Revista: CCCSS Contribuciones a las Ciencias Sociales
ISSN: 1988-7833


ANÁLISE DOS ESTUDOS SOBRE O EMPREENDEDORISMO E O EMPODERAMENTO FEMININO

Autores e infomación del artículo

Meline Vitali Duminelli*

Marina de Bettio Topanotti**

Cristina Keiko Yamaguchi***

Universidade do Extremo Sul Catarinense, Brasil

criskyamaguchi@gmail.com

RESUMO
O empoderamento feminino associado ao empreendedorismo auxiliam e impulsionam a economia de forma que contribuem para o desenvolvimento de uma sociedade onde estão inseridas. Desse modo, esse artigo tem como objetivo identificar estudos por meio da busca sistemática sobre empreendedorismo e empoderamento feminino nas bases de dados da Scielo e do Scopus. Os procedimentos metodológicos adotados foram a pesquisa interdisciplinar, qualitativa, descritiva e bibliográfica, do tipo busca sistemática. Diante disso, na base de dados da Scielo foram encontrados apenas um estudo sobre o tema, publicado em 2011, enquanto que na base de dados da Scopus, foram encontrados 100 estudos nos anos de 2015 e 2016. Nesse período, foram encontrados 38 estudos, e dentre esses foram selecionados aqueles que foram condizentes com o tema, mediante leitura dos resumos, restando 12 estudos da busca sistemática realizada na Scopus. Percebe-se que os estudos sobre o empoderamento feminino e o empreendedorismo vem ganhando espaço nas pesquisas acadêmicas, bem como nas organizações de pequeno, médio e grande porte, contribuindo para a inovação e novas perspectivas de desenvolvimento tanto social, quanto empresarial.

Palavras chave: Empreendedorismo, Empoderamento Feminino, Desenvolvimento.

ANALYSIS OF STUDIES ON FEMALE ENTREPRENEURSHIP AND EMPOWERMENT

ABSTRACT
Female empowerment associated with entrepreneurship helps and drives the economy in a way that contributes to the development of the society where they are inserted.Thus, this article aims to identify studies using a systematic search on female entrepreneurship and empowerment in the Scielo and Scopus databases. The methodological procedures adopted for this research are classified as interdisciplinary, qualitative, descriptive and bibliographical, using the systematic search type. In view of the above, in the Scielo database, only one study was published on the topic, which was published in 2011, while in the Scopus database, 100 studies were found, from the years 2015 and 2016. During this period, 38 studies were found, and the ones thar were consistent with the theme were selected, through the reading of the abstracts, which resulted in 12 studies from the systematic search carried out in the Scopus database. It is perceived that studies on female empowerment and entrepreneurship have been gaining ground in academic research as well as in small, medium and large sizes organizations, contributing to innovation and new prospects of social and entreprenurial development.

Keywords: Entrepreneurship; Women's Empowerment; Development.



Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Meline Vitali Duminelli, Marina de Bettio Topanotti y Cristina Keiko Yamaguchi (2017): “Análise dos estudos sobre o empreendedorismo e o empoderamento feminino”, Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, (enero-marzo 2017). En línea:
http://www.eumed.net/rev/cccss/2017/01/emprendedorismo.html

http://hdl.handle.net/20.500.11763/cccss1701emprendedorismo


1. INTRODUÇÃO

Atualmente, a busca por igualdade de gênero é um fenômeno internacional e as mulheres estão mais inseridas em todos os âmbitos da sociedade, ocupando funções e espaços que eram consideradas de fato somente para o gênero masculino.
Os estudos envolvendo o gênero, não há tanto destaque como anteriormente, quando as lutas eram para conquistar melhorias nos salários, qualidade de vida e tratamentos igualitários englobando os homens, porém, nos tempos atuais estes estudos passaram a envolver questões relacionadas ao poder feminino, que possuem força e influenciam o desenvolvimento de uma sociedade (BAHIA; FERRAZ, 1999).
Diante disso, ressalta-se a importância do empoderamento feminino dentro de uma sociedade, principalmente quando estas decidem empreender. O empreendedorismo aliado ao empoderamento feminino podem prover para sociedade, um crescimento econômico significativo, em virtude das mulheres empoderadas saberem o que querem e aonde pretendem chegar. 
Um empreendedor necessita apresentar a capacidade de inovar e de conviver com as incertezas inseridas ao seu redor, e no Brasil o empreendedorismo está inserido na cultura brasileira desde os anos 90, quando começou ter força no país (DOLABELA, 1999; DORNELAS 2008). Sendo assim, destaca-se a importância de mulheres empreendedoras serem empoderadas, exaltando e incentivando a motivação sobre suas ações.
Deste modo, este estudo tem como objetivo identificar a partir da busca sistemática, os estudos sobre empreendedorismo e empoderamento feminino publicados nas bases Scielo e Scopus, considerando que na Scopus a análise foi realizada no período de 2015 e 2016.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A fundamentação teórica tem como objetivo descrever e os temas abordados nesse respectivo artigo, a fim, de tornar mais compreensível a leitura do mesmo.

