Revista: CCCSS Contribuciones a las Ciencias Sociales
ISSN: 1988-7833


OS DISCURSOS SOBRE A SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL FEMININO PUBLICADOS PELA FOLHA DE S.PAULO DURANTE O ANO DE REALIZAÇÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

Autores e infomación del artículo

Miguel Archanjo de Freitas Jr.

Bruno José Gabriel

Marcela Caroline Pereira

Universidade Estadual de Ponta Grossa

brunogabriel_uepg@hotmail.com

Resumo: O objetivo deste estudo é verificar e analisar os discursos das matérias sobre a seleção brasileira de futebol feminino publicadas no caderno de esporte e no caderno especial Londres, da Folha de S. Paulo, em 2012, ano de realização dos Jogos Olímpicos de Londres. Para tanto, optou-se pela adoção dos procedimentos da metodologia denominada Análise de Conteúdo, pois ela direciona o pesquisador na análise dos diversos tipos de discursos, dentre eles o jornalístico. Os discursos das publicações dos cadernos mencionados não expuseram intenções preconceituosas ou tendenciosas referentes ao futebol feminino e as suas jogadoras.

Palavras-chave: Futebol feminino, Seleção brasileira, Folha de S.Paulo, Mídia.

Abstract: The objective this study is verify and analyze the discourses of the reports about the Brazilian national women's football published in the sport section and in the special section London in 2012, realization year of the London Olympics. To that end, was opted for the adoption of procedures of the so called content analysis methodology, as for it provides instruments to the researchers on analysis of several types of discourses, among those, the ones found in newspapers. The discourses of the publications of the mentioned notebooks not exposed prejudiced or biased intentions related the women's football and their players.

Key-words: Women’s soccer, Brazilian national team, Folha de S.Paulo, Media.

Resumen: El objetivo de este estudio es verificar y analizar el discurso de los artículos sobre La seleción brasileña de fútbal femenino publicados en El cuaderno de los deportes y em El cuaderno especial Londres, La Folha de S.Paulo, en 2012, año de los Juegos Olímpicos de Londres. Por lo tanto, se opto por La adopción de los propósitos de La metodologia Análises de Contenido, porque Ella dirige los investigadores em El análises de los diferentes tipos de discursos, entre ellos El periodístico. Los discursos de las publicaciones de los cuadernos mencionados no expuesieron intenciones sesgadas o tendenciosas para El fútbol femenino y sus jugadoras.     

Palabras clave: Fútbol femenino. Seleción brasileña. Folha de S. Paulo. Medios.



Para citar este artículo puede uitlizar el siguiente formato:

Miguel Archanjo de Freitas Jr., Bruno José Gabriel y Marcela Caroline Pereira (2015): “Os discursos sobre a seleção brasileira de futebol feminino publicados pela folha de S.Paulo durante o ano de realização dos Jogos Olímpicos de Londres”, Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, n. 29 (julio-septiembre 2015). En línea: http://www.eumed.net/rev/cccss/2015/03/futebol.html


