BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ENERGIA, ECONOMIA, ROTAS TECNOLÓGICAS. TEXTOS SELECIONADOS

Yolanda Vieira de Abreu y otros




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6.2 BIOMASSA

Do ponto de vista energético, biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica, tanto vegetal como animal, que pode ser utilizada na produção de energia (MARCONATO, 2008). Seu uso é cada vez mais crescente, visto que as reservas petrolíferas são cada vez mais escassas e estão localizadas em sua grande maioria nas regiões de conflitos geopolíticos.

A biomassa é originada das plantas aquáticas e terrestres, de óleos vegetais como a mamona, o dendê, o babaçu e o buriti. Origina também de alguns resíduos industriais como o de beneficiamento de grãos, de papel, madeireira, bebidas e alimentos, dentre outros. Resíduos urbanos como o lodo de esgoto e aterro sanitário são biomassas. Ela também é encontrada nos resíduos florestais e agropecuário (bagaço de cana-de-açúcar e esterco). Esses resíduos são usados como fontes alternativas de energia. Por sua vez, o Brasil é um produtor de expressão em produtos agrícolas que geram grandes quantidades de biomassa.

A agricultura de energia no país provém de quatro fontes principais de biomassa, sendo elas: as provenientes de cultivos ricos em carboidratos ou amiláceos, que geram o etanol; as de lipídios vegetais e animais, que geram o biodiesel; a madeira, que pode gerar o metanol, briquetes ou carvão vegetal; e os resíduos e dejetos da agropecuária e da agroindústria, que podem gerar calor e energia elétrica. Estes resíduos são constituídos basicamente das folhas e hastes das plantas, comumente chamados de palha, e têm um Poder Calorífico Inferior (PCI) médio em torno de 15,7 MJ/kg de matéria em base seca. A palha de arroz, palha de soja, o bagaço de cana são biomassas residuais do processamento industrial de extrema utilidade (NOGUEIRA e LORA, 2002).

A utilização da energia da biomassa é considerada estratégica para o futuro, pois é uma fonte renovável. No Brasil, em particular, mais de um quarto da energia usada tem origem vegetal. O Balanço Energético Nacional de 2004 registra que de um uso total de 213 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo), 58 Mtep eram de biomassa vegetal, distribuídos em partes mais ou menos iguais entre a lenha e a cana-de-açúcar (BEN, 2008).

De acordo com a tecnologia empregada na sua utilização energética, KAREKESI et al., (2005) têm classificado a biomassa em três categorias:

a) Tecnologias tradicionais de uso da biomassa ou biomassa tradicional: combustão direta de madeira, lenha, carvão vegetal, resíduos agrícolas, resíduos de animais e urbanos, para cocção, secagem e produção de carvão;

b)Tecnologias “aperfeiçoadas” de uso da biomassa ou biomassa “aperfeiçoada”: tecnologias aperfeiçoadas e mais eficientes de combustão direta de biomassa, tais como fogões e fornos;

c)Tecnologias modernas de uso da biomassa ou biomassa moderna: tecnologias avançadas de conversão de biomassa em eletricidade e o uso de biocombustíveis.

Atualmente há preferência pela biomassa aperfeiçoada e moderna, pois apresenta uma melhor eficiência, visto que sua conversão é proveniente de tecnologias apropriadas para cada tipo de produto, tais como, energia elétrica, geração de calor e produção de biocombustíveis.

6.2.1 Disponibilidade e Consumo da Biomassa e Aproveitamento dos seus Resíduos para Produção de Biocombustíveis

Embora grande parte da biomassa seja de difícil contabilização, devido ao uso não-comercial, estima-se que, atualmente, ela possa representar até cerca de 14% de todo o consumo mundial de energia primária (ANEEL, 2008). Em alguns países em desenvolvimento, essa parcela pode aumentar para 34%, chegando a 60% na África como pode ser observado na tabela 01.

