Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

ANÁLISE DA DEMANDA PRODUTIVA NO ESTADO DO PARÁ – MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ, AMAZÔNIA – BRASIL





John Wallayn dos Santos Justiniano (CV)
Evandro Wernner Campelo Farias (CV)
Heriberto Wagner Amanajás Pena (CV)
Eng01johnwsj@gmail.com
Universidade do Estado do Pará





RESUMO
O município de Santa Isabel do Pará – Amazônia, Brasil está localizado na região metropolitana, a 38 km de Belém, capital do Estado. O Município em questão apresenta atividades em expansão como a criação de bovinos, suínos, equinos, aves e entre outros; cultiva hortaliças e o comércio informal é um forte gerador de renda.
O presente trabalho busca dinamizar a estrutura produtiva do Município de Santa Isabel do Pará, diagnosticando os aspectos históricos das atividades econômicas, identificando as atividades produtivas do mesmo e classificando as atividades em estagnadas, dinâmicas e expansão.
Palavras – Chave: Município, atividade econômica, dinâmica produtiva, estagnada, expansão, dinâmico.

RESUMEN
El municipio de Santa Isabel do Pará - Amazonas, Brasil se encuentra en el área metropolitana, a 38 km de Belém, capital del estado. El municipio de que se trate ha de ampliar las actividades, tales como vacas, cerdos, caballos y aves entre otros; cultiva verduras y el comercio informal es un generador de ingresos fuerte.
Este estudio tiene como objetivo racionalizar la estructura productiva del municipio de Santa Isabel do Pará, el diagnóstico de los aspectos históricos de las actividades económicas, la identificación de las actividades productivas de la misma y ordenar las actividades en expansión estancada, y dinámica.
Palabras – clave: Condado, la actividad económica y productiva, estancamiento dinámico, expansión, dinámica:

Analysis of the production demand in the State of Pará - County of Santa Isabel does Para, Amazon - Brazil.

Abstract
The municipality of Santa Isabel does Pará - Amazon, Brazil is located in the metropolitan area, 38 km from Belém, the state capital. The municipality in question has expanding activities such as cattle, pigs, horses, and birds among others; cultivates vegetables and informal trade is a strong income generator.
This study aims to streamline the production structure of the municipality of Santa Isabel does Pará, diagnosing the historical aspects of economic activities, identifying the productive activities of the same and sorting activities in stagnant, and dynamic expansion.
Keywords: County, economic activity, productive, dynamic stagnating, expanding, dynamic.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

dos Santos Justiniano, J., Campelo Farias, E. y Amanajás Pena, H.: "Análise da demanda produtiva no estado do Pará – Município de Santa Isabel do Pará, Amazônia – Brasil", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 194, 2014. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/14/economia-santa-isabel.hmtl