1. INTRODUÇÃO

O futebol é, dentre todos os esportes dispostos na estrutura do campo esportivo brasileiro, indubitavelmente, o que dispõe do maior volume de capital simbólico. Nesse sentido, enquanto um fenômeno de reconhecida significância cultural, essa modalidade tornou-se um componente imprescindível tanto na constituição quanto na expressão da identidade nacional.
Devido a essas características, o futebol faz-se presente, cotidianamente, na vida dos milhões de habitantes do Brasil (mesmo dos que não gostam da modalidade) por intermédio de um sistema de criação e interpretação de símbolos e práticas associadas, que de modo algum está desarticulado de outros aspectos sociais e culturais. (GUEDES, 1982). Esta situação é mais facilmente observada durante o período de realização de uma Copa do Mundo, pois a rotina laboral e a arquitetura das cidades são significativamente alteradas pelas pessoas. As empresas, as residências, as escolas, as universidades, os clubes, o comércio e todas as outras modalidades esportivas praticamente param para torcer pela seleção brasileira, ao mesmo tempo em que integram o verde e o amarelo ao seu habitus cotidiano.
Ou seja, nesse período, o futebol transcende visivelmente os limites territoriais do campo de jogo por meio das tomadas de posições sócio culturais sobre ele realizadas. Dentre estas, também podemos considerar os discursos dos veículos midiáticos, os quais são capazes de elaborar e/ou de reforçar as afirmativas, as crenças, os mitos, os valores e as representações relacionadas não apenas ao subcampo futebolístico, mas igualmente a outros espaços sociais. (SILVEIRA, 2006).
Ao observar tanto o volume quanto o conteúdo discursivo das publicações dos veículos midiáticos, torna-se perceptível o contraste cultural que o futebol adquire quando acrescemos a sua unidade nominal o vocábulo “feminino”. A versão feminina dessa modalidade, exceto algumas exceções pontuais, como na disputa da final do Pan-Americano de 2007, entre Brasil versus Estados Unidos (EUA), não desencadeia tomadas de posição comportamentais proximais as da versão masculina nas pessoas. Por conseguinte, acaba também não dispondo da mesma visibilidade na mídia.
No entanto, Moura (2003), Mourão e Morel (2005), Franzini (2005) e Gabriel (2015) demonstraram que, mesmo dispondo de baixo volume de capital simbólico, o futebol feminino sempre foi coberto pelos diversos veículos da mídia impressa. Os autores também salientaram que o conteúdo discursivo das publicações, em algumas conjunturas históricas, foi tendencioso e preconceituoso, objetivando contribuir intencionalmente com o habitus individual e social requisitante do cerceamento e da adaptação da mulher em relação à prática do futebol.
Diante destas constatações, o objetivo do presente estudo é verificar e analisar os discursos das matérias sobre a seleção brasileira de futebol feminino publicadas no “caderno de esporte” e no “caderno especial Londres”, da Folha de S.Paulo (FSP), em 2012, ano de realização dos Jogos Olímpicos de Londres, intentando desvendar se subjacente aos textos das matérias existiu a intencionalidade de criticar o futebol feminino e as suas jogadoras. Desta forma, considerando que o discurso midiático adquiriu o poder de influenciar na estruturação do habitus das pessoas, torna-se de suma importância apresentar dados que clarifiquem a relação entre o principal periódico de abrangência nacional, o futebol feminino e a mulher futebolista.

2. A INFLUÊNCIA DA MÉDIA NA ESTRUTURAÇÃO DO “HABITUS”

Segundo Bourdieu (1996), o discurso de um agente dispõe de poder influenciador e instituidor de realidades sociais, quando as pessoas ou a sociedade em geral, embasados no capital simbólico do discursista, atribuam legitimidade a este, autorizando-o na efetivação do efeito mencionado. Nesse sentido, consideramos que, na contemporaneidade, os discursos proferidos por alguns veículos midiáticos adquiriram a capacidade de influenciar eficazmente na estruturação do habitus.
 Bourdieu (1980, p. 88) definiu habitus como sistemas de disposições duráveis e transponíveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionarem como estruturas estruturantes, ou seja, enquanto princípio gerador e organizador de práticas e de representações. Essas disposições (habitus) não encarnam duradouramente nos corpos dos agentes de maneira essencialista, pois eles possuem relativa autonomia em relação aos condicionantes sociais (pessoas e instituições). Bourdieu (1983, p. 105) complementa essa contextualização, argumentando o seguinte:

O habitus como se diz a palavra, é aquilo que se adquiriu, mas que se encarnou no corpo de forma durável sob a forma de disposições permanentes. Esta noção lembra então, de maneira constante, que se refere a algo histórico, que é ligado a história individual, e que se inscreve num pensamento genético, por oposição a modos de pensamento essencialistas (como a noção de competência que encontramos no léxico chomskiano). Aliás, a escolástica designava também com o nome de habitus algo como uma propriedade, um capital. E de fato, o habitus é um capital, que, sendo incorporado, se apresenta com as aparências de algo inato. Mas por que não dizer hábito? O hábito é considerado espontaneamente como repetitivo, mecânico, automático, antes reprodutivo do que produtivo. Ora, eu queria insistir na idéia de que o habitus é algo que possui uma enorme potência geradora. Para resumir, o habitus é um produto dos condicionamentos que tende a reproduzir a lógica objetiva dos condicionamentos mas introduzindo neles uma transformação; é uma espécie de máquina transformadora que faz com que nós “reproduzamos” as condições sociais de nossa própria produção, mas de uma maneira relativamente imprevisível, de uma maneira tal que não se pode passar simplesmente e mecanicamente do conhecimento das condições de produção ao conhecimento dos produtos. 

