Observatorio de la Economía Latinoamericana

 


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

 

A ECONOMIA DA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE VITÓRIA - ES E OS CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA
 

Helio Rosetti Júnior (CV)
Professor Doutor do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) – Brasil
heliorosetti@terra.com.br
Juliano Schimiguel (CV)
Professor Doutor da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) – Brasil
schimiguel@gmail.com


RESUMO

Este trabalho tem por finalidade refletir e debater aspectos da economia da Região Metropolitana da Grande Vitória, estado do Espírito Santo, Brasil, e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia, na perspectiva da preparação de profissionais com nível superior diante das novas exigências do mundo do trabalho. Discutem-se, também, características acadêmicas e sociais das graduações tecnológicas tendo em vista a legislação educacional brasileira e a realidade das instituições de ensino que oferecem esses tipos de cursos. Observa-se que as graduações tecnológicas apresentam um grande potencial de atuação e crescimento na região, levando-se em conta as exigências do mercado para formação de profissionais que atuam na economia local.

Palavras–chave: Demandas, Economia Regional, Educação Tecnológica, Educação Profissional, Atividades Locais, Ensino.

ABSTRACT

This paper aims to discuss and reflect the characteristics of the economy of large metropolitan Vitoria, Espírito Santo, Brasil, and operation of courses in technology, in view of the preparation of professionals with higher education face the new demands of the world work. Discussion is also academic and social aspects of technology degrees in view of the Brazilian educational legislation and the reality of educational institutions that teachthese courses. It is observed that the degrees have a great technological potential performance and growth in the region, taking into account the needs of training professionals to work in the local economy.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Helio Rosetti Júnior y Juliano Schimiguel A economia da região metropolitana da Grande Vitória - es e os cursos superiores de tecnologia, en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 157, 2011. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/


INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo discutir e provocar uma reflexão acerca das principais características econômicas e sociais da região metropolitana da grande Vitória, estado do Espírito Santo, no contexto do funcionamento dos cursos superiores de tecnologia, dentro da perspectiva da formação de profissionais com nível superior, a partir das novas necessidades do mercado de trabalho. Debate-se, da mesma forma, tópicos e aspectos acadêmicos, sociais e políticos das graduações tecnológicas levando-se em conta a legislação educacional brasileira e a realidade enfrentada pelas instituições de ensino superior que ministram esses cursos. 
Nota-se que as graduações tecnológicas apresentam uma grande perspectiva de crescimento e um significativo potencial de atuação e desempenho na região, tomando-se como referência as necessidades da formação de profissionais focados em áreas do saber para trabalharem na economia regional.
O universo deste estudo tem como foco a Região Metropolitana da Grande Vitória – RMGV, onde estão presentes os campi de Vitória e Guarapari da faculdade de tecnologia onde se pesquisaram os cursos superiores de tecnologia.
Cabe ressaltar que os cursos superiores tecnológicos são graduações universitárias específicas numa área do saber. Diferente das outras modalidades de graduação, conforme a legislação educacional brasileira, podem ser concluídas em um menor tempo, ou seja, de dois a três anos. Este é um importante fator que possibilita um custo menor dos estudos, proporcionando facilidades econômica aos estudantes de menor renda. Assim, os cursos superiores de tecnologia apresentam uma grande capacidade de encaixe à nova realidade do ensino superior brasileiro. Ofertados num tempo mais objetivo que as graduações tradicionais, os cursos de tecnologia têm proporcionado possibilidades de formação acadêmica, com baixo custo e elevada aderência às demandas das empresas. (ROSETTI & SCHIMIGUEL, 2011).
Os cursos de tecnologia experimentaram um crescimento substancial.

O quantitativo de matrículas em cursos superiores de tecnologia foi o que mais cresceu no país, em comparação com as demais formas de graduação, conforme o Censo da Educação Superior 2009, divulgado em janeiro deste ano. Nessa forma de graduação, a elevação do número de matriculas foi de 26,1%, em comparação com o ano anterior. No ano de 2008, o país contava com 539 mil matrículas, quantidade que subiu para 680 mil em 2009. O Censo contabilizou aproximadamente 5,9 milhões de matrículas na educação superior brasileira.
Isso indica que existe uma enorme demanda pressionando as academias brasileiras por modalidades de graduação mais focadas em áreas do saber. A rede de ensino superior mais atenta a essas novas necessidades do mercado é a particular. Dessa forma, as instituições privadas vêm liderando a oferta de novos cursos de tecnologia no ensino superior. (ROSETTI, 2011).