1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
No panorama atual, no qual o planejamento e a gestão do município são processos que exigem um diagnóstico global e continuado da realidade local, que acompanhe e glose a dinâmica municipal em seus diversos aspectos social, econômico e ambiental, a informação desagregada é de fundamental importância para planejadores e gestores de um modo geral.
            Entende-se que ao se organizar, interpretar e disponibilizar dados, informações e diagnósticos necessários a esse processo, alarga-se a possibilidade de acertos na tomada de decisões rumo às engranzes estabelecidas na gestão administrativa em qualquer esfera de governo. Deste modo, dispor informações municipalizadas possibilita aos governos prepararem instrumentos adequados para uma gestão descentralizada.
A nova proposta de regionalização para o Estado do Pará surgiu da constatação de que as divisões estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –
Mesorregião e Microrregião - não mais refletiam a realidade estadual. A identificação das doze regiões de Integração levou em consideração as características de concentração populacional, acessibilidade, complementaridade e interdependência econômica (SEIR PA). (PENA, 2011)
Esse recorte permitiu à Secretaria de Estado de Integração Regional (SEIR) uma visão mais concreta das peculiaridades regionais dentro do Estado, de maneira que, o Ministério da Integração Nacional aprovou e tem recomendado aos outros estados, o modelo paraense, entendendo ser ele, o mais organizado e avançado do país, chamando a atenção para o fato de que em cada uma das doze áreas existe um agente de integração cuja função é monitorar todas as políticas de responsabilidade do Governo Estadual. (PENA, 2011)
Julga-se que a regionalização arraigada agrupa os municípios de modo mais homogêneo, advindo um melhor monitoramento das ações governamentais, seja estadual, federal ou municipal, além da justaposição do território e de suas comunidades. Se para o Estado o modelo aborda os municípios, acarretar maior aproximação com bairros e distritos, norteando de uma melhor maneira a busca pela diminuição das desigualdades regionais no Estado do Pará, uma vez que esse molde permite enxergar o problema não na superfície, mas na sua natureza.
O Município de Santa Isabel do Pará que está na região Metropolitana, localizado a 38 km de Belém, no cruzamento das rodovias BR 316, que possibilita o ímpeto a Capitais e a outros estados brasileiros e da PA 140 que permite o acesso a vários municípios (Castanhal, Inhangapi, Vigia de Nazaré, São Caetano de Odivelas, Colares, Santa Antônio do Tauá, Bujaru.), além de estar a aproximadamente 20 km da Alça viária, e pouco mais de 30 km do aeroporto internacional de Belém, com o privilégio de poder ser acessado também pelo belo Rio Guamá, ao extremo Sul do município.
Assim como outros, Santa Isabel do Pará apresenta atividades em expansão como agricultura, cultivo de algodão, criação de suínos, bovinos e aves; Atividades estagnadas como cultivo de soja, cereais, café, cacau, entre outros; Possui atividades de caráter dinâmico como a produção de sabão e detergente sintético, fabricação de cabine, carrocerias, colchões, entre outros.
Portanto, o presente trabalho busca dinamizar a estrutura produtiva do município de Santa Isabel do Pará, diagnosticando os aspectos históricos das atividades econômicas identificando as atividades produtivas do mesmo e classificando as atividades em estagnadas, expansão, dinâmica e declínio.
Em termos gerais este artigo pretende analisar a dinâmica produtiva do Município de Santa Isabel do Pará, Amazônia – Brasil. Já em termos específicos: busca diagnosticar os aspectos históricos das atividades econômicas; identificar as atividades produtivas do Município de Santa Isabel do Pará; classificar as atividades respectivamente em: Estagnada, Expansiva, Dinâmica e em Declínio.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Segundo Pena 2011, o Setor Dinâmico é caracterizado pelo alto grau de especialização local, com alguma concentração estabelecida no setor que impulsiona atratividade e com a presença de atividades importantes ou participação relativa maior que 10% e o Setor Estagnado apresenta ausência de especialização local da atividade, com ausência de concentração e reduzida atividade do setor, combinado com baixa participação relativa no estado do Pará;
Ainda segundo Pena 2011 o Setor em Expansão apresenta alto grau de especialização das atividades locais no município, com concentração já estabelecida e com forte atratividade, mas ainda não se consolidou enquanto pólo de dominância, ou seja, baixa participação relativa e Setor em Declínio: apresenta acentuada participação relativa, mas não é especializado no setor e não oferece atratividade e nenhum estimulo pela ausência de concentração produtiva.
Seguindo tal definição, Caracterizou-se o Município de Santa Isabel que vivi uma constante ascensão econômica, principalmente após a entrada do mesmo na região metropolitana de Belém. Faz-se necessário tal análise para definir e caracterizar essa economia fundamentada na agropecuária, comércio informal e ainda a lavoura.

 

3 ASPECTOS HISTÓRICOS CULTURAIS DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ – AMAZÔNIA, BRASIL.

3.1 HISTÓRICO
A cidade de Santa Isabel do Pará localiza-se na região bragantina. Seus fundamentos históricos foram lançados em 1848, quando o governo imperial objetivando povoar a região, concedeu, ao governo da província do Pará, vasta gleba para implantação agrícola, situada à margem do antigo varredouro dos índios tupinambás, também conhecido como estrada do maranhão ou de Bragança.
Após os trabalhos de medição e de marcação dos lotes de terra, iniciados em 1873, por Valentin José Ferreira, o governo provincial instalou ali o primeiro núcleo colonial, formado com imigrantes estrangeiros, que se chamou Colônia Senhora de Benevides e, mais tarde, Santa Isabel de Benevides. Entretanto, em 1878, essa colônia sucumbiu e, no lugar, formou-se importante núcleo colonial com imigrantes cearenses, foragido seca do nordeste. Essa fase também teve curta duração, uma vez ter erguido uma capela a Santa Maria.
Paralelamente, já estava sendo construída a antiga estrada de ferro que ligou Belém a Bragança passando por Santa Isabel. Finalmente, em 1885, os trilhos da mencionada ferrovia chegaram naquele trecho e, no mesmo ano, teve início a ocupação efetiva do território.
Assim, a localidade se desenvolveu e, em 1931, adquiriu categoria de município. No entanto, no ano seguinte, foi extinto e anexado ao município de Belém, do qual se emancipou, em 1933. A instalação oficial ocorreu em 1934, obtendo foros de cidade em 1938. Logo em 1943, o município passou a chamar-se João Coelho, até que, em 1961, readquiriu sua denominação, acrescida do nome da Unidade da Federação a que pertence.
Há controvérsias com relação ao topônimo. Segundo o antigo morador, Mestre Cícero Cavalcante, foi dado à localidade, em virtude de ter o Padre Lira, Vigário de Colônia Benevides, introduzido no altar da capela a imagem da Rainha Santa Isabel, de Portugal, doada por uns dos colonizadores espanhóis, em substituição à imagem de Santa Maria Isabel, da Espanha.