2.1 EMPODERAMENTO FEMININO

No século XX, a polêmica da igualdade entre os gêneros tomou força nas ciências sociais. Os movimentos feministas e a grande inserção das mulheres no desenvolvimento da sociedade criaram circunstâncias para que fossem vistas com olhos mais propensos à uma nova perspectiva (MAGESTE; MELO; CKAGNAZAROFF, 2008).
O empoderamento de acordo com Batliwala (1994) são ações de assertividade individual até a resistência, protesto e mobilizações coletivas, que indagam as bases das relações de poder. Tratando-se de pessoas agindo individualmente ou em grupo, cujo, acesso aos recursos e poder são determinados por classes. O empoderamento começa, não apenas, quando as mulheres reconhecem as forças que as oprimem, mas, no sentido de mudar as relações de poder existentes.
Conforme Costa (2012) o empoderamento é o meio que a sociedade encontrou para controlar seus próprios assuntos, tendo a fiel consciência de suas habilidades e competências para produzir e gerir. Batliwala (1994, p.130) reafirma que “o empoderamento é um processo dirigido para a transformação da natureza e direção das forças sistêmicas que marginalizam as mulheres e outros setores excluídos em determinados contextos”.
Segundo Landerdahl et al (2013), o empoderamento feminino faz com que as mulheres se empoderem por meio de tomada de decisões coletivas, de mudanças e evoluções individuais. O empoderamento não pode ser fornecido pronto a outras pessoas, porque o empoderamento são conquistados por meio de processos e atitudes pessoais.
É válido destacar que o empoderamento é um processo contínuo e conflituoso, pois, envolve a busca de mudanças nas relações de poder já existentes. Para entender melhor o empoderamento, é importante ter a percepção de que não é um processo com começo e final definido, e não ocorre de forma igualitária para diferentes mulheres. O empoderamento varia conforme o indivíduo evolui, nos aspectos culturais, emocionais e locais (LEON, 2000).
A Entidade das Nações Unidas para igualdade de gênero e empoderamento das mulheres - ONU MULHERES (2016), incentiva o empoderamento feminino com o objetivo de inserir as mulheres em todos os níveis e atividades econômicas. O projeto condiciona que o empoderamento pode: construir economias fortes; estabelecer sociedades mais estáveis e justas; atingir objetivos ligados à sustentabilidade e direitos humanos reconhecidos internacionalmente; melhorar a qualidade de vida das pessoas e comunidades além de impulsionar operações de metas e negócios.
Os princípios atrelados ao empreendedorismo feminino possui um conjunto de ponderações que ajudam o setor privado a se interligar nos indispensáveis elementos chaves para a promoção da igualdade entre homens e mulheres no local de trabalho, mercado e comunidade (ONU MULHER, 2016).

2.1.1 O empreendedorismo no empoderamento feminino

A intensificação do aparecimento das mulheres em cargos de alto nível dentro das organizações vem crescendo ano após ano, conquista após conquista ganhando destaque internacional. Mesmo sabendo que a batalha pelo reconhecimento do empoderamento feminino sobre os homens ainda está em evolução também nas organizações, o patriarcalismo vem gradativamente perdendo a força. As mudanças nos valores e no comportamento das mulheres em relação ao seu papel social, fortalecidas com as ações dos grupos feministas, unidas a crescente queda de fecundidade, o aumento da escolaridade com o acesso em peso das mulheres às universidades, são fatores que inspiraram e motivam o acesso das mulheres nos cargos de destaque nas organizações (FONSECA, 1996).
Na última pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor – GEM Brasil(2015), a taxa total de empreendedorismo foi de 39,3%, estimando cerca de 52 milhões de brasileiros entre 18 e 64 anos estão envolvidos na manutenção ou criação de um negócio. Ressalta-se que entre os empreendedores iniciais, a proporção de homens e mulheres é praticamente a mesma, 51% e 49% respectivamente. Entre os empreendedores estabelecidos, os homens são em maior número do que as mulheres, são 56% e 44%, respectivamente.
O empreendedorismo está altamente ligado ao empoderamento, principalmente social e econômico. Isso se confirma quando as mulheres se sentem satisfeitas ao desenvolver seu próprio negócio. Desse modo, salienta-se que o apoio e o incentivo às mulheres pode ajudar a criar e desenvolver atividades geradoras de renda e emprego sustentável, aumentar poupanças e investimentos familiares, melhorar o bem-estar social e econômico, levando em consideração a necessidade de eliminar todas as formas de discriminação e contribuir para um desenvolvimento humano sustentável (SAMUEL, 2014).
A escolha das mulheres em empreender como forma de inserção no mercado vem de encontro com a sua intenção de independência, estabilidade financeira e auto realização. Ser empreendedora para as mulheres é um desafio resultante em uma conquista (EVA, 2011).

3. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

Tratando-se da metodologia abordada, a pesquisa apresentou quanto a disciplinaridade, uma pesquisa interdisciplinar, pois, discorre por mais de um campo da ciência abordando os temas empreendedorismo e o empoderamento feminino.  Quanto a sua abordagem apresenta característica qualitativa, sendo que aos fins de investigação descritiva e aos meios bibliográfica, do tipo busca sistemática (GIL, 2009).
A pesquisa acorreu no dia 13 de dezembro de 2016, quando foram realizadas buscas nas bases de dados da Scielo e da Scopus, sendo utilizada a filtragem das seguintes palavras e termos: Empreendedorismo, Entrepreneuship, “Empoderamento feminino”, “Women empowerment” e a junção dos termos “Empoderamento Feminino” + Empreendedorismo, Empreendedorismo + “Empoderamento Feminino”, “Women empowerment” + Entrepreneuship e Entrepreneuship + “Women empowerment”.
Após a filtragem realizada com as palavras e termos utilizados, foi possível identificar 1 (um) estudo da base Scielo e 100 (cem) estudos da base Scopus. Destacando que, para uma melhor analise, foi realizado nova filtragem, selecionando apenas os estudos referente aos dois últimos anos de publicação, anos de 2015 e 2016 e restaram 38 (trinta e oito) estudos para a análise.

4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

As buscas foram realizadas em duas bases de dados, a Scielo que agrega estudos de toda América Latina e a base Scopus que é internacional. A pesquisa iniciou com buscas das palavras e termos individualizados para verificar a quantidade de estudos referentes aos temas expostos, e posteriormente a pesquisa foi realizada a partir da junção dos termos em inglês e português. A tabela a seguir demonstra os resultados levantados na busca de dados na base Scielo.

Quadro 1: Busca sistemática base de dados SCIELO.


SCIELO

Palavras

N° de pesquisas encontradas

Empreendedorismo

307

Entrepreneuship

1

“Empoderamento feminino”

19

“Women empowerment”

224

“Empoderamento feminino” + Empreendedorismo

1

Empreendedorismo +“Empoderamento feminino”

1

Women empowerment”+ Entrepreneuship

0

Entrepreneuship + “Women empowerment”

0

Fonte: dados da pesquisa

Percebe-se que o tema empreendedorismo e o termo em inglês “Women empowerment” foram os que mais apareceram na pesquisa. Contudo, a junção dos dois assuntos trouxe 1 (um) estudo para os dois termos utilizados em português. O quadro a seguir demonstra os resultados na pesquisa sistemática realizada na base de dados internacional Scopus.

Quadro 2: Busca sistemática base de dados SCOPUS.


SCOPUS

Palavras

N° de pesquisas encontradas

Empreendedorismo

57

Entrepreneuship

10

“Empoderamento feminino”

1

“Women empowerment”

6.020

“Empoderamento feminino” + Empreendedorismo

0

Empreendedorismo +“Empoderamento feminino”

0

Women empowerment”+ Entrepreneuship

0

Entrepreneuship + “Women empowerment”

100

Fonte: dados da pesquisa

A busca sistemática realizada na base de dados da Scopus, foi possível identificar 100 (cem) estudos referente ao empreendedorismo e o empoderamento feminino, sendo que estes foram encontrados através da junções da palavra e do termo em inglês. Sobre este âmbito, dos 100 (cem) artigos foram filtrados estudos dos dois últimos anos de publicação, 2015 e 2016 e foram encontrados 38 (trinta e oito) artigos. Com o objetivo de pesquisa definido, foram realizadas as filtragens a partir da leitura do resumo, onde foram excluídos os estudos que não eram condizentes com o tema desta pesquisa. Sendo assim, a pesquisa terá como base o único artigo de 2011 encontrado na Scielo, e 12 (doze) estudos selecionados na busca sistemática na base de dados da Scopus.
O Quadro 3, demonstra todos os artigos encontrados, o ano, os autores, a base utilizada, os objetivos do estudo e o resultado da pesquisa.

Quadro 3: Título, objetivos e resumo das buscas realizadas.

