de ações educacionais, podemos citar:

• A utilização de mangueiras para lavar veículos. A lavagem de um carro por 30 minutos utilizando uma mangueira pode consumir até 560 litros de água;

• A utilização de mangueiras para “varrer” as calçadas;

• A utilização da bacia sanitária como cesto de lixo;

• O não fechamento correto de torneiras e chuveiros;

• A utilização da máquina de lavar com quantidade de roupas menor do que a indicada e não reutilização da água do enxágüe para outros fins;

• Descargas desnecessárias nas bacias sanitárias;

• Escovar os dentes com ou lavar a louça com a torneira aberta;

• Deixar o chuveiro aberto enquanto se está ensaboando;

• Não correção dos vazamentos internos à residência.

4 OUTRAS AÇÕES PARA VIABILIZAR O USO RACIONAL DA ÁGUA EM RESIDÊNCIAS

Albuquerque (2004) cita ainda as ações denominadas econômicas e as denominadas regulatórias ou institucionais. No grupo das econômicas são citados: estímulos fiscais para redução de consumo e adoção de novos instrumentos tecnológicos, tarifação que estimule o uso eficiente da água sem penalizar os usuários mais frágeis economicamente, estímulos ou penalização financeira que induzam o aumento da eficiência da concessionária de distribuição de água, cobrança pelo uso da água bruta, entre outros.

Dentre as ações regulatórias ou institucionais são citados: legislação que induza o uso racional da água, regulamentação de uso da água para usos externos, regulamentação de novos sistemas construtivos e de instalações prediais, regulamentação mais adequada da prestação do serviço.