3.2 CULTURA
No município de Santa Izabel, a população realiza o Círio de Nossa Senhora da Conceição de Itá, no segundo domingo de maio, com procissão que sai do povoado do Carmo para o distrito de Caraparú. Além dessa, outras manifestações religiosas marcam o calendário de festas locais. O Círio de Santa Izabel acontece no primeiro domingo de julho e o Círio de Nossa Senhora do Carmo, no dia 26 do mesmo mês. No mês de novembro, comemora-se no Distrito de Americano, o Círio de Nossa Senhora da Conceição que, como as demais festas, é acompanhado de arraial. A festividade de caráter eminentemente popular mais significativa de Santa Izabel é a Festa das Flores, no fim do mês de maio.
No artesanato, destaca-se a produção de entalhes em madeira, sem, no entanto, se constituir um elemento caracterizado do Município. A cidade dispõe de uma Biblioteca-Pública, inexistindo qualquer outro equipamento cultural.

4 ASPECTOS FÍSICOS- TERRITORIAIS DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ – AMAZÔNIA, BRASIL.

4.1 Localização do Município
Santa Izabel do Pará é um dos municípios da região Metropolitana localizado a 38 km de Belém, no cruzamento das rodovias BR 316 que possibilita o acesso a Capital e a outros estados brasileiros e da PA 140 que permite o acesso a vários municípios (Castanhal, Inhangapi, Vigia de Nazaré, São Caetano de Odivelas, Colares, Santa Antônio do Tauá, Bujaru.), além de estar a aproximadamente 20 km da Alça viária, e pouco mais de 30 km do aeroporto internacional de Belém, com o privilégio de poder ser acessado também pelo belo Rio Guamá, ao extremo Sul do município.
O município apresenta uma área de 717,6 Km², com altitude de 21 metros, suas coordenadas geográficas são: latitude sul de 01°11’27” e 01°32’54” e longitude oeste 47°59’48” e 48°15’38” de Greenwich. Possui como limites territoriais; Ao Norte – Municípios de Santo Antônio do Tauá e Santa Bárbara do Pará; Ao Leste – Municípios de Castanhal e Inhangapi; Ao Sul – Município de Bujaru; A Oeste – Município de Benevides.