Como se pode observar, nenhum agente social atua sozinho na estruturação do habitus. Este é o produto de um condicionamento coletivo, efetivado pela socialização entre as pessoas e as instituições (escola, Estado, família, Igreja, mídia, dentre outras), das quais cada uma exerce o poder de influência que dispõe nos momentos históricos vivenciados pelas individualidades.
Segundo Verón (1995), em função do status quo adquirido pela mídia, a existência social dos acontecimentos está condicionada a sua construção midiática. Na medida em que os acontecimentos são mediados para a sociedade, preponderantemente, pelos mecanismos discursivos capazes de influenciar a estruturação do habitus, o qual encontra subjacente a percepção (como uma situação é vista), a apropriação (como ela é julgada) e a ação (como se age em função das experiências armazenadas) das pessoas, cabe verificar e analisar os discursos presentes na FSP, o principal diário de abrangência nacional. Antes, porém, buscou-se compreender as características desse jornal, apresentando algumas das suas pontuações históricas.

3. FOLHA DE S.PAULO

Reconstituir a história da FSP significa deparar-se com uma trajetória descontínua, repleta de rupturas e marcada pelas constantes mudanças e reformulações ao longo dos tempos. Acerca dessa questão, Sevcenko (2000, p. 9) afirmou o seguinte:

Um dos aspectos mais marcantes da história da Folha de S. Paulo é o de que se trata de um jornal em constante reformulação. E isso em todos os aspectos, desde as mudanças sucessivas na direção da empresa até a linha editorial, os recursos tecnológicos, os tipográficos, os critérios jornalísticos e a feição de conjunto do jornal. A história da Folha é por isso muito mais a trajetória de muitas mudanças do que o desdobramento linear de uma identidade permanente, estável, resolvida.

