GEOTECNOLOGIAS E O PLANEJAMENTO DA AGRICULTURA DE ENERGIA

Heloísa Rodrigues Nascimento
Yolanda Vieira de Abreu

4.5.4 Mapa de declividade

A declividade é um fator preponderante na questão de mecanização de áreas agrícolas, portanto há influência da mesma na determinação do uso de máquinas agrícolas para o desenvolvimento das culturas. Neste caso, a declividade máxima deve estar em torno de 12%, pois acima deste limite torna-se inviável o processo da mecanização (AGROBYTE, 2009).

No município de Pedro Afonso, de acordo com os dados apresentados no mapa de declividade e sua legenda observa-se a presença das classes AB com declive igual ou inferior a 5% na sua maior parte, seguida da classe D com declive maior que 15% e igual ou inferior a 30%, e a classe BC com declive maior que 5% e igual ou inferior a 10%.

Sobrepondo-se o mapa de culturas com o mapa de declividade percebe-se que a distribuição espacial das culturas da soja e cana-de-açúcar está presente sobre a classe AB, ou seja, o fator declividade varia em igual ou inferior a 5% e igual ou inferior a 10%, de acordo com a figura 4.16, possibilitando a mecanização das áreas agrícolas, visto que a declividade destas são inferiores a 12%.

Segundo a SEPLAN (2000), as classes AB é o mosaico com predomínio de A sobre B, BC mosaico com predomínio de B sobre C. A seguir uma breve descrição destas classes de declividade.

• Tipo A (declive igual ou inferior a 5%): predominância de áreas com declives suaves, nos quais, a maior parte dos solos, o escoamento superficial é lento ou médio.
• Tipo B (declive maior que 5% e igual ou inferior a 10%): predominância de áreas com superfícies inclinadas, geralmente com relevo ondulado, nos quais o escoamento superficial para a maior parte dos solos é médio ou rápido.
• Tipo C (declive maior que 10% e igual ou inferior a 15%): predominância de áreas inclinadas a fortemente inclinadas, cujo escoamento superficial e rápido na maior parte dos solos.
• Tipo D (declive maior que 15% e igual ou inferior a 30%): predominância de áreas inclinadas a fortemente inclinadas, cujo escoamento superficial é rápido a muito rápido na maior parte dos solos.

4.5.5 Mapa de vegetação potencial

O Mapa de Vegetação Potencial apresenta as classes presentes no município de Pedro Afonso, sendo elas: campo cerrado (Sa) representando 85,51% da formação vegetal da área, a gramíneo lenhosa com floresta de galeria (Sgf) representando 14,23% da formação vegetal e o parque (Sp) representando 0,26% da formação vegetal. A figura 4.17 apresenta o Mapa de Vegetação Potencial do município de Pedro Afonso elaborado pela autora a partir de dados cedidos pela SEPLAN (2000).

 

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