 

Titulo

Autores

Ano

Base

Objetivo

Resultados obtidos

 

 

 

 

1

Mulheres empreendedoras: o desafio da escolha do empreendedorismo e o exercício do poder

 

 

 

EVA G. Jonathan

2011

Scielo

A pesquisa objetivou fazer uma reflexão sobre a relação das mulheres com o poder. Tendo em vista o desafio da escolha do empreendedorismo, analisa-se as motivações das mulheres para empreender, as consequências e as dificuldades enfrentadas, além das estratégias utilizadas para lidar com as demandas vinculadas à multiplicidade dos papéis femininos.

O exame das características de liderança, observadas em empreendedoras, revela que elas tendem a construir redes sociais e a exercer o poder com os outros e não sobre os outros. Além disso, no comando de seus empreendimentos sociais, evidencia-se que as mulheres exercem o poder em prol de mulheres, objetivando empoderá-las e promover sua inclusão profissional e social. Com isto, provocam significativas mudanças sociais, econômicas e culturais.

 

2

Contextualização do empreendedorismo feminino árabe nos Emirados Árabes Unidos

EROGUL, M.S.;

ROD, M.;

BARRAGAN, S.

2016

Scopus

Abordar o apelo à teorização feminista na pesquisa sobre o empreendedorismo, reunindo gênero, identidade e trabalho em rede nas experiências subjetivas de empreendedoras Emirati.

Através de perspectivas antenarrativas, demonstrou que o desenvolvimento da cooperação com os homens é um meio viável e complementar para enfrentar os desafios contextuais e alcançar o empoderamento. A contribuição ilustra que o trabalho de identidade em camadas múltiplas de empreendedoras Emirati se manifesta de maneira relacional através de esforços para construir oportunidades estrategicamente por meio de relacionamentos discursivos com homens

3

As dimensões de gênero nas redes de mulheres para a inovação social

 

LINDBERG, M.;
 FORSBERG,L;
 KARLBERG, H.

2016

Scopus

Este artigo tem como objetivo apresentar um estudo de caso de uma rede sueca que promove o emprego, o empreendedorismo e a inovação das mulheres, explorando os aspectos complexos e múltiplos da inovação social.

As potencialidades e delimitações da rede para abordar o género em vários níveis de inovação social são analisadas através de pesquisas anteriores sobre as dimensões sociais e de género da inovação e da mudança organizacional / social, expondo que o desenvolvimento da inovação social como um campo científico requer uma abordagem para a identificação e análise das normas de gênero, subordinação e empoderamento que afetam a transição da exclusão social para a inclusão social nos processos de inovação social.

4

Avaliação de um programa de formação profissional para mulheres refugiadas no campo de Zaatari na Jordânia: empoderamento das mulheres: uma viagem e não uma saída

JABBAR,S.A.;

ZAZA,H.I.

 

2016

Scopus

Este estudo tem como objetivo avaliar um programa de formação profissional intitulado "Mulheres e Oasis de Meninas" no Campo de Refugiados de Zaatari, na cidade de Mafraq, na Jordânia.

Os resultados mostram que o programa "Mulheres e Meninas Oásis" aumentou a confiança e a auto-estima das mulheres, melhorou seus negócios ocupacionais e as habilidades de empreendedorismo, ajudou-as a gerar renda para construir uma vida melhor para suas famílias despedaçadas; E deu-lhes esperança e oportunidades depois de experimentar a guerra em primeira mão. O estudo revela que, em uma comunidade de refugiados, os padrões são desconstruídos e os papéis de gênero podem ser alterados; Esta igualdade de gênero eo empoderamento das mulheres são vistos como benefícios para o desenvolvimento sustentável e alcançar o objetivo de desenvolvimento do milênio. O estudo oferece recomendações para ONU Mulheres, ACNUR e ONGs similares preocupadas com o bem-estar dos refugiados na Jordânia e países vizinhos.

5

Um boletim de sonhos ": promoção de empoderamento corporativo e implicações feministas

TORNHILL, S.

 

2016

Scopus

Este artigo examina as premissas das soluções corporativas para a desigualdade de gênero no Sul Global. Nos debates feministas, a crescente ênfase das empresas no empoderamento das mulheres tem sido discutida tanto em termos de aumento do impacto feminista quanto na co-optação das demandas feministas.