Antes de chegarmos à política editorial que vigora atualmente na FSP, foco de interesse deste subtópico, tornou-se necessário apresentar alguns aspectos importantes da sua trajetória histórica. Desta forma, foi possível compreender as diversas modificações, as quais mesmo ausentes de linearidade influíram nas especificidades políticas e editoriais contemporâneas que caracterizam este jornal.
A rigor, a história da FSP teve início quando o jornal passou a ser publicado sob a designação desta unidade nominal, em 1960. No entanto, existem antecedentes que não podem ser negligenciados da sua trajetória histórica. Estes nos remetem a fundação da Folha da Noite, em fevereiro de 1921, por dois agentes jornalistas denominados Olívio Olavo de Olival Costa e Pedro Cunha, do qual a Folha da Manhã, surgida quatro anos subseqüentes (1 de julho de 1925) foi uma extensão natural, pois ambas tiveram uma orientação política bastante localista, voltada, sobretudo, para os assuntos relacionados as situações que afetavam cotidiano da população paulistana e as questões administrativas da cidade de São Paulo.
As principais críticas empreendidas pelas “Folhas” eram direcionadas aos partidos republicanos, monopolizadores dos governos da época. Mas, em 1929, mediante a cisão entre paulistas e mineiros, Olival Costa efetivou aproximação com os republicanos de São Paulo, passando a repudiar os opositores da Aliança Liberal (AL). Nesse contexto, as “Folhas” acabaram apoiando a candidatura vitoriosa de Júlio Prestes à presidência da República, e, na sequência, elas foram empasteladas pelos partidários da oposição com a efetivação da Revolução de 1930. (CABRAL, 2013).
A gestão das “Folhas” ausentou, temporariamente, a produção jornalística, sendo retomada mediante a sua compra por Octaviano Alves de Lima, empresário associado à produção e ao comércio do café. Segundo Taschner (1992), com a entrada desse agente no ramo jornalístico, os seus dois jornais adquiriram um direcionamento político e editorial distinto do anterior, apresentando posicionamentos favoráveis aos interesses dos cafeicultores paulistas.
Sem familiaridade com a imprensa, Alves de Lima contratou Guilherme de Almeida para desempenhar o cargo de diretor da “Empresa Folha da Manhã Limitada”, constituída em 1931, objetivando a gestão dos jornais comprados neste ano, e Rubens do Amaral, que constituiu uma redação de tendência antigetulista. Mesmo não sendo a prioridade dos jornais, as críticas proferidas ao governo de Getúlio Vargas são apontadas como um dos motivos para a troca de proprietário da referida empresa. (PILAGALLO, 2012). Esta foi adquirida pelo advogado José Nabantino Ramos e os seus dois sócios, Alcides Ribeiro Meirelles e Clóvis de Medeiros Queiroga, que a transformaram numa sociedade anônima, “Empresa Folha da Manhã S.A.”, assumindo claramente uma identificação com o discurso desenvolvimentista em voga (SEVCENKO, 2000) e uma lógica de funcionamento capitalista.
Taschner (1992) afirmou que não se tratava mais de um jornal cuja organização tinha a forma empresarial, mas sim uma empresa que tinha a atividade jornalística. Tanto que, a partir de 1949, a Folha da Tarde foi acrescida aos jornais editados, contabilizando um noticiário para cada período do dia (matutino, vespertino e noturno). No impulso da modernização dos negócios, os produtos editados pela mesma gestão, aproximaram-se, naturalmente, de um padrão comum, concretizando um noticiário geral para ambos os jornais. Por conseguinte, em 1o de janeiro de 1960, Nabantino Ramos decidiu homogeneizar os três jornais que dispunha sob a designação nominal de Folha de S.Paulo. O editorial publicado nessa data justificou as razões da mudança, do nome adotado e esclareceu a direção política que ele passou a adotar. Vejamos:

Somos efetivamente, a FOLHA DE S.PAULO, porque em São Paulo se edita nosso jornal e a São Paulo se consagra. Sem eiva regionalista, todavia, antes com a preocupação de servir ao Brasil, que é a única maneira de defender eficazmente os interesses do Estado e do País. Essa a razão do slogan que a partir de hoje figura sob o título destas colunas: “Um jornal a serviço do Brasil”. (FOLHA DE S.PAULO, 1960, p. 1).

Em 13 de agosto de 1962, Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira compraram a empresa gestora da FSP, que a partir de 1961 teve a sua crise financeira agravada por conta do aumento dos custos estruturais da produção jornalística (manutenção, papel, salários, dentre outros). Por isso, a preocupação inicial dos empresários foi à reestruturação econômica, tecnológica e comercial do jornal. Somente na década de 1970 houve a definição de outro posicionamento político para a FSP, a qual apoiou o processo de redemocratização do Brasil. (SEVCENKO, 2000).   
A definição dessa posição política redundou na consolidação de algumas propriedades que passaram a constituir a estrutura da FSP. Estamos nos referindo, mais especificamente, a efetivação da implantação do Projeto e do Manual de Redação do jornal, documentos que traduzidos em lógicas de funcionamento, passaram a designar as suas especificidades, dentre as quais está à produção de um jornalismo crítico, moderno, pluralista e apartidário.
Outro aspecto importante determinado pelos documentos supracitados refere-se ao princípio da “objetividade”. Embora os atuais gestores da FSP reconheçam que não existe objetividade na produção jornalística, visto que toda atividade humana está pautada em decisões subjetivas, eles designam que o jornalista deve ser o mais objetivo possível. (FOLHA DE SÃO PAULO, 2013). Nessa direção, pode-se estender a discussão para a reflexão de Traquina (2001), que argumentou que as matérias de qualquer jornal são narrativas marcadas pela cultura dos seus produtores e pela cultura da sociedade na qual eles residem. E, não obstante, ao argumento de Gastaldo e Leistner (2006), que apontaram que os cadernos esportivos dos jornais relativizam acentuadamente a objetividade jornalística, aumentando a probabilidade de manifestação de elementos simbólicos presentes nos campo social, como o machismo o machismo, o racismo e o sexismo, dentre outros. Os autores ainda salientaram que esses discursos, efetivados pela imprensa, podem influenciar diretamente na estruturação do habitus social.
Levando em consideração a relação entre o poder de influência da mídia e as especificidades da sua vertente esportiva, optou-se por verificar e analisar os discursos sobre a seleção brasileira de futebol feminino presentes no “caderno de esporte” e no “caderno especial Londres”, da FSP.

4, METODOLOGIA
 
Para alcançar o objetivo deste estudo, indicado na introdução, optou-se pela adoção dos procedimentos da metodologia denominada Análise de Conteúdo (AC), pois ela instrumentaliza os pesquisadores nas análises aparentes e latentes dos diversos tipos de discursos, dentre eles o jornalístico. De acordo com Bardin (1977), a AC está disposta em torno de três pólos cronológicos: 1. A pré análise, momento de organização da pesquisa; 2. A exploração do material, quando a tarefa é a administração sistemática das decisões tomadas na etapa anterior; 3. O tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação, referente à análise final e ao apontamento das deduções e interpretações efetivadas do material empírico administrado.
Durante a “pré-análise”, considerando a manutenção da significância da mídia impressa perante a sociedade, mesmo diante da emergência de outros veículos de comunicação, como a TV, o rádio e a internet (PONTES; SILVA, 2012), definiu-se que o corpus deste estudo corresponderia as matérias (reportagens, notícias, entrevistas, notas e colunas) publicadas pelo “caderno de esporte” e “caderno especial Londres”, da FSP, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2012, que abordaram diretamente e/ou fizeram alguma alusão a seleção brasileira de futebol feminino. A escolha deste jornal ocorreu devido o interesse em verificar e analisar os discursos de um periódico de abrangência nacional sobre a equipe feminina. Já a definição da baliza temporal deu-se por se tratar do ano de realização dos Jogos Olímpicos de Londres.
Terminada a “pré-análise” mediante a coleta, a leitura e a transcrição dos dados empíricos, se realizou a tarefa subseqüente, a “exploração do material”. Nesta etapa, foram estabelecidas as unidades de registro (UR), recortes semânticos que direcionam a categorização, que corresponderam às temáticas centrais emergentes das abordagens das matérias. E as unidades de contexto (UC), elementos que referenciam o local de emersão das URs, e corresponderam aos textos completos das publicações. Diante destas definições, optou-se pela designação dos temas encontrados, adversária(s), competição, jogadora(s), múltipla(s), seleção e transmissão como o título geral das categorias nas quais as URs ficaram agrupadas.
Na sequência, foram realizadas as descrições textuais das URs relacionadas às categorias, aspecto que permitiu o “tratamento, as inferências e as interpretações dos resultados”, última etapa da AC antes das considerações finais.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com base nas indicações metodológicas, encontramos quarenta e seis matérias publicadas (46), as quais ficaram dispostas da seguinte maneira nas categorias analíticas: adversária(s) (1), competição (3), jogadoras (7), múltiplas (18), seleção (15) e transmissão (2).

Nesse sentido, optou-se por verificar e analisar os discursos das matérias das categorias “seleção” e “jogadoras”, pois elas coadunam com o objetivo da presente pesquisa. Entretanto, isso não impediu que fragmentos dos textos das outras categorias fossem utilizados para complementar as contextualizações.
Seqüenciando, a seleção feminina obteve a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres após vencer de forma invicta o VI Sul-Americano da modalidade, realizado em 2010, no Equador, entre os dias 4 e 21 de novembro. Em 2011, a equipe brasileira disputou a Copa do Mundo da Alemanha, mas foi desclassificada nas quartas de final pelos EUA (1 x 2 na prorrogação). Este fracasso somou-se a outros recentemente efetivados pelas brasileiras - nos Mundiais dos Estados Unidos (2003) e da China (2007) e nas Olimpíadas de Atenas (2004) e de Pequim (2008).
Em função desses resultados, antes de a equipe feminina iniciar a sua preparação para os Jogos Olímpicos, a FSP tenha lançado uma indagação, que aparenta representar que o jornal tinha dúvida sobre qual seria o desempenho brasileiro em Londres. Observemos: “As meninas do Brasil vem batendo na trave há duas Olimpíadas - ficaram com o vice em Atenas e em Pequim após derrotas para os EUA. Será que Marta e Cia desencantarão neste ano?” (LONDRES..., 2012, p. D6/D7).
Apesar da dúvida aparente, em outra matéria, o jornal salientou que o seu prognóstico era o de que o Brasil conquistaria um lugar no pódio. No entanto, ressaltou que tal desempenho do país estava relacionado à “Marta dependência”, pois as outras futebolistas eram muito mais “fracas” tecnicamente. (LONDRES..., 2012, p. D6/D7). Este discurso coaduna com as descobertas de Gabriel (2015). Segundo o autor, na medida em que a seleção feminina fracassava de maneira recorrente no coletivo e a Marta efetivava feitos “relativamente” individuais, como as cinco conquista consecutivas do prêmio da Fédération Internationale de Football Association (FIFA) de melhor jogadora do mundo, a FSP posicionou a jogadora como um agente superior a equipe nacional, pois entendia que esta ainda não havia conquistado um título correspondente ao status daquela.
Nesse sentido, infere-se que a FSP oscilou entre culpar ou não o coletivo da seleção brasileira pela perda de Marta, praticamente definida, do posto de melhor jogadora do mundo para a japonesa Homare Sawa ou para a americana Abby Wambach. Reis (2012, p. D12) escreveu o seguinte: 

Ano de fracassos com a seleção nacional põe soberania de Marta em risco e escancara retrocesso do desprestigiado futebol feminino no Brasil.

Marta, 25, pode perder sua coroa amanhã. Ao lado dela, o futebol feminino do Brasil praticamente agoniza.
Depois de vencer nos últimos cinco anos o prêmio de melhor do mundo da Fifa, a maior jogadora da história do país sabe que são pequenas as chances de derrotar a japonesa Homare Sawa e a americana Abyy Wambach.
Fruto de uma temporada em que falhou juntamente com uma burocrática seleção brasileira, eliminada precocemente na Copa do Mundo após apresentações pífias [...]
Em sua temporada nos EUA, pelo Western New York Flash, Marta foi bem: artilheira e campeã. Mas agora o seu futuro está indefinido.

O repórter também expressou preocupação com o futuro do futebol feminino nacional, pois o Santos, principal equipe da modalidade, havia encerrado as suas atividades, objetivando cortar despesas que influíssem na manutenção de Neymar na versão masculina do seu time. Este aspecto corrobora a afirmação de Goellner (2005) de que mesmo apresentando evolução quantitativa e qualitativa, as condições de acesso e participação das mulheres no esporte de rendimento não são igualitárias às dos homens, sobretudo no futebol, um esporte estruturado com valores masculinos e masculinizantes.
Como havia sido previsto por Reis (2012), Marta perdeu a “coroa” de melhor jogadora do mundo para Homare Sawa. Bueno (2012, p. D3) informou que a brasileira encarou com naturalidade o acontecimento “[...] após o ano difícil que a seleção teve em 2011.” Ou seja, o repórter demonstrou que além da FSP a própria atleta reconhecia que o fracasso do coletivo da seleção brasileira influiu na perda da sua disposição de melhor jogadora do mundo. Marta não conseguiu renovar o seu heroísmo, entretanto, ela não deixou de lutar pela sua causa, característica inerente aos heróis. (HELAL, 1998). Nessa direção, Bueno (2012) destacou que a alagoana não deixou de reivindicar pelas melhorias estruturais do futebol feminino brasileiro, lamentando o encerramento da equipe feminina do Santos.
Além dessas abordagens, antes da estréia da seleção feminina nos Jogos Olímpicos, a cobertura do caderno de esporte da FSP também abordou, dentre outras temáticas, as adversárias que a equipe brasileira enfrentaria na primeira fase da disputa olímpica, Camarões, Nova Zelândia e Grã-Bretanha, respectivamente (SELEÇÃO..., 2012, D12); a data (4 de julho) em que as brasileiras iniciariam a sua preparação, visando o enfrentamento das adversárias supracitadas (SELEÇÃO..., 2012, D5); o acordo feito entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que ficou responsável por arcar com parte das despesas dessa preparação e pelo monitoramento de informações das adversárias do Brasil. Rangel (2012, p. D5) pareceu discordar da postura da CBF, pois esta instituição além de custear integralmente as despesas da equipe olímpica masculina, evitou gastos com a delegação feminina, em outros momentos, não a dispondo de vários profissionais, como psicólogos e cozinheiros. Acerca dessa questão, Gabriel (2015) observou que a FSP sempre manteve uma posição crítica em relação ao descaso da CBF com o futebol feminino, as terceirizações da equipe nacional e o tratamento distintivo proporcionado as mulheres em relação aos homens futebolistas. O jornal, muitas vezes, cedeu espaço nas suas páginas esportivas para as jogadoras reivindicarem melhorias nas condições de trabalho, mas poucos efeitos foram concretizados.
Nesse contexto, Hoata e Itri (2012, p. D14) pareceram demonstrar certo incômodo com a “relação harmônica” instaurada entre os integrantes da seleção feminina e a CBF. Segundo os repórteres, a ausência de conflito com a CBF está relacionada à acessibilidade para o diálogo e a disponibilidade de mais profissionais para atender a equipe, inclusive, alguns dos que também trabalhavam para o time masculino, efetivadas depois que José Maria Marin assumiu a presidência da instituição.
Infere-se que o incômodo supracitado esteja relacionado à posição adotada pelo jornal em outros momentos, qual seja a de que o subcampo futebolístico feminino necessita de estruturação e apoio das entidades responsáveis pelo futebol brasileiro. Estruturação e apoio estes, que deveriam ser traduzidos na organização de campeonatos, na fomentação de times e categorias de base, aspecto que revelaria e renovaria às atletas, as heroínas, as estrelas e os ídolos da modalidade, igualmente acontece na versão masculina do futebol. (GABRIEL, 2015). Estes tipos de agentes são tão fundamentais para os diversos esportes, que, segundo Helal (1998a), nenhum fenômeno de massa consegue manter-se por muito tempo sem as suas presenças. Giglio (2007) complementou essa afirmativa, salientando que é impossível pensar a existência do futebol, no Brasil, ausente dessas figuras, pois são elas as responsáveis por estabelecer o elo entre este esporte e a sociedade brasileira.
Na matéria que abordou a estréia do Brasil na Olimpíada diante de Camarões, Bastos e Fernandez (2012, p. D6) validaram a inferência realizada anteriormente. Os repórteres salientaram que mesmo dispondo de uma relação harmônica com a CBF, resultante de melhorias estruturais e simbólicas, o subcampo futebolístico feminino mantinha uma estrutura precária. A única competição organizada pela instituição, a Copa do Brasil, durava poucos meses, sendo disputada por clubes semiprofissionais, que para não falirem dependiam de verbas públicas.