Atualmente, várias tecnologias de aproveitamento estão em fase de desenvolvimento e aplicação. Mesmo assim, estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que, futuramente, a biomassa ocupará uma menor proporção na matriz energética mundial – cerca de 11% em 2020 (AIE, 1998). Outros estudos indicam que, ao contrário da visão geral que se tem, o uso da biomassa deverá manter estável ou até mesmo aumentar, por duas razões:

a) crescimento populacional;

b) urbanização e melhoria nos padrões de vida (HALL; HOUSE; SCRASE, 2000).

Segundo o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2008) a quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1,8 trilhões de toneladas, apesar de ser um número relativamente grande o potencial de aproveitamento de seu uso ainda é pouco explorado, devido estar associada com países em desenvolvimento e com problemas de desflorestamento e desertificação. Entretanto, essa imagem da biomassa está deixando de ser uma alternativa em vanguarda devido às questões ambientais, pois com o uso das florestas energéticas plantadas, por exemplo, obtêm-se diversos serviços ambientais, e com o cultivo de uma determinada cultura energética que além da possibilidade de ser cultivada em áreas tidas como degradadas, inapropriadas para a agricultura extensiva.

Tem-se ainda outra vantagem ambiental no que concerne a emissões de dióxido de carbono (CO2), pois com a realização da fotossíntese, promovida pelo cultivo dessas culturas bioenergéticas, estará ciclando CO2 e liberando para a atmosfera o oxigênio (O2), reduzindo desta forma o efeito estufa.

De acordo com BRASIL (1996) apud SOARES et al., (2006), como vantagens econômicas dessas florestas podem ser citados que nos países em desenvolvimento, elas ainda são o combustível mais barato, tanto por tonelada quanto por unidade de calor; não necessita de mão-de-obra qualificada, gerando emprego e fixando o homem no campo; seu armazenamento é possível em espaço aberto, apesar do poder calorífico diminuir com o tempo; e apresenta baixo teor de cinza e enxofre.

Por outro lado, a lenha necessita de planejamento para sua utilização, devido ao controle das áreas florestais por instituições ambientais; exige grande contingente de mão-de-obra, elevando os custos nos países onde os salários são altos; e apresenta poder calorífico inferior ao dos combustíveis fósseis. Evidencia-se, assim, a importância da biomassa florestal como insumo energético seja na dimensão temporal, ou seja, na dimensão espacial.

O Brasil se destaca por ser um dos grandes produtores de etanol que é obtido da cana-de-açúcar (biomassa açucarada), apesar de existirem outras rotas tecnológicas para produção do etanol, como a biomassa amilácea (mandioca, batata) e a biomassa celulósica, que ambas estão em fase experimental. Tendo em vista que nos Estados Unidos, maior produtor de etanol, a sua rota tecnológica é através da biomassa amilácea, utilizando o milho como a matéria prima, apesar de estudos comprovarem seu balanço energético ser negativo.

Outra fonte de biomassa ainda não tão bem explorada é o lixo que possui elevada capacidade de produção de energia (captura de gás metano, produção de álcool, queima do biogás recuperado dos depósitos de lixo, a combustão de celulignina catalítica, a incineração ou a gaseificação). O potencial de energia disponível chega a 20% da oferta atual (ABES, 2007). Caso o “lixo” fosse realmente aproveitado ocorreria uma diminuição do montante de resíduos sólidos, que em vários centros urbanos é um problema de saúde pública, assim sua utilização é importante, pois diminui o nível de poluição ambiental; contenção do volume de lixo das cidades, nos aterros sanitários e em locais inadequados.

Diante do exposto a intensa produção da biomassa energética brasileira é através da cana-de-açúcar como matéria prima na produção de etanol, gerando desta forma o bagaço. O setor sucroalcooleiro, geralmente aproveita esse resíduo na geração de eletricidade, principalmente em sistemas de co-geração, direcionando na rede elétrica o seu excedente para comercialização. Além disso, o período de colheita da cana-de-açúcar coincide com o de estiagem das principais bacias hidrográficas do parque hidrelétrico brasileiro, tornando a opção ainda mais vantajosa. Mas também existem outros tipos de biomassa como é o caso da produção de madeiras, em forma de lenha, carvão vegetal, que também geram uma grande quantidade de resíduos, podendo ser aproveitados para geração de energia elétrica, ou calor útil.


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