Para explorar os efeitos ideológicos das práticas de gênero corporativo, o foco é colocado na campanha global da Coca-Cola Company "5by20", que tem o objetivo declarado de capacitar cinco milhões de mulheres como empreendedores de pequena escala em todo o mundo. Este artigo aborda uma narrativa particular de capacitação, imaginada como uma transição da dependência para a auto-suficiência e ameaçada por restrições psicológicas e culturais, em vez de condições materiais. Mostra que a auto-ajuda e o pensamento positivo são impulsos afetivos essenciais, reforçando assim as estratégias de desenvolvimento individualizadas e baseadas no mercado. Em resposta a debates feministas, o artigo conclui que as práticas corporativas de gênero podem ser vistas como parte de uma transposição neoliberal das preocupações de igualdade de um domínio político para um econômico. Com efeito, quando iniciativas como 5by20 promovem a acumulação de "capital humano" para aumentar a igualdade de gênero, elas trabalham simultaneamente para legitimar as desigualdades que são necessariamente envolvidas no capitalismo competitivo.

 

6

Kudumbashree: Promover o modelo de auto-ajuda do empoderamento através do empreendedorismo feminino em Kerala - um estudo

 

KUMAR, A.;
 JASHEENA,C.J.

2016

Scopus

O objetivo deste trabalho foi explorar as atividades e influência do Kudumbashree e a forma como estimula o empoderamento das mulheres, bem como o empreendedorismo feminino

As mulheres são a unidade básica da sociedade. Tornam-se ainda mais importantes como uma solução de longo prazo para um sustento sustentável. O empreendedorismo feminino através do empoderamento visa criar recursos humanos dentro do setor produtivo e sustentar o processo de desenvolvimento futuro. Kerala é apenas o estado na Índia que atingiu um status notável, cumprindo todo o critério de vários bem-seres sociais em comparação com alguns dos países desenvolvidos no mundo, que é amplamente conhecido como o "modelo de Kerala de desenvolvimento". Esta conquista reflecte-se no nível de alfabetização das mulheres, na estrutura salarial ou salarial do emprego, nos serviços técnicos e profissionais, na igualdade entre mulheres e homens. Esse cenário político e sócio-econômico no interior do Estado reforça a redefinição da consciência sobre o conceito de pobreza. A redução da pobreza não é apenas uma questão de crescimento econômico global em uma sociedade, mas também está interconectada com vários aspectos sociais, como o empoderamento das mulheres eo empreendedorismo das mulheres. Todas estas abordagens multidimensionais levaram o governo a formar uma comunidade feminina destinada a reduzir a pobreza projeto no estado e resultou no nascimento de "Kudumbashree". A missão criou o modelo de auto-ajuda (SHG) do empoderamento das mulheres para incentivar uma ampla gama de atividades empresariais femininas. Agora, Kudumbashree tornou-se um dos maiores movimentos de mulheres na Ásia.

7

Ligando o empreendedorismo social e a mudança social: o papel mediador do empoderamento

HAUGH, H.M.;

TALWAR, A.L.

 

2016

Scopus

Usando dados coletados de 49 membros de uma empresa social rural no norte da Índia, examinamos as relações entre empreendedorismo social, capacitação e mudança social. Processos de negócios inovadores que facilitaram a atividade econômica das mulheres e, ao mesmo tempo, cumpriram as normas sociais e culturais locais que restringem sua agência contribuíram para mudar a própria ordem social.

Os resultados mostram que o empreendedorismo social emancipatório como processos que (1) capacitam as mulheres e (2) contribuem para mudar a ordem social em que as mulheres estão inseridas.

 

8

A mulher empreendedora nos programas de desenvolvimento: Pensando através das diferenças de classe

 

 

ALTAN-OLCAY, O.

 

2016

Scopus

Este artigo explora programas de desenvolvimento que enfocam o empreendedorismo feminino com o objetivo de promover o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero, por um lado, e a redução da pobreza das famílias e crescimento econômico, por outro

A primeira contradição reside entre o imaginário da "mulher empreendedora", que guia a forma como os programas são concebidos, e as mulheres reais alvo. Isso desempenha na diferença entre os recursos reais mulheres podem implantar para suas atividades econômicas e o que se espera deles. Uma tensão de segunda classe envolve a posição liminar dos oficiais das ONG, locais entre os doadores e os beneficiários. Seus esforços para sustentar a sua distinção a partir do último fazer a lógica dos programas parecem funcionar. Propõe-se que essas tensões ofereçam visões sobre os problemas relativos às racionalidades dos programas de desenvolvimento, bem como sobre os mecanismos cotidianos que permitem sua continuidade.

9

Mulheres em grupos de responsabilidade conjunta: eles tomam riscos ou inovam?

 

SEBASTIAN, A.

 

2015

Scopus

Analisar a relação entre comportamento de risco e inovação nos empreendimentos empresariais de mulheres em grupos de responsabilidade solidária

As principais conclusões do estudo apontam para a relação entre o comportamento de risco das mulheres empresárias e a inovação no empreendedorismo, o efeito de teto de vidro sobre as escolhas das mulheres para o empreendedorismo eo problema das mulheres que operam em um espaço desigual na família e na sociedade. O autor conclui que, na ausência de uma verdadeira capacidade de decisão, a auto-identidade não é capaz de atingir seu potencial máximo, o que, por sua vez, impede o empoderamento.