4.2 Aspectos físicos do Município de Santa Isabel do Pará

O solo do Município é constituído pelos seguintes tipos: Concrecionários lateríticos indiscriminados distróficos; Latossolo Amarelo distrófico, textura média; Concrecionários Lateríticos e Areias Quartezosas. A tipologia predominante é a Florestas Secundárias, decorrentes da recomposição natural da vegetação, quando a Floresta Primária foi removida pelo desmatamento. Os tratos de Floresta Primária remanescentes são do tipo Floresta Tropical Úmida ou Equatorial Latifoliada ou Floresta Pluvial ou ainda Pluvisilva (todos os nomes dados a esta floresta heterogênea de grande porte das regiões quentes e úmidas). O subtipo original, obedecendo à correlação com o relevo, denomina-se Floresta Densa dos baixos platôs.
            O Município não apresenta acidente topográfico expressivo, constituindo uma extensa superfície pediplanada, cuja média altimétrica é de, aproximadamente, 35 metros, variando de 3 a 59 metros. Já a estrutura geológica do mesmo não se distingue do conjunto apresentando para a Microrregião Bragantina, formada pelos sedimentos Terciários da Formação Barreiras, constituída de arenitos, sílitos e argilitos crolínicos, e pelos componentes da sedimentação Quaternária Atual e Subatual. Suas formas de relevo, caracterizados por baixos platôs, tabuleiros e áreas de várzeas, fazem parte da unidade morfoestrutural Planalto Rebaixado da Amazônia (da Zona Bragantina).
            Na hidrografia, destaca-se o rio Caraparu que nasce no centro do Município projetando-se no sentido norte/sul, recebendo o igarapé Apeú e o rio Itá pela margem esquerda, e o rio Maguari pela margem direita. De pequeno curso, o rio Caraparu deságua no Guamá, este servindo de limite natural com Bujaru ao sul do Município. Outros rios menores, de curso paralelo ao Caraparu, são os rios Guajará e o Jandiaí, limitando Santa Izabel com os municípios de Benevides e Inhangapi. Por último, há o rio Tauá, cujo afluente direito, o igarapé São Francisco, faz limite natural, ao norte, com o Município de Santo Antônio do Tauá.
            O clima é megatérmico úmido, com temperatura elevada, estando a média mensal em torno de 25º C. Os meses de outubro, novembro e dezembro são os mais quentes, com máximas entre 32ºC e 34ºC e mínima entre 20ºC e 22ºC. É, também, caracterizado por inverno quente, com precipitações em torno de 2.350 mm/ano, concentradas de janeiro a junho, com maior escassez em setembro. A umidade relativa do ar está em torno de 85%.

5 CARACTERTISTICA POPULACIONAL DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ – AMAZÔNIA, BRASIL.

a) população urbana e rural (Contagem 2007 – IBGE) e sua evolução nos últimos 20 anos.
O município de Santa Isabel do Pará, segundo a Contagem 2007 do IBGE, possui 51.763 habitantes (IBGE, 2009). A composição da população, por situação do domicílio, sofreu uma inflexão mais acentuada na década de 1980, embora já no ano de 1980 houvesse predominância da população urbana. Em todo caso, em 1991, ano censitário, o percentual da população urbana subiu ao patamar de mais de 71%, para chegar ao ano de 2007 com aproximadamente 76,5% da população municipal em situação urbana. A população rural tem aumento e posterior estabilização na década de 1990, pela fixação de atividades agrícolas e pela pecuária de corte.
O crescimento populacional do município na década de 1980, acumulado, foi de 38,60%, segundo os dados censitários; na década de 1990 houve variação total de 29,70% e entre 2000 e 2007, incremento total de 19,75% da população. A inflexão decrescente da curva da população rural é acompanhada, no sentido inverso, pela curva da população urbana, entre os anos de 1999 e 2000. O percentual da composição urbano/rural, para anos não-censitários, foi estimado, mantendo constante o percentual do ano censitário anterior (SEPOF, 2007).
O expressivo crescimento populacional da década de 1980 em Santa Isabel do Pará é, em linhas gerais, mantido na primeira metade da década de 1990. Na segunda metade, entretanto, as taxas de crescimento populacional decaem, até o final da década; nota-se, por exemplo, que a variação 2000-1999 é de apenas 0,79% (ver Tabela 1). A década de 2000 retoma uma média de crescimento anual, estimado por SEPOF (20007), de 2,69%, considerando o valor da Contagem Populacional 2007. Nota-se ligeira tendência à estabilização do crescimento a partir do ano de 2005, conforme pode ser observado no abaixo.

6 INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ, AMAZÔNIA – BRASIL.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulga todos os anos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A elaboração do IDH tem como objetivo oferecer um contraponto a outro indicador, o Produto Interno Bruto (PIB), e parte do pressuposto que para dimensionar o avanço não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.
No IDH estão equacionados três sub-índices direcionados às análises educacionais, renda e de longevidade de uma população. O resultado das análises educacionais é medida por uma combinação da taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada nos três níveis de ensino (fundamental médio e superior). Já o resultado do sub-índice renda é medido pelo poder de compra da população, baseado pelo PIB per capita ajustado ao custo de vida local para torna-lo comparável entre países e regiões, através da metodologia conhecida como paridade do poder de compra (PPC). E por último, o sub-índice longevidade tenta refletir as contribuições da saúde da população medida pela esperança de vida ao nascer.
A metodologia de cálculo do IDH envolve a transformação destas três dimensões em índices de longevidade, educação e renda, que variam entre 0 (pior) e 1 (melhor), e a combinação destes índices em um indicador síntese. Quanto mais próximo de 1 o valor deste indicador, maior será o nível de desenvolvimento humano do país ou região.

