Tesis doctorales de Economía

 

TURISMO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE URBANO-REGIONAL BASEADA EM CLUSTER

Jorge Antonio Santos Silva

 

 

 

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1.1 Conceitos de fundamentação econômica e geográfica referidos à questão regional

1.1.1 Espaço econômico e espaço geográfico

Em sua análise sobre o espaço econômico, Lopes (2002, p.39) destaca a contribuição pioneira do trabalho Essai sur la nature du commerce em général de Richard Cantillon (1952, a edição original data de 1755), onde chama a atenção a importância que ele atribuía às economias de tempo e de transporte para uma clara definição da organização espacial da sociedade, bem como à importância da interdependência econômica, aspecto este visualizado por ele antes ainda do correspondente trabalho de François Quesnay, Tableau économique des physiocrates, 1758.

Com efeito, fica clara no seu discurso [de Cantillon] a existência de dois tipos de circuitos econômicos que se equilibram, um (horizontal) expresso em termos espaciais pelas transferências campo-burgo-cidade-capital, o outro (vertical) associado às classes sociais existentes e às relações entre elas. (LOPES, 2002, p.39).

Fica também subjacente ao modelo de Cantillon a importância das economias de aglomeração e até das economias de escala. Antes inclusive de Walter Christaller (Die zentralen orte in süddeutschland,1933), já aparece no trabalho de Cantillon a idéia de uma organização espacial assentada em aglomerados populacionais com funções de centros hierarquizáveis, com suas respectivas áreas de influência.

A relação dos fluxos e das variações dos preços com a distância, que conduz a que só possam ser objetos de troca produtos cujos raios de venda ou alcance sejam grandes o suficiente para atingir mercados urbanos, é outro aspecto antecipado por Cantillon e que só muito depois seria retomado pela teoria dos lugares centrais, tendo demonstrado ainda, que os preços dos mercados determinam a distribuição das culturas ao redor dos aglomerados populacionais, considerando a influência do custo dos meios de transporte.

Um outro trabalho pioneiro que é apontado por Lopes (2002, p.40), é o de Sir James Stuart, An inquiry into the principles of political economy (1966, a edição original data de 1767), que explica a distribuição espacial da população pela via do emprego, com base na disponibilidade de recursos e sua localização, o que dá abertura ao surgimento de cidades de diferentes tamanhos, passando os que vivem do aproveitamento do solo à atividade de artesãos independentes, cuja localização vai depender da localização dos consumidores. A localização da administração do governo não é indiferente à localização dos demais atores, tendendo portanto a se conformarem os aglomerados das pequenas cidades e das capitais. Quando a procura externa adiciona-se à procura interna, outros fatores podem influenciar na localização das aglomerações populacionais, como os fatores naturais ou de natureza geográfica em geral. A obra de Sir James Stuart permite ainda se discutir sobre o tamanho dos aglomerados e das vantagens e desvantagens dos centros de grande dimensão, o que pode se considerar como uma introdução às economias (e deseconomias) de aglomeração.

[...] o espaço contém e representa uma visão complexa da realidade nos seus variados aspectos, nos seus diversos elementos constituintes, e nessa representação se inclui o complexo de relações que se estabelecem entre esses mesmos elementos. Nesta acepção tem cabimento a identificação [do espaço] com o conceito de sistema [...]. (LOPES, 2002, p.45).

Entre o espaço econômico e o espaço geográfico há relações primárias estreitas que originam-se da localização dos objetos e das relações entre eles; o espaço econômico não dispensa nem as localizações nem as atividades.

Um primeiro princípio de relevo em uma análise dessa natureza, é o princípio da centralidade, cujo argumento focal é que as relações entre os agentes econômicos dão origem a um lugar central. Este princípio pode ser entendido tanto pelo seu sentido geográfico – o lugar é o centro geográfico de um espaço, como pelo seu conteúdo de centralização ou agrupamento da produção em um lugar. Trata-se de definir um lugar de produção no espaço. Esta definição resulta da consideração de duas forças: os custos de transporte e as economias de escala. Uma empresa irá procurar maximizar os benefícios que pode obter das economias de escala e minimizar os custos de transporte. Economias ou rendimentos de escala correspondem aos ganhos de produtividade ao nível da produção (rendimentos crescentes).

Segundo Polèse, 1998, espaço e mercado integram uma mesma realidade, analisando-se sob a perspectiva do produtor, desde quando, assim como o nível de produção, a dimensão do mercado abastecido implica na consideração dos custos de transporte e das economias de escala. “Só haverá produção [em um determinado] ponto [...] se a área de mercado que está à disposição for suficiente para permitir que a empresa cubra os seus custos de produção [...]” (POLÈSE, 1998, p.60).

Ressalva-se que a consideração dos conceitos de espaço e mercado dentro de uma mesma realidade pode levar a se pensar que a decisão de localização de uma atividade produtiva se deva unicamente à razão da economia do tempo de deslocamento. No atual estágio de globalização da economia mundial, as empresas, ao decidirem sobre a localização de suas atividades e negócios, levam em conta os custos integrados de transporte, ou seja, preço + tempo, embora, quando tomados em separado, o preço assuma um maior peso que o tempo de deslocamento. O tempo de deslocamento, dimensão espacial, quando considerado de forma conjunta com o preço do produto, dimensão de mercado, viabiliza a opção de reduzir-se o custo total em que se incorrerá para se produzir e vender, quando da definição do local onde o empreendimento deverá se instalar.

Já na perspectiva do consumidor, a minimização dos deslocamentos, e do seu custo, é uma condição básica do princípio de centralidade. Todo agente econômico procura reduzir ao mínimo o tempo que é necessário para adquirir um produto ou serviço, ou maximizar a utilidade dos deslocamentos, o que ocorre quando consegue economizar tempo satisfazendo várias necessidades em um só lugar e realizando o menor número de deslocamentos possível. Portanto, a concentração espacial das transações entre os agentes econômicos reflete um ganho de produtividade, tanto para produtores como para consumidores.

Esse efeito não se limita às transações envolvendo mercadorias, aplicando-se sempre quando se busca satisfazer as necessidades de uma população que demande salas de espetáculos, lugares para cultos, etc., facilidades que vão atender aspectos intangíveis incorporados no padrão de consumo de determinados estratos dessa população. Nesse sentido, uma destinação turística que ofereça em um mesmo espaço ou em espaços contíguos um amplo leque de facilidades para seus visitantes, tornando assim eficaz o deslocamento por eles efetuado, quanto ao uso do tempo dispendido e a outros custos de interação espacial, estará também alcançando eficácia em relação aos custos em que se incorreu visando atrair tais visitantes. Nesse contexto, a procedência dos visitantes dependerá da capacidade de atração do destino, expressa através do seu âmbito espacial de influência.

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