Tesis doctorales de Economía


ESTUDO COMPARATIVO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DA INDÚSTRIA DA CERÂMICA DE REVESTIMENTO VIA ÚMIDA NO BRASIL E NA ESPANHA

Yolanda Vieira de Abreu



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5. Evolução do consumo de energia e a construção de indicador físico-termodinâmico para a energia térmica utilizada na ICRVU brasileira e espanhola

Os indicadores físico-termodinâmicos de eficiência energética (IFTEE ou Ieeet) construídos neste capítulo foram baseados nos conceitos teóricos sobre indicadores de eficiência energética, discutidos no Capítulo 2, adaptados aos dados coletados nas ICRVU brasileira e espanhola.

De acordo com Patterson (1996), Phylipsen et al (1997) e Eichhammer e Mannsbart (1997), o consumo energético no setor industrial é determinado pelo nível de atividade, estrutura do setor e a eficiência energética. As mudanças no consumo de energia das industrias não são exclusivamente relacionadas a melhoramentos em eficiência energética nos processos industriais, mas também a vários outros fatores: políticos, econômicos e ambientais.

A posição econômica e a estrutura desse segmento industrial, tanto no Brasil como na Espanha, foi discutido nos Capítulos 3 e 4 deste estudo.

Neste capítulo, serão discutidas a evolução do consumo de energia térmica e elétrica e construídos os indicadores físico-termodinâmico de eficiência energética, para esse segmento industrial, tanto para o Brasil, quanto para a Espanha. Os indicadores encontrados serão discutidos utilizando-se dos indicadores explanatórios e explicativos.

5.1. Evolução do consumo de energia e os indicadores de eficiência energética

A matriz energética, para o segmento industrial brasileiro de cerâmica para revestimento via úmida, é constituída por cinco diferentes fontes de energia. Essa situação começa a ser mudada a partir de 1999 quando o GN se torna mais acessível, com sua entrada vindo da Bolívia.

Esse mesmo segmento na Espanha utiliza somente o GN, para produzir as energias elétrica e térmica. Para demonstrar a evolução do consumo anual da energia térmica e da elétrica utilizouse a coleta de dados de consumo de cada energético, tanto para a Brasil, quanto para a Espanha, transformadas em quilocalorias, tendo sido também coletadas as quantidades produzidas. Os dados foram solicitados para as empresas para o período de 1990 a 2000, porém a maior quantidade e dados coletados concentra-se entre os anos de 1996 e 2000. Na Tabela 13 pode-se verificar o consumo de energia térmica das ICRVU brasileiras, por energético e por ano e também a quantidade total produzida, que é a soma da produção de todas as empresas consultadas.

Siglas: CM (Carvão Mineral); OC (Óleo Combustível);GLP (Gás Liquefeito de Petróleo); GPC (Gás Pobre de Carvão); GN (Gás Natural); ET (Energia Térmica).

Na Figura 15 se pode verificar o comportamento dessas fontes de energia ano a ano. Ao analisar a tal figura pode-se verificar que entre os anos de 1990 e 1994 as linhas da figura não têm grandes variações e se pode dizer que o consumo de GLP e de CM foram os menores e GPC e o OC foram o que tiveram a maior alta, mas pode se dizer que nesse período a matriz energética não teve grandes alterações. A partir de 1995, os valores consumidos de cada energético começam a mudar e as linhas da figura começam a ficar imprevisíveis e pode se observar que é a partir deste ano que a matriz energética da ICRVU brasileira começa a ficar imprevisível, quanto ao comportamento de consumo para cada energético. Primeiramente em 1995 com o aumento nos valores de consumo dos energéticos em geral, diminuindo somente o valor de consumo do GN. A partir de 1997 fica mais nítido a mudança de consumo de cada energético e também a mudança da matriz energética com a diminuição do uso do CM (Carvão Mineral), do OC (Óleo
Combustível) e do GPC (Gás Pobre de Carvão), sendo que em 1999 o uso deste último energético é eliminado e existe o aumento do consumo do GLP e do GN.

Na Tabela 14 e na Figura 16 pode-se verificar o consumo de energia térmica pela ICRVU espanhola. Nessa tabela se constata que esse segmento industrial, na Espanha, utiliza praticamente somente o gás natural como fonte de energia a partir de 1994, ao contrário da ICRVU brasileira que, conforme se verifica na Tabela 13 vem utilizando várias fontes de energia, para produzir a energia térmica necessária para a fabricação da cerâmica para revestimento até 1999 e a partir de 2000, a tendência é vir a utilizar somente GN também.

Para a ICRVU espanhola, nas análises gerais descritas, serão considerados os valores de consumo de outros combustíveis juntamente com o de gás natural, porém nos gráficos serão apresentados em separados. Primeiramente, os outros combustíveis sempre serão computados na soma total da energia térmica e em todos os dados gerais, por ser inferior ao do GN (ver Figura 16) e também pelo ITC/Castellon não especificar quais são esses combustíveis, somente informar seu valor calorífico, fica difícil uma analise individual dos mesmos.


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