Tesis doctorales de Economía

 

TURISMO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE URBANO-REGIONAL BASEADA EM CLUSTER

Jorge Antonio Santos Silva

 

 

 

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2.1.3 John M. Keynes – Demanda efetiva, emprego, propensão a consumir e efeito multiplicador

John Maynard Keynes (The general theory of employement, interest and money, 1936), revolucionou a teoria macroecômica de tradição neoclássica, propondo que o capitalismo é um sistema econômico instável, cujos desequilíbrios não poderiam ser resolvidos automaticamente pelos mecanismos do mercado. O comportamento individual dos agentes econômicos – produtores, consumidores e assalariados, não observava a harmonia preconizada pela operação da “mão invisível” de Adam Smith, pelo contrário, podia originar situações de crises provenientes de insuficiência de demanda efetiva.

Keynes (1985), defendia a intervenção governamental na economia quando a mesma se encontrasse na condição de elevado nível de desemprego involuntário e de insuficiência crônica de demanda efetiva, como forma de retomar uma nova etapa de crescimento, reaquecendo uma economia estagnada ou em recessão, o que não poderia acontecer como preconizado pela teoria neoclássica, através dos mecanismos auto reguladores do mercado.

[...] o emprego de certo número de homens em obras públicas produzirá [...] sobre o emprego agregado um efeito muito maior, quando o desemprego for severo, do que mais tarde, quando o pleno emprego estiver prestes a ser alcançado.

Quando existe desemprego involuntário, a desutilidade marginal do trabalho é, necessariamente, menor que a utilidade do produto marginal. Na realidade, pode ser muito menor, pois certa quantidade de trabalho, para um homem que esteve muito tempo desempregado, em vez de desutilidade, pode ter utilidade positiva. Admitindo isto, o raciocínio anterior demonstra como os gastos inúteis provenientes de empréstimos [gastos públicos] podem, apesar disso, enriquecer no fim de contas a comunidade. A construção de pirâmides, os terremotos e até as guerras podem contribuir para aumentar a riqueza, se a educação dos nossos estadistas nos princípios da economia clássica for um empecilho a uma solução melhor. (KEYNES, 1985, p. 95-96).

Os movimentos cíclicos do capitalismo decorreriam das flutuações do nível de investimento da economia, sendo o seu caráter instável explicado pelas incertezas e os riscos com que se defrontavam os investidores capitalistas ao tentar prever o comportamento futuro da economia, fatores que, por conseqüência, acarretavam instabilidade também no nível de emprego dos fatores produtivos dessa economia.

Keynes, analisando a estrutura de custos, renda e lucro do empresário, deduz que:

[...] o volume do emprego depende do nível de receita que os empresários esperam receber da correspondente produção. Os empresários, pois, esforçam-se por fixar o volume de emprego ao nível em que esperam maximizar a diferença entre a receita e o custo dos fatores. (KEYNES, 1985, p. 30).

Comparando a função da oferta agregada com a função da demanda agregada, Keynes afirma que o volume de emprego é determinado pelo ponto de interseção das duas funções, pois, neste ponto ocorrerá a maximização das expectativas de lucro dos empresários. O valor correspondente a este ponto de interseção constitui o que Keynes denomina de demanda efetiva. As grandes linhas da teoria keynesiana podem ser expressas como seguem, nas palavras do próprio autor:

Quando o emprego aumenta, aumenta, também, a renda real agregada. A psicologia da comunidade é tal que, quando a renda real da comunidade aumenta, o consumo agregado também aumenta, porém não tanto quanto a renda. Em conseqüência, os empresários sofreriam uma perda se o aumento total do emprego se destinasse a satisfazer a maior demanda para consumo imediato. Dessa maneira, para justificar qualquer volume de emprego, deve existir um volume de investimento suficiente para absorver o excesso da produção total sobre o que a comunidade deseja consumir quando o emprego se acha a determinado nível. A não ser que haja este volume de investimento, as receitas dos empresários serão menores que as necessárias para induzi-los a oferecer tal volume de emprego. Daqui se segue, portanto, que, dado o que chamaremos de propensão a consumir da comunidade, o nível de equilíbrio do emprego, isto é, o nível em que nada incita os empresários em conjunto a aumentar ou reduzir o emprego, dependerá do investimento corrente. O montante de investimento corrente dependerá, por sua vez, do que chamaremos de incentivo para investir, o qual, como se verificará, depende da relação entre a escala da eficiência marginal do capital e o complexo das taxas de juros que incidem sobre os empréstimos de prazos e riscos diversos.

Assim sendo, dada a propensão a consumir e a taxa do novo investimento, haverá apenas um nível de emprego compatível com o equilíbrio, visto que qualquer outro levaria a uma desigualdade entre o preço da oferta agregada da produção em conjunto e o preço da demanda agregada. (KEYNES, 1985, p. 31).

Portanto, conforme Keynes, é a propensão a consumir e o nível do novo investimento que irão determinar, conjuntamente, o nível de emprego, e este, determinará o nível de salários reais.

Se a propensão marginal a consumir e o montante de novos investimentos resultam em uma insuficiência da demanda efetiva, o nível real do emprego se reduzirá até ficar abaixo da oferta de mão-de-obra potencialmente disponível ao salário real em vigor, e o salário real de equilíbrio será superior à desutilidade marginal do nível de emprego de equilíbrio [expressa em termos de salários reais].

Esta análise nos oferece uma explicação do paradoxo da pobreza em meio à abundância, pois a simples existência de uma demanda efetiva insuficiente pode paralisar, e freqüentemente paralisa, o aumento do emprego antes de haver ele alcançado o nível de pleno emprego. A insuficiência da demanda efetiva inibirá o processo de produção, a despeito do fato de que o valor do produto marginal do trabalho continue superior à desutilidade marginal do emprego. (KEYNES, 1985, p. 33).

A teoria geral keynesiana afirma que o emprego só pode aumentar paralelamente ao investimento, a não ser que ocorra uma mudança na propensão a consumir. Para aprofundar este aspecto Keynes estabelece uma relação entre a renda e o investimento, e, de modo simplificado, entre o emprego total e o emprego diretamente vinculado ao investimento – que ele denomina de “emprego primário”; a esta relação Keynes chama de “multiplicador”, o qual, dada a propensão a consumir, estabelece uma ligação entre o fluxo de investimento e os volumes agregados do emprego e da renda. O efeito multiplicador foi analisado detidamente no capítulo 1, item 1.2.1, desta tese.

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