Tesis doctorales de Economía

 

TURISMO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE URBANO-REGIONAL BASEADA EM CLUSTER

Jorge Antonio Santos Silva

 

 

 

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1.1.3 A região como objeto de análise: espaço e região

François Perroux (Economic space: theory and applications, 1950), distingue espaço geoeconômico de espaço econômico. Conforme Tolosa (1972), na distinção efetuada por Perroux, o espaço geoeconômico refere-se às relações e à distribuição das atividades econômicas no espaço geográfico, enquanto o espaço econômico “corresponde a uma noção abstrata de espaço matemático, definido por um conjunto de propriedades e independente de qualquer sistema de coordenadas [...]” (TOLOSA, 1972, p.194).

O espaço econômico, na abordagem de Perroux, pode ser classificado em: espaço econômico definido por um plano ou programa; espaço econômico definido como espaço polarizado, um campo de forças ou de relações funcionais; espaço econômico definido como um espaço ou agregado homogêneo.

O espaço polarizado, segundo Perroux, citado por Tolosa, consiste: naqueles centros (ou pólos, ou focos) dos quais emanam forças centrífugas e para os quais forças centrípetas são atraídas. Cada centro atuando como um centro de atração e repulsão tem um campo próprio, o qual é embutido nos campos de outros centros. Nesse sentido qualquer espaço geoeconômico ou banal é uma coleção de centros e lugar de passagem de forças. (PERROUX, 1950, apud TOLOSA, 1972, p. 194-195).

A respeito do termo espaço banal referido por Perroux, Dall’Acqua (2003) recorre a Milton Santos (Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2001), para quem este conceito corresponderia ao “espaço de todos: empresas, instituições, pessoas, o espaço das vivências [...] espaços que sustentam e explicam um conjunto de produções localizadas, interdependentes” (SANTOS, 2001, apud DALL’ACQUA, 2003, p. 73).

O economista francês Jacques Boudeville (Les espaces économiques,1970), seguindo François Perroux, do qual era discípulo, propôs uma similar caracterização das regiões: região polarizada, região homogênea e região-plano.

Conforme Hansen (1978), Perroux destaca mais na sua análise as relações econômicas, numa orientação que pode ser considerada como não geográfica, no que contrasta com a análise de Boudeville, que enfatiza a natureza regional do espaço econômico.

De acordo com o critério da polaridade, ou da “nodalidade”, as regiões são definidas como áreas de influência polarizadas por uma capital ou lugar central. Essas áreas de influência podem ser entendidas como as áreas de mercado dos serviços públicos e privados que existem na capital ou lugar central.

Conforme o critério da homogeneidade, as regiões compartilham alguns traços característicos que se tornam o princípio do seu agrupamento (história, cultura, idioma, base econômica, etc.). Já segundo o critério relacionado com as fronteiras políticas ou administrativas, as regiões são entendidas como regiões-plano, ou seja, submetidas aos mesmos processos de tomada de decisão (o planejamento).

As características que distinguem uma região são a sua abertura econômica e a sua integração num espaço de maior amplitude. Cada vez mais as fronteiras nacionais estão deixando de significar barreiras à circulação de mercadorias, idéias e capitais, devido, sobretudo, às inovações tecnológicas nos meios de comunicação e transporte. Esses aspectos têm forte repercussão sobre as atividades econômicas em geral e sobre o turismo em particular, influenciando e determinando um dinamismo cada vez mais intenso desta atividade em todo o mundo, haja vista o incremento na mobilidade das pessoas, no número de viagens e nos conseqüentes fluxos físicos e monetários que se deslocam entre países e regiões, por razões e motivações cada vez mais diversificadas.

O espaço pode ser definido a partir de um conjunto de dados econômicos localizados, sendo que tais localizações podem ser dispersas, considerando que são as características e a natureza das relações de interdependência que dão unidade ao espaço. Já a região precisa ser definida de uma forma mais restrita, não em função de fatores relacionados à dimensão, mas referidos a razões de contiguidade, ou seja, os elementos que compõem uma região têm que se localizar de forma contígua.

Para efeito de classificação, de acordo com Lopes (2002), distinguem-se dois tipos básicos de regiões: regiões formais – áreas geográficas dotadas de relativa homogeneidade em função de um conjunto de atributos ou variáveis, físicos, econômicos, sociais e políticos; regiões funcionais – áreas geográficas dotadas de coerência funcional, numa perspectiva sistêmica, que caracterizam-se por relações de interdependência.

Na base da definição de regiões funcionais estão preocupações associadas à natureza e intensidade das interações de ordem econômica, em regra identificáveis no espaço por pólos (industriais), nós (de comunicação) ou centros (de serviços), pontos de elevada intensidade de relações; na definição de regiões formais dominam preocupações de homogeneidade, indispensável para garantir validade à análise, [grifo nosso]. (LOPES, 2002, p.53).

No entanto, quando razões de intervenção determinam a formulação de políticas públicas e planejamento, o critério da funcionalidade será indispensável, mas o da homogeneidade não poderá ser ignorado. O planejamento não dispensa a análise e as unidades regionais deverão ter operacionalidade, a qual irá depender de estruturas não muito diferenciadas. Assim, aos critérios de homogeneidade (região formal) e de polarização (região funcional), junta-se o critério do planejamento (de política ou de programação) caracterizando um terceiro tipo de região, a região-plano, a qual deverá traduzir coerência frente a decisões de política econômica.

Uma região polarizada pode ser definida como uma área na qual as relações econômicas internas são mais intensas que as mantidas com regiões exteriores a ela. Ao conceito de polarização fica inerente o de dependência e, conseqüentemente, uma perspectiva de hierarquização. “Por isso se pode dizer que um espaço polarizado é um conjunto de unidades ou de pólos econômicos que mantêm com um pólo de ordem imediatamente superior mais trocas e ligações do que com outros pólos da mesma ordem [...]” (LOPES, 2002, p.56).

O planejamento visa transformações qualitativas, ou o controle da evolução do processo socioeconômico. Para tanto, torna-se necessário avaliar corretamente o funcionamento do sistema econômico sob a perspectiva espacial, para melhor aproveitar o seu potencial, ou para revê-lo, tendo em vista o efetivo alcance dos objetivos fixados. O apoio em regiões funcionais pode ser qualitivamente diferente de acordo com esses objetivos.

[...] se os fins da política regional a atingir forem de crescimento, pode justificar-se que as regiões-plano se baseiem em pólos industriais de crescimento (esquema de polarização propriamente dito); se os fins forem de desenvolvimento, isto é, promover que os bens e serviços encontrem uma rede de distribuição que crie condições para que toda a população tenha acesso a eles, então a polarização deve ser fundamentalmente influenciada pela centralidade, isto é, pelo objetivo de definir corretamente uma rede de centros (ou lugares centrais) que garanta uma distribuição dos bens e serviços eficaz e a acessibilidade a eles fique assegurada. (LOPES, 2002, p.58).

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