Analisando o gráfico acima do Município de Santa Isabel do Pará, conclui-se que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), entre os anos 90 e 2000 sofreu uma crescente provavelmente proveniente do desenvolvimento econômico do mesmo, afinal o município passou a contar com a presença de empresas de grande porte e o comércio informal sofreu uma crescente o que proporcionou a oportunidade de emprego melhorando a renda da população.
 
7 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ.

O produto Interno Bruto, medi a atividade econômica e o nível de riqueza de uma região; Quanto mais se produz, mais se está consumindo, investindo e vendendo. O mesmo afere quanto, do total produzido, 'cabe' a cada brasileiro se todos tivessem partes iguais. O PIB per capita não é um dado 'definitivo', Porém, um país com maior PIB per capita tende a ter maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O Produto Interno Bruto do Município de Santa Isabel do Pará passa por uma constante ascensão proveniente do desenvolvimento econômico ocorrido no mesmo, com maior ênfase na área de serviços como visto no gráfico abaixo; principalmente após a entrada do mesmo na região metropolitana de Belém.

8 ECONÔMIA DO MUNICÍPIO DE SANTA ISABEL DO PARÁ – AMAZÔNIA, BRASIL.
A economia do Município de Santa Isabel do Pará passa por uma crescente acentuada nos últimos anos, provenientes de um crescimento do mercado informal, a criação de aves por empresas de grande porte o que gera a criação de empregos em grande escala, fabrica de colchões, forro PVC, um matadouro que nos últimos anos tem provocado constantes constrangimentos ambientais, uma fábrica de sabão e outra de café.
Mesmo com um número acentuado de fábricas para uma cidade considerada pequena, o município ainda carrega na sua economia a presença marcante da produção de hortaliças, bovinos, suínos, equinos e aves. O Município é um grande produtor de ração, abastecendo o mesmo e outros pelo estado.

9 METODOLOGIA DE ANÁLISE                               
9.1 ORIGEM DOS DADOS UTILIZADOS

A análise da estrutura produtiva da região de integração do Município de Santa Isabel do Pará tem como base os dados da Relação Anual de Informação Social (RAIS), instituído pelo decreto nº 76900 de 23/12/1975 como gestão governamental do setor trabalho produzido pela Secretaria de Emprego e Salário, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). (PENA, 2011)
Em concordata com o Ministério do Trabalho e Emprego a RAIS tem como desígnio aprovisionar a inópia de controle da atividade trabalhista no país, equipar dados para preparação de estatísticas do trabalho e disponibilizar informações do mercado de trabalho às entidades governamentais. A partir dos dados angariados pela RAIS é possível atender as necessidades da legislação da nacionalização do trabalho, controlar registros do FGTS, atende também o Sistema de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários, estudos técnicos de natureza estatística e atuarial como também auxilia na identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP.
Este artigo utilizará de tais informações como fontes oficiais a nível governamental, representando a dinâmica da estrutura produtiva do Município analisado devido o grau de abarcamento do estudo.

9.2 MUNICÍPIO ABORDADO

Este artigo analisará o Município de Santa Isabel do Pará – Amazônia, Brasil. Pois foram utilizados os dados contidos no mesmo para realização dos cálculos contidos neste.

9.3 INDICADORES ESTATÍSTICOS

Para classificar o município do estudo quanto ao dinamismo de sua estrutura produtiva e assim encontrar resultados práticos, aplicaram-se três indicadores estatísticos, Quociente Locacional, Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) e o PR. considerando, também, três características relevantes:
a) A especificidade de uma atividade em relação à região (Município).
b) O piso da atividade ou setor em relação à estrutura da região (Município).
c) A relevância da atividade ou setor no Pará com um todo.
Segundo Pena (2011), o índice Quociente Locacional (QL): Serve para determinar se o município possui especialização em abonada atividade ou setor específico e é calculado com apoio na razão entre duas estruturas econômicas. Numerador tem-se a economia em estudo, referente a um dado município do Pará que se ponha em tela, e no denominador plota-se a economia de referência, em que agendam todos os municípios do Pará.
Sua apresentação algébrica por ser escrita como:

QL= EAM/EM
         EAP/EP

Assim temos;
EAM = Emprego da atividade ou setor no município;
EM= Emprego referente a todas as atividades que constam no município;
EAP= Emprego da atividade ou setor no Pará;
EP= Emprego de todas as atividades ou setores no Pará. (PENA, 2009)
O município apresenta especialização na atividade, caso seu QL seja superior a 1. E este seja menor que 1, o QL mostra que a especialização do município na atividade, é inferior a especialização do Pará no referido setor, para Pena (2011).

