BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ENERGIA, ECONOMIA, ROTAS TECNOLÓGICAS. TEXTOS SELECIONADOS

Yolanda Vieira de Abreu y otros




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7.3 PRINCIPAIS ETAPAS PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL

Após a seleção e limpeza dos grãos ou sementes, os mesmos serão submetidos à extração do óleo. Basicamente existem dois processos utilizados: mecânico e por solventes. Cada processo será aplicado de acordo com as particularidades de forma e tamanho dos grãos, amêndoas ou sementes, sendo escolhido aquele que for mais conveniente. O primeiro normalmente possui menor custo em relação ao segundo. No entanto, o processo de extração mecânica apresenta menor rendimento de óleo. Algumas usinas usam os dois processos conjugados por entenderem ser mais proveitoso. Na figura 09 apresenta-se um exemplo de extrator mecânico simples comercializado pela empresa norte-americana ALVAN BLANCK, com capacidade de produção de 150 quilos de óleo por hora.

A figura 10 apresenta simplificadamente o resumo do processo de produção de biodiesel.

O álcool e a base (hidróxido de sódio ou de potássio) reagem no tanque de metóxido e posteriormente são misturados ao óleo até o reator onde ocorrerá a reação de transesterificação propriamente dita. A glicerina é separada pela válvula 6 e o biodiesel vai para o tanque de lavagem passando pela válvula 7. Os resíduos são separados do biodiesel (glicerina, álcool, metais etc) pela válvula 13 e o biodiesel purificado sai finalmente pela válvula 14.

7.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O futuro da tecnologia de obtenção de biodiesel é incerto. Porém, tendo por base a redução de custos não somente durante o processo, mas considerando toda a cadeia produtiva do biodiesel, podemos discutir a ocorrência de dois cenários prováveis, Estes dois cenários podem ser pensados a partir do tipo de catalisador utilizado, fator que representa maior influência em todas as variáveis do processo de transesterificação.

O primeiro cenário poderia ser resultado dos avanços dos estudos da catálise homogênea. O catalisador homogêneo ideal deveria, além de trazer rendimentos ótimos e tempos de reação míninos, dispensaria processos de purificação podendo ser queimados na câmara de combustão juntamente com o biodiesel sem causar significativas emissões de gases poluentes e sem causar danos ao motor. O segundo cenário seria representado por um catalisador heterogêneo reutilizável capaz de fornecer rendimentos e tempos de reação comparáveis ao do hidróxido de potássio. Este também dispensaria qