BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ESTUDO SOBRE DETERMINAÇÃO DE PONTOS OTIMOS PARA LOCALIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE USINAS DE BIODIESEL NO ESTADO DO TOCANTINS

Karyn Siebert Pinedo



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CAPITULO II: O Estado do Tocantins e referencial teórico

Este capítulo apresenta dados gerais sobre o Estado do Tocantins, temas e conceitos sobre logística, cadeia produtiva do biodiesel, fontes de energia renováveis e outros. Neste contexto, a logística não se limitará apenas as suas funções gerais, como transporte e distribuição de produtos, mas sim, também, como ferramenta para tomada de decisão para escolha de localização ótima de um empreendimento.

2.1. O Estado do Tocantins

O Estado do Tocantins foi criado pelo artigo 13º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, em 05 de outubro de 1988. No dia 1º de janeiro de 1989 o mesmo foi efetivamente constituído e empossados seus governantes. Este novo Estado foi criado a partir da divisão do Estado de Goiás, em Norte e Sul, sendo que a parte Norte passou a se chamar Estado do Tocantins. Portanto, este nasceu incorporando 79 municípios do antigo Estado de Goiás e ainda foram criados mais 44 novos. A cidade de Palmas, capital do Estado, foi criada em 1º de janeiro de 1990, para ser a sede do governo estadual, ocupando uma área total de 1.024 km2 (SEPLAN, 2009).

O Tocantins é um dos nove Estados que formam a Amazônia Legal. Sua vegetação de cerrado (87% do território) divide espaço com a floresta de transição amazônica. Mais da metade do território do Tocantins (50,25%) são áreas de preservação ambiental, unidades de conservação e bacias hídricas. Seus principais rios são: Tocantins, Araguaia, do Sono, das Balsas, Paranã e Manuel Alves. O Estado do Tocantins faz divisa com os Estados do Maranhão e Pará, ao Norte; Goiás, ao Sul; Maranhão, Piauí e Bahia, ao Leste, Pará e Mato Grosso, a Oeste, possibilitando o transporte de cargas entre esses Estados (SEAGRO, 2009).

2.1.1. Produção de grãos no Estado do Tocantins

A seguir na tabela 2.1, serão apresentados alguns dados obtidos junto ao SEBRAE – TO, dos grãos produzidos no Estado. Sendo que somente serão comentados os grãos que podem de alguma maneira servir como matéria-prima para biodiesel.

Nas tabelas 2.1 e 2.2 pode-se observar os diversos tipos de grãos produzidos no Estado que podem abastecer as usinas.

Amendoim: O óleo do amendoim serve para produção de biodiesel e tem preços competitivos no mercado. O óleo de amendoim apresenta valor para obtenção de biodiesel, principalmente pela rota de transesterificação catalisada por catalisadores básicos. As sementes secas do amendoim contêm cerca de 50% de óleo, e apresentam em sua composição 50 a 60% de ácido oléico, 18-30% de ácido linoléico, 6-12% de ácido palmítico. Segundo Alleoni (1995), o amendoim poderia ser cultivado em rotação com a cultura de canaviais, o que viabilizaria a utilização desse óleo para produção local de biodiesel de forma competitiva. O gráfico a seguir mostra que 2005 foi o ano de maior produção de amendoim no Estado, sendo que os outros anos a produção foi baixa.

Arroz: A Faculdade de Química da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) está realizando pesquisas para obtenção de biodiesel a partir do arroz. O projeto, financiado pela Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana, tem todo o interesse dos agricultores, e as pesquisas decorrem desde agosto de 2005 (BIOTEC, 2006). A produção de arroz no Estado do Tocantins é constante, havendo poucas baixas entre uma safra e outra, como mostram os gráficos 2.2 e 2.3. O rendimento do arroz na extração do óleo é de aproximadamente de 15% a 23 %.

Milho: O milho possui de 8 a 10% de óleo, com 61 a 78% de amido, 6 a 12% de proteínas. Para o processo de obtenção de biodiesel pode-se obter uma conversão de 97,8 % do óleo em ésteres etílicos (DANTAS, 2006). A produção de milho em 2008 teve uma alta considerável como mostram os gráficos 2.4 e 2.5, sendo assim o milho poderia ser uma matéria prima com grande potencial para abastecer a usina de biodiesel.

Os gráficos 2.4 e 2.5 mostram a produção e colheita do milho no Estado do Tocantins entre os anos de 2003 a 2008.

Soja: A soja é a melhor opção de matéria-prima, considerando que sua logística, produção e tecnologia que estão prontas para ser utilizadas, isto é, toda a cadeia de produção e logística de soja já está desenvolvida. Seu aproveitamento na extração do óleo é de 18 a 21%.

Sorgo: O sorgo sacarino é uma cultura de produção fácil, pois o cultivo se parece com o do milho, exceto pela colheita do caule. O sorgo sacarino é uma opção para produção do biodiesel, diminuindo a ociosidade das destilarias depois da colheita da cana, sendo que o sorgo seria uma das opções para substituir a cana. (EMBRAPA, 2009).

Para Souza, Maurina & Costa (2006) o tipo de clima e solo do Estado do Tocantins favorece a produção de oleaginosas, podendo assim optar por culturas já adaptadas ao clima e outros dados agronômicas do Estado. Estado. Alguns grãos ainda estão sendo desenvolvidos e outros já estão sendo plantados em pequenas escalas como: amendoim, milho e sorgo, porém podem contribuir para o abastecimento de uma usina de biodiesel.

2.1.2. Rebanho Bovino no Estado do Tocantins

A seguir será apresentado na tabela 2.3 e no gráfico 2.10 o crescimento do rebanho bovino no Estado. Esta informação se torna importante para este estudo, porque o sebo bovino também servirá como matéria-prima para abastecer a usina. E no gráfico 2.11, têm-se a capacidade de abatimento ao dia de alguns municípios que têm frigoríficos.


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