10

Características da inclusão digital e do empreendedorismo na capacitação das mulheres empresárias na Malásia

OMAR, F.I.; RAHIM, S.A.

 

2015

Scopus

O objetivo deste estudo é determinar em que medida a inclusão digital através de várias aplicações on-line afeta o empoderamento das mulheres empresárias.
O objetivo deste estudo é examinar a relação entre vários fatores, como a inclusão digital e as características do empreendedorismo, para promover mudanças na capacitação das mulheres empresárias.

Os resultados deste estudo descobriram que 74% dos entrevistados fizeram da internet uma fonte de busca de informações sobre empreendedorismo e 86% dos entrevistados estavam ativamente se comunicando com seus clientes on-line. Usando uma análise de regressão múltipla, os resultados indicaram que um dos principais contribuintes do empoderamento das mulheres empresárias é influenciado pela tomada de riscos dos negócios e pela inovação de produtos. No entanto, a inclusão digital também está proporcionando uma contribuição significativa através da atividade de comunicação empresarial e fonte de informação através da Internet. Este estudo também descobriu que as mulheres empresárias que estão dispostas a assumir riscos, inovadores e freqüentemente se comunicam com o fornecedor e cliente através on-line significativamente será capaz de se capacitar como empreendedores.

11

Um estudo empírico sobre o impacto das microempresas na capacitação das mulheres

 

ARUL,D;
 PACKIRISAMY, P.

 

 

2015

Scopus

Verificar a relação das micro empresas com o empreendedorismo e se estes geram empoderamente feminino.

O estudo conclui que as micro empresas levam a empoderamento das mulheres e empreendedorismo e torná-los a envolver totalmente em atividades geradoras de renda, escolhendo um empreendimento próprio. O empoderamento das mulheres é importante para a aceleração do crescimento econômico. O empoderamento econômico das mulheres está sendo considerado hoje como um Sinequistão do progresso para um país. Portanto, a questão da capacitação econômica das mulheres é de suma importância para os pensadores políticos, cientistas sociais e reformadores.

12

Empoderamento das mulheres: Examinando a comunicação de liderança das mulheres empresárias na Indonésia e nos EUA

 

SUDARMANTI, R.;

VAN BAUWEL,S.;

LONGMAN,C

 

2015

Scopus

Este artigo analisa casos de discursos de mulheres empreendedoras sobre suas experiências de vida de empoderamento e seus atos de comunicação de liderança que capacitam seus subordinados femininos.

Apesar das diferenças culturais e geográficas dos casos, os achados da pesquisa foram geralmente uniformes. A maioria dos empresários adotou duas abordagens de empoderamento primário relacionadas com os atos de comunicação de liderança: transferir a consciência social para estimular a auto-estima e transferir habilidades. Em geral, concluímos que as mulheres empreendedoras tendem a criar uma comunicação aberta, a focalizar os processos de "ouvir e persuadir" e mostrar o cuidado pelos outros.

Fonte: dados da pesquisa

 

Dos estudos encontrados sobre o empoderamento feminino e empreendedorismo, a base Scielo trouxe apenas 1 (um) estudo que foi desenvolvido no ano de 2011 no Brasil, este demonstra a reflexão da relação das mulheres com o poder com base no empreendedorismo. O estudo aponta que tratando-se de liderança as mulheres possuem facilidade de criar redes sociais e exercer o poder com os outros, e não sobre os outros. Além disso, as mesmas buscam empoderar as mulheres para promover inclusão social provocando mudanças na sociedade.
Deste modo, verifica-se a positividade no resultado da pesquisa e a efetividade nas ações do empoderamento no empreendedorismo feminino, ressaltando que os objetivos conquistados vão em direção aos princípios de empoderamento das mulheres, assim como destacado pela ONU MULHERES (2016). Os outros 12 (doze) estudos são internacionais, encontrados na base Scopus.  Diferente da base Scielo da América Latina, a base internacional apresentou um corpo de 100 (cem) estudos sobre o empoderamento feminino e o empreendedorismo, e foram filtrados para verificar o foco das pesquisas nos últimos dois anos, 2015 e 2016.
Nos estudos encontrados, revelam a importância do empoderamento feminino e do empreendedorismo frente a sociedade. Alguns estudos relatam o impacto do empreendedorismo e de projetos que incentivam o empoderamento feminino. Outros retratam que a boa comunicação, o incentivo a liderança, as inovações, a autoajuda e o pensamento positivo podem auxiliar as mulheres a se empoderarem. Um deles retrata a dificuldade de empoderá-las, e identificou que a incapacidade de explorar o seu potencial máximo frente a suas capacidades é uma das principais causas do não empoderamento.
De modo geral, todos os estudos abordam de alguma forma, a inserção da mulher na sociedade, visando o desenvolvimento social onde estão inseridas. Isto se fortifica frente à pesquisa da GEM Brasil (2016) que identifica entre os 52 milhões de brasileiros empreendedores em estágio inicial, corresponde a 51% são compostos por homens e 49% são mulheres, uma porcentagem bastante igualitária frente à desigualdade de gênero. Já em empreendimentos mais avançados as mulheres empreendem menos com 44%, para 56% dos homens.
Este fato demonstra o crescimento da mulher frente ao empreendedorismo, com a diferença de 2% frente aos novos empreendimentos, e a diferença de 12% nos existentes, o que demonstra uma evolução do empoderamento feminino. A tabela a seguir demonstra os principais autores encontrados na busca, os anos de publicação e os principais países.