Assim, com as oportunidades profissionais que se apresentam na região, os tecnólogos estão assumindo importantes posições no contexto das organizações empresariais, para benefício da economia e das atividades produtivas.

CONTEXTO ECONÔMICO

Os cursos superiores de tecnologia pesquisados neste trabalho têm grande inserção na RMGV. Esta região é composta por sete municípios, quais sejam: Vitória, a capital do Estado, Vila Velha, por onde se iniciou a colonização portuguesa, Cariacica, Serra, Viana, Guarapari, o maior em extensão territorial e Fundão, o mais recente município incorporado, conforme pode ser visto no mapa da Figura 1.
A RMGV foi constituída pela Lei Complementar estadual 58, de 21.02.1995, quando era denominada como RMV - região metropolitana de Vitória e posteriormente modificada em 1999 e 2001, quando incorporou, assim, respectivamente, os municípios de Guarapari e Fundão, passando a se chamar RMGV - Região Metropolitana da Grande Vitória.
Com uma população aproximada de 1,7 milhão de habitantes, esses sete municípios abrigam quase metade da população total do Espírito Santo, 46% da população, e 57% do contingente urbano do Espírito Santo. Produzem 58% da riqueza e consomem 55% da energia elétrica produzida no Estado. Os municípios da RMGV também registram 76% dos homicídios ocorridos no Estado, e sua população cresce a taxas elevadas, com 3,2% ao ano. São 46 mil novos habitantes incorporados a cada ano. Conforme dados do IBGE de 2007, o município de Vila Velha é o mais populoso da RMGV.
Região Metropolitana da Grande Vitória é a principal área industrial do estado, onde se situam 32 das 52 maiores empresas instaladas no Espírito Santo. Com isso, é uma região que demanda permanentemente profissionais para atuarem nas diversas áreas da planta produtiva, como pode ser melhor visto no Gráfico 1.

O parque industrial do estado do Espírito Santo está localizado, em sua maioria, na RMGV. É constituído por empresas modernas e altamente competitivas, como é o caso da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Samarco Minerações, Aracruz Celulose, Real Café, D. Dalla, Chocolates Garoto, Grupo Gerdau, Belgo Mineira e cuja produção, num primeiro momento, destina-se à exportação. O nível de investimentos dessas empresas vem apresentando fator de peso para o dinamismo econômico do Estado e da RMGV.
A importante planta industrial do estado compreende, basicamente, as indústrias de construção civil, metal, mecânica, siderúrgica, pela produção de petróleo e gás natural, alimentação, editorial/gráfico e vestuário e é dotada de equipamentos e tecnologias modernas uma vez que é voltada à atividade de comércio internacional.
Em conformidade com recentes informações do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado do Espírito Santo foi o grande destaque da expansão industrial brasileira em 2010. De acordo com dados do IBGE apresentados no início de 2011, a produção capixaba cresceu 22,3%, bem acima da média nacional, que foi de 10,5%. Outros estados também tiveram a produção incrementada acima dessa média, mas em menor escala: Goiás (17,1%), Amazonas (16.3%), Minas Gerais (15,0%) e o Paraná (14,2%). Essa realidade dinamiza o ambiente do mundo do trabalho, requerendo profissionais formados e aptos a atuarem qualificadamente nessa economia.
A movimentação portuária da região é outro fator importante da economia. Portos capixabas movimentaram 63 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses do ano de 2011. De janeiro a maio desse ano, o complexo portuário do Espírito Santo movimentou US$ 16,7 bilhões. As exportações somaram um montante de US$ 11,9 bilhões e as importações US$ 4,8 bilhões. Somente no mês de maio, a exportação pelos portos capixabas alcançou o valor total de US$ 2,7 bilhões, representando um recorde no ano com acréscimo de 1% em relação a abril. Com relação a maio de 2010, as exportações pelo complexo portuário capixaba registraram aumento de 1,4%. As importações pelos portos do estado também somaram um valor recorde de US$ 1,29 bilhões em maio. Este valor representa um acréscimo de 1,5% sobre o mês anterior.
Em termos financeiros, a movimentação portuária nacional foi de US$ 180,6 bilhões. As exportações nacionais somaram US$ 94,6 bilhões e as importações foram de US$ 86 bilhões. Nesse contexto, considerando apenas o transporte marítimo, a corrente comercial capixaba mantém a média de 9% de toda movimentação financeira brasileira. (PORTOS E NAVIOS, 2011).
Conforme dados do Instituto Jones do Santos Neves, o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo apresentou um crescimento de 5,9% no primeiro trimestre de 2011 em relação ao quarto trimestre de 2010. Além disso, o Estado cresceu 11,9 % no caso de comparações em taxas acumuladas ao longo dos últimos quatro trimestres e 12,1% em comparação com o primeiro trimestre de 2010.
Toda essa atividade tem aberto significativos espaços de trabalho para os tecnólogos em Comércio Exterior e em Logística, que são profissionais muito requeridos pelo mercado na região.