Referente à seleção feminina, eles falaram que a “missão” da equipe era apagar a “má imagem deixada nas recentes frustrações”. Nesse sentido, as brasileiras iniciaram bem a competição, venceram Camarões (5 x 0) com um “show da dupla” Marta e Cristiane. Esta última, ao marcar um dos gols brasileiros ainda se tornou a maior goleadora (11 gols) da história da Olimpíada, superando a alemã Birgit Prinz (10 gols), reforçando a sua posição de ídolo do futebol feminino. (FERNANDEZ, 2012, p. D3).
Segundo Giglio (2007), o ídolo é um atleta que consegue atingir o status de protagonista, criando raízes com a história do clube/seleção e da modalidade em que atua. Por conseguinte, adquire o respeito da sociedade (dirigentes, equipe, companheiros, torcida e mídia) mediante o trabalho, o carisma e as conquistas individuais e coletivas. Freitas Jr. e Gabriel (2014) complementam a discussão sobre a idolatria dos(as) futebolistas, salientando que somado a esses fatores, torna-se necessário a potencialização dos feitos do ídolo na mídia, pois a sua exposição intensa acaba influenciando o habitus social referente à inscrição deste capital a imagem do jogador.
Na segunda partida, o Brasil ganhou com dificuldade da Nova Zelândia (1 x 0), obtendo a classificação antecipada para a fase de “mata-mata”. (SELEÇÃO..., 2012, p. D6). Mesmo passando a considerar a seleção brasileira uma das favoritas ao ouro, a FSP demonstrou torcer para que a equipe obtivesse o primeiro lugar no seu grupo, aspecto que resultaria no enfrentamento de um adversário teoricamente mais fraco nas quartas de final. Entretanto, no derradeiro jogo da primeira fase, a britânicas venceram (0 X 1) as brasileiras, que não conseguiram repetir as boas atuações individuais e coletivas das duas rodadas iniciais.
Esse resultado colocou as japonesas, campeãs mundiais, no caminho do Brasil. Fernandez (2012a, p. D11) não atribuiu um favorito para a partida, mas reconheceu que as japonesas representavam o principal risco de eliminação das brasileiras. Segundo o repórter, o jogo ainda guardava outro duelo, Marta versus Sawa, jogadora que estava sucedendo Marta no posto de melhor jogadora do mundo.
Ainda que a vitória brasileira não significasse a inversão das posições das atletas, ela poderia contribuir no intento da brasileira de retomar o seu ciclo heróico. Freitas Jr. e Gabriel (2014) salientaram que os heróis futebolísticos vivenciam um ciclo ritual, o qual se encerra quando outro assume essa posição. Os autores ainda ressaltaram que um futebolista pode retomar o posto de herói, desde que este efetive feitos que inscrevam novamente esse capital no seu habitus. 
Todavia, o Brasil e a Marta perderam os seus duelos (0 x 2). Após a partida, Colon (2012a, p. D10) argumentou que a disputa foi equilibrada, mas as japonesas lideradas por Sawa foram mais eficientes que as brasileiras, que tanto coletivamente quanto individualmente não atuaram bem. Desta forma, o repórter manteve a posição do jornal, constatada por Gabriel (2015), de não criticar efusivamente a seleção feminina e as suas jogadoras depois dos fracassos nas competições disputadas. A referida matéria também não apresentou elementos justificadores para a derrota brasileira, tomada de posição midiática que, segundo Helal (1998a) e Freitas Jr. (2009, 2012), tornou-se recorrente depois dos fracassos da seleção masculina.
Por fim, a matéria tornou visível, sem muito destaque, a reivindicação das jogadoras por melhorias estruturais ao futebol feminino. Deduz-se que o incômodo da FSP com a relação harmônica estabelecida entre “CBF e seleção” influiu na ausência de ênfase nessa reivindicação e/ou na utilização da precariedade da modalidade como elemento justificador do fracasso da equipe nacional.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Até o presente momento, considera-se que diferentemente do que mostraram outros estudos que estabeleceram a cobertura jornalística realizada sobre o futebol feminino como objeto científico, os conteúdos discursivos das matérias publicadas no “caderno de esporte” e no “caderno especial Londres”, da FSP, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2012, não expuseram de maneira aparente ou latente, representações e intenções preconceituosas ou tendenciosas
Essa constatação é bastante relevante, pois, com na contemporaneidade os discursos dos veículos midiáticos adquiriram a capacidade de influenciar eficazmente a estruturação do habitus das pessoas e das sociedades. Desta forma, pode-se afirmar que a FSP está contribuindo positivamente no que se refere às possibilidades das mulheres no futebol, esporte estruturado no habitus do brasileiro como uma área de reserva do gênero masculino.

7. REFERÊNCIAS

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______. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. 208 p.

______. A economia das trocas lingüísticas: o que falar quer dizer. São Paulo: Edusp, 1996. 188 p.

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Recibido: 04/07/2015 Aceptado: 14/09/2015 Publicado: Septiembre de 2015

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