 

 

Quadro 4: Principais Países, universidades e pesquisadores encontrados na Scopus.

 

Ano

Autor

Instituição

País

Titulo

Revista

Formato

1

2011

EVA G. Jonathan

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio

Brasil

Mulheres empreendedoras: o desafio da escolha do empreendedorismo e o exercício do poder

Psicologia Clínica

 

Artigo

2

2016

EROGUL,
M.S. ,

Marketing, International Business and Entrepreneurship, Thompson Rivers University, Kamloops

Canada

 

 

 

Contextualização do empreendedorismo feminino árabe nos Emirados Árabes Unidos

Culture and Organization

Artigo

ROD, M.

Marketing, Carleton University, Ottawa

Canada

BARRAGAN, S.

Management, Thompson Rivers University, Kamloops

Canada

3

2016

LINDBERG, M.

Gender and technology, Luleå University of Technology

Sweden

As dimensões de gênero nas redes de mulheres para a inovação social

Innovation

Artigo

 

FORSBERG,L.

 

Entrepreneurship and innovation, Luleå University of Technology

Sweden

KARLBERG,
H.

Swedish Industrial Design Foundation, Stockholm

Sweden

4

2016

JABBAR,S.A. ,

The Department of Curriculum & Instruction, The University of Jordan

Jordan

Avaliação de um programa de formação profissional para mulheres refugiadas no campo de Zaatari na Jordânia: empoderamento das mulheres: uma viagem e não uma saída

International Journal of Adolescence and Youth

Artigo

ZAZA,H.I.

 

The Department of Curriculum & Instruction, The University of Jordan

Jordan

5

2016

TORNHILL, S.

Department of Ethnology, History of Religions and Gender Studies, Stockholm University

Sweden

Um boletim de sonhos ": promoção de empoderamento corporativo e implicações feministas

International Feminist Journal of Politics

Artigo

6

2016

KUMAR, A.

Amity Business School, Amity University Haryana, Amity Education Valley, Gurgaon (Manesar), Haryana

India

Kudumbashree: Promover o modelo de auto-ajuda do empoderamento através do empreendedorismo feminino em Kerala - um estudo

Prabandhan: Indian Journal of Management

Artigo

JASHEENA,C.J.

Amity Business School, Amity University Haryana, Amity Education Valley, Gurgaon (Manesar), Haryana

India

7

2016

HAUGH, H.M.

Judge Business School, University of Cambridge, Trumpington Street, Cambridge.

United Kingdom

Ligando o empreendedorismo social e a mudança social: o papel mediador do empoderamento

Journal of Business Ethics

Artigo

TALWAR, A.

Head of Corporate Social Responsibility, Tata Chemicals Limited, Leela Business Park, Andheri Kurla Road, Andheri East

India

8

2016

ALTAN-OLCAY, O.

Department of International Relations, Koç University

Turkey

A mulher empreendedora nos programas de desenvolvimento: Pensando através das diferenças de classe

Social Politics

Artigo

9

2015

SEBASTIAN, A.

Sree Sankaracharya University of Sanskrit

India

Mulheres em grupos de responsabilidade conjunta: eles tomam riscos ou inovam?

Unveiling Women's Leadership: Identity and Meaning of Leadership in India

Book

10

2015

OMAR, F.I.

Universiti Kebangsaan

Malaysia

Características da inclusão digital e do empreendedorismo na capacitação das mulheres empresárias na Malásia

Journal Komunikasi: Malaysian Journal of Communication

Artigo

 

RAHIM, S.A.

Universiti Kebangsaan

Malaysia

 

11

2015

ARUL,D.

Department of Management Studies, Sathiyabama University

Índia

Um estudo empírico sobre o impacto das microempresas na capacitação das mulheres

International Journal of Economic Research

Artigo

PACKIRISAMY, P.