Os arranjos produtivos locais também têm buscado expandir-se para o mercado externo e terão a logística como imprescindível para conquistar mercados internacionais. Qualidade da Infraestrutura em geral (hardware), disponibilidade de água, energia e sistema de telecomunicação, qualidade da Infraestrutura rodoviária, ferroviária e aeroviária, qualidade do setor de transporte formam o capital logístico do Estado. (GOVERNO DO ES, 2011)

Embora seja considerada essencialmente industrial baseada tanto na solidificação de uma estrutura industrial exportadora e de serviços de comércio exterior, como na caracterização do estado com o corredor logístico centro-leste, outros aspectos também apontam para grandes perspectivas nos setores primário, secundário e terciário, representadas, especialmente, pelo desenvolvimento do agronegócio e pela descoberta e exploração do petróleo (CET-FAESA/PDI, 2006).
As cidades são relativamente próximas umas das outras, facilitando a locomoção intermunicipal, de acordo com as distâncias a seguir, representadas também no Gráfico 2:

Distância do Centro de Vitória na RMGV

Isso vem facilitar o deslocamentos de estudantes de um município para outro, proporcionando condições de estudos nas instituições da região.

A grande maioria dos alunos da faculdade pesquisada mora e trabalha na RMGV, recebendo influência das políticas e atividades para essa região urbana do estado do Espírito Santo.
Uma das características dessa região é a não concentração demográfica na capital, Vitória, cujo contingente populacional é inferior ao de algumas cidades do entorno metropolitano – Cariacica, Vila Velha e Serra.
A concentração da população capixaba na região acaba por exercer o papel de centralização regional de um espaço de tomada de decisões, de veiculação de informações, de transações comerciais, financeiras e de prestação de serviços públicos, além de ser o vetor de difusão cultural e tecnológica.

No setor terciário, destacam-se as atividades relacionadas ao comércio exterior. Nesse segmento incluem-se as exportações de café, de produtos siderúrgicos e de pellets de minério de ferro, produtos de fundamental importância para a economia do município. No que se refere às importações, destaca-se o sistema Fundap – Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias –, operado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (BANDES), incentivo financeiro concedido às empresas importadoras sediadas no Estado que efetuem o desembaraço aduaneiro nos portos locais e que venham a recolher o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na Secretaria da Fazenda do Espírito Santo. (PMV, 2009).

A RMGV ocupa somente 5% do território do estado do Espírito Santo, mas tem uma densidade populacional mais de nove vezes superior à média do Estado. A capital, Vitória, é o menor município da região e possui o maior índice de concentração populacional por quilômetro quadrado.
Vale destacar que essa concentração econômica e populacional tem provocado fatores negativos relativos a deficiências no sistema de transportes, déficit habitacional e degradação da qualidade do ar e das águas. Além disso, a maior geração de detritos levou à formação dos famosos "lixões" e à falta de espaço para aterros sanitários.
Com referência às atividades industriais, duas das maiores bases industriais do país situam-se nessa região. É o caso das usinas de pelotização de minério de ferro da Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce, situada em Vitória, e da produção de aço da Arcelor Mittal, antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão – CST, situada no município de Serra. Tais empresas incluem-se entre as maiores, mais competitivas e rentáveis do país.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar das grandes plantas industriais localizadas nessa região, entre as quais destaca-se também a Chocolates Garoto, cabe destacar que o setor de comércio e serviços é o mais significativo da economia regional, com destaque para os serviços na área de comércio exterior e distribuição de produtos em larga escala. Seu dinamismo se apóia, principalmente na logística de comércio exterior, com os vários portos do estado, e de apoio à economia urbano-industrial da Grande Vitória. (ROSETTI, 2010).