Foi feito uso do Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) para avaliar o verdadeiro peso da atividade em relação ao Estado, pois o Quociente Locacional pode resultar em um valor altivo, proporcionando a interpretação duvidosa de que o município é especializado na atividade em questão sem ponderar o fato de que ela pode ser a única atividade do município.

Define-se o IHH por:
IHH = (EAM/ EAP) – (EM/EP) Pena (2011), o IHH é o índice que:

Consente cotejar o peso da atividade ou setor do município, no Estado, ao peso da estrutura produtiva do município na estrutura do Pará como um todo. Um valor positivo mostra que a atividade no município está presente, mas agrupada, com maior poder de arrojo econômico, dada sua especialização em respectiva atividade.
Por fim, a definição do último indicador definido para a análise dos dados:                PR = (EAM/EAP).
Este pode variar de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 0, menos proeminência terá a atividade analisada em relação ao estado. Os três indicadores definidos anteriormente são complementares para a análise do Município de Santa Isabel do Pará.

9.4 ANÁLISE CONSOLIDADA

Inicialmente realiza-se uma análise agregada buscando sobressair convergências em longo prazo. Os indicadores alvitrados irão compor, relacionados com seus critérios e diferentes classificações, emaranhando a composição de 4 quadrantes embasados nas variáveis: especialização local, significativa participação relativa e atratividade econômica.
O Quociente Locacional, está relacionado com o grau de especialização municipal numa determinada atividade. Caso haja especialização, seu QL é superior a unidade (recebe tratamento positivo). O índice de concentração Hirschman-Herfindahl quando apresenta um valor positivo (recebe tratamento positivo) indica algum tipo de concentração e assim de atratividade econômica. O terceiro indicador é a participação relativa da atividade e quanto mais próxima de um, maior a importância daquela atividade do município para o estado do Pará (recebe tratamento positivo), (PENA, 2009).

9.5 MATRIZ AGREGRADA DA ESTRUTURA PRODUTIVA

Definido a área de estudo, que neste caso serão trata-se do Município de Santa Isabel do Pará, o próximo passo é a classificação matricial apresentada neste trabalho, possibilitando uma análise aditada das informações. Proporciona também a visualização de cada atividade do Município e possibilita uma caracterização deste quanto ao seu Dinamismo Econômico com base no número de empregos formais.
A análise da dinâmica do arcabouço produtivo tem como princípio abonar referenciais quantitativos que, seja possível arrimar informações e requerer sua espacialização. Os resultados induzem a um ajuste quantitativo, seguindo uma lógica teórica de complementaridade entre as variáveis que deliberam a dinâmica das estruturas produtivas do Estado. Aparelhando os prováveis resultados, estabeleceram-se quatro quadrantes matriciais de setores, que, teoricamente elucidam as alternâncias nas dinâmicas econômicas dos municípios.
Os setores definidos são: O Setor Dinâmico que apresenta como característica marcante, o seu alto grau de especialização local, possuindo concentração no setor que impulsiona atratividade e contando com a presença de importantes atividades, ou participação relativa maior que 10%. O Setor Estagnado o qual não é dotado de especialização local da atividade, não possuindo concentração, tem amortizada atividade no setor, além de ter também pouca informação relativa no estado do Pará.
Já o Setor em Expansão tem alto grau de especialização das atividades locais no próprio município, concentra e possui forte atratividade, porém ainda não é polo de dominância, ou seja, é de baixa participação relativa.
Por outro lado o Setor em Declínio é apresentado como aquele que mantém acentuada participação relativa, porém, não oferece atratividade, não é especializado e não tem nenhum estímulo devido a sua falta de concentração produtiva.
A matriz concentra a análise agregada ou materializada a partir dos resultados e cartear-se a uma possibilidade de organização representativa da estrutura produtiva do município em anos diferentes, podendo até mesmo, mesmo que em termos aditados, reconhecer as tendências sobre o processo de aglomeração produtiva, do nível de remuneração do setor e do número de estabelecimentos.
Alterações de quadrantes representam variação na dinâmica das atividades produtivas. Na análise horizontal é revelado o grau de especialização e a força de atratividade local das atividades, ou seja, quanto mais à direita do eixo as atividades se disporem, mais especializadas estarão e bem mais próxima da situação ambicionada.
Observando a matriz são reveladas que as atividades econômicas provavelmente transitarão de um quadrante a outro. A mudança depende das condições de mercado, políticas públicas em determinados setores, investimentos privados, entre outros. Analisando verticalmente é possível comparar a dinâmica da estrutura produtiva das atividades econômicas com a participação relativa que firma o peso representativo da atividade em relação ao estado do Pará.
Na matriz, verticalmente é admissível também alistar a progredir entre período de atividade econômica do município, com os ganhos de mercado, ou seja, setores onde o município aumentará sua participação na franquia do mercado que será classificado em competitivo. No alcance em que os dados forem analisados através da matriz, pode-se identificar se os setores que apresentam maior concentração de estabelecimentos também são os que melhor remuneram ou admitem empregados convencionalmente.
                                                                                                                                               