SIVET College

Índia

12

2015

SUDARMANTI, R.

 

Communication Sciences Dept, Paramadina University

Indonésia

Empoderamento das mulheres: Examinando a comunicação de liderança das mulheres empresárias na Indonésia e nos EUA

Journal Komunikasi: Malaysian Journal of Communication

Artigo

VANBAUWEL,S.

 

Dept., of Communication Science at Gent University, Ghent University

Belgium

 ,
LONGMAN,C.

Dept., of Communication Science at Gent University, Ghent University

Belgium

PACKIRISAMY, P.

SIVET College

Índia

Fonte: dados da pesquisa

Diante disso, do volume de artigos encontrados, foram identificadas diferentes continentes e países, que abordam o tema empreendedorismo e empoderamento feminino, conforme demonstra o Quadro 5.

Quadro 5: Principais países e quantidade de publicações encontrados na Scielo e Scopus.

 

Pais

Quantidade de Publicações

Continente

1

Brasil

1

América do Sul

2

Canada

1

América do Norte

3

Sweden (Suécia)

2

Europa

4

Jordan (Jordânia)

1

Médio Oriente

6

Índia

5

País da Ásia Meridional

7

United Kingdom (Reino Unido)

1

Europa

8

Egypt (Egito)

1

Noroeste da África

9

Turkey (Turquia)

1

Médio Oriente

10

Malasya (Malásia)

1

Ásia

11

Indonésia

1

Ásia

12

Belgium ( Belgica)

1

Europa

Fonte: dados da pesquisa

No Brasil, foi encontrado somente publicação de uma pesquisa sobre o tema, a Índia se destacou com 5 pesquisas publicadas e na Suécia com 2 publicações. Percebe-se que o tema empreendedorismo e empoderamento feminino é tratado em todo o mundo.
Em síntese, os estudos apresentados abordam que o empoderamento das mulheres tende a construir redes sociais, exercer o poder em prol de outras mulheres, promover a inclusão profissional e social, construir oportunidades por meio de relacionamentos discursivos com homens, trabalhar a questão da inovação social e inclusão social nos processos de inovação social, aumentar a confiança e autoestima, gerar renda para construir uma vida melhor para suas famílias, trabalhar para legitimar as desigualdades envolvidas no capitalismo competitivo, formar uma comunidade feminina destinada a reduzir a pobreza, incentivar as atividades empresariais femininas, e as mulheres precisam conquistar seu espaço e buscar seu potencial máximo para conquistar a capacidade de tomada de decisão e o empoderamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pesquisa realizada por meio da busca sistemática teve como objetivo verificar os estudos publicados envolvendo na temática principal o empoderamento feminino e o empreendedorismo.
Pode-se constatar na base de dados latino americano Scielo, o Brasil não possui muitos estudos publicados sobre o tema. Já na base internacional Scopus, após uma filtragem já pré-estabelecida e tendo o limite temporal definido entre os anos de 2015 e 2016, foram encontrados 12 estudos envolvendo o tema. Isso demonstra que há campo para pesquisas e publicações sobre o tema em questão, podendo ser abordado com mais vigor e empenho.
O empoderamento feminino e o empreendedorismo vêm ganhando espaço não só nas organizações de alto escalão, como também nas médias, pequenas e microempresas. Praticar o empoderamento feminino é um dever de todos, independentemente do gênero. Ser empreendedor também é ser inovador, adotando novas perspectivas de desenvolvimento tanto social, quanto empresarial. É função de todo líder empreendedor incentivar a igualdade de gênero no ambiente de trabalho.
Percebe-se uma carência de estudos sobre esse tema no Brasil, que poderiam tratar de empoderamento feminino e o empreendedorismo associados, pudessem auxiliar o desenvolvimento econômico, principalmente junto aos problemas econômicos enfrentados pelo País neste momento.
Atualmente, a mulher possui um potencial frente a suas ações e características determinantes que auxiliam e beneficiam seu crescimento profissional e pessoal. Utilizar esses pontos positivos para empoderá-las e fazer com que cresçam e desenvolvam seu próprio negócio é fator benéfico para uma sociedade.
            Recomenda-se que estudos dessa natureza, visando acompanhar a evolução dessa temática no Brasil.

REFERENCIAS

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* Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico na Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. E-mail: meline.vitalidu@gmail.com.

** Graduada em Administração de Empresas pela Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. E-mail: marinatopanotti@hotmail.com.

*** Doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Docente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS) na Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC. E-mail: criskyamaguchi@gmail.com


Recibido: 08/03/2017 Aceptado: 15/03/2017 Publicado: Marzo de 2017

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