De acordo com os dados do Caged, o Espírito Santo fechou 2010 com 36.419 vagas de empregos formais. O número é cerca de duas vezes a mais que o registrado em 2009, quando o estado foi atingido pela crise econômica mundial, visto que a economia do estado tem como uma das suas principais bases o comércio exterior. O bom resultado de 2010 deve-se a retomada das exportações no setor de commodities. Setores como o de mineração, siderurgia, celulose e construção civil são alguns dos grandes impulsionadores desse desempenho. Outro ponto em favor do estado, que o ajudará a expandir ainda mais a economia nos próximos anos, é a exploração de petróleo e gás e toda a cadeia produtiva que se forma por conta desse setor no Espírito Santo. (BLOG DO TRABALHO, 2011).

Dessa forma, graduações tecnológicas focadas nas áreas de Comércio e Serviços têm grande aderência ao mercado de trabalho da região. Além disso, a área de petróleo e gás, juntamente com a área ambiental, vem propiciando importantes colocações no mercado de trabalho para tecnólogos.  Os cursos nessas áreas de conhecimento têm experimentado uma elevação de suas demandas por matrículas.

Hoje, pelas sofisticadas exigências tecnológicas, as empresas demandam dos profissionais competências refinadas e cada vez mais focadas em suas áreas de atuação. Observar nos indivíduos o domínio de áreas específicas do saber e a preocupação permanente por aprimoramentos e capacitação tem sido uma exigência unânime das organizações ao selecionar profissionais para suas equipes de trabalho. Estudar, aplicar o aprendizado, pesquisar e buscar tem sido as palavras de ordem do momento para a colocação profissional diferenciada e sustentável no ambiente empresarial competitivo, em tempos de habilidades refinadas. (ROSETTI, 2006).

A evolução das atividades turísticas ganha relevância com a diversificação da oferta de turismo e lazer, mas potencializa-se como centro de negócios, notadamente, na expansão das atividades de petróleo e gás natural.
Também, a proximidade com os grandes centros da região sudeste do Brasil tem fomentado atividades empresariais, criando oportunidades profissionais para os ingressantes no mercado de trabalho.

REFERÊNCIAS

BLOG DO TRABALHO. Espírito Santo sai na frente. Do endereço: http://blog.mte.gov.br/?p=4747 . Em 10 fev. 2011.
CET-FAESA. Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), 2006 – 2010.

GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Logística. Obtida do endereço: http://www.es.gov.br/site/empresas/logistica.aspx . Acesso em 25 set. 2011.
IJSN. Disponível em: <http://www.ijsn.es.gov.br/cartografia/mapas/jpg/RMGV.jpg>. Acesso em: 17 out. 2009.
PMV - Prefeitura Municipal de Vitória. Disponível em: <http://www.vitoria.es.gov.br/negocios/guia_investidor/emt_produtiva.htm>. Acesso em: 17 out. 2009.
PORTOS E NAVIOS. Portos do ES movimentam 24% das cargas marítimas do país. Do endereço: http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/portos-e-logistica/10058-portos-do-es-movimentam-24-das-cargas-maritimas-do-pais , em 06 set. 2011.
ROSETTI JUNIOR, Helio. Educação Matemática e Financeira: um estudo de caso em Cursos Superiores de Tecnologia. 2010. 242f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática) - Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2010.

ROSETTI JUNIOR, Helio. A importância e o crescimento das graduações tecnológicas. Do endereço: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-importancia-e-o-crescimento-das-graduacoes-tecnologicas/51879/, Acesso em 06 set. 2011.

ROSETTI JUNIOR, Helio. Faculdade e mundo empresarial no ES. Do endereço:

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/faculdade-e-mundo-empresarial-no-es/11852/ , em  03 mar. 2006.
ROSETTI JUNIOR, Helio & SCHIMIGUEL, Juliano. Perfil econômico e social dos estudantes de cursos superiores de tecnologia em instituições particulares de Ensino, en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 153, 2011. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/


 

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