10 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram concretizados os cálculos dos alusivos indicadores estatísticos para o Município de Santa Isabel do Pará, ressaltando os dinâmicos a partir de suas concentrações de atividades de serviços, agropecuária e comércio. Após estes cálculos classificaram as atividades em dinâmicas, Expansão, Declínio e estagnadas. Com a consolidação desta base de estudo, obtém-se uma caracterização dos municípios e foi observado que tipo de atividade o mesmo oferece em relação ao Estado do Pará.

11 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através do trabalho em questão podem-se observar as atividades que se destacam no Município de Santa Isabel do Pará, não apenas por aspectos históricos e culturais mas sim pelo seu poder de gerar renda a população, que nos últimos anos como visto no estudo em questão, sofreu uma melhoria significativa no Produto Interno Bruto (PIB), proporcionando uma melhor qualidade de vida da população.
Percebeu-se que o Município em questão possui uma concentração significativa no mercado informal, todavia com uma constante crescente na indústria, com destaque para agropecuária que tem sido uma grande geradora de empregos e renda para população.
Este artigo teve como objetivo a edificação e apreciação de indicadores, que sugeriram classificações a respeito da dinâmica econômica e estrutura produtiva do Município em questão. A partir das análises realizadas feitas, tornou-se simples diagnosticar que a economia de Santa Isabel do Pará é bastante diversificada, ou mesmo fragmentada, existindo espaços de relevante dinamismo convivendo com um significativo crescimento populacional e ausência de infraestrutura de mercado, estagnação e dinamismo e expansão. Ou seja, pelo fato de estarmos lidando com uma cidade significativamente despreparada para o crescimento, a diferenças encontradas são de grande proporção e não há como o município se desenvolver de igual maneira em todas as esferas, sendo assim têm-se as uma economia segmentada com características dinâmicas, em contraste com estagnadas e em declínio.
            É importante percebermos que a queda da concentração das atividades presentes no Município, pode ser explicada pelo crescimento e desenvolvimento. Porém, é inegável que a cidade possui índices muito melhores comparados aos de outros municípios do Estado, mesmo que apresente um baixo nível de desenvolvimento econômico visto que seus grandes pólos econômicos ainda estão na área de produção agrícola, que abastece o Município e outros vizinhos, levando em consideração que os empregos gerados pelas grandes empresas e comércio informal, ainda é ocupado pelos imigrantes de cidades vizinhas.

REFERÊNCIAS
SEIR, Secretaria de Integração Regional do Pará. Disponível em:<http://www.seir.pa.gov.br/>. Acesso em 01 de Dez. de 2011.

PENA, Heriberto. Elementos metodológicos para a caracterização da dinâmica produtiva do estado do Pará. Belém. Disponível em:<http://www.webartigos.com/artigos/elementos-metodologicos-para-a-caracterizacao-da-dinamica-produtiva-do-estado-do-para/70492/>.

Acesso: em 10 de dezembro de 2013.
WILTGEN, Roberto da Silva. Notas sobre polarização e desigualdades regionais. Porto Alegre, 1991. Disponível em:< http://revistas.fee.tche.br/index.php/ensaios/ article/viewFile/1460/1824>. Acesso em 09 de Dez. de 2013.

MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia geral e do
Brasil. São Paulo: Editora Saraiva, 2005. 1ª ed.

Acesso em 09 de Dez. de 2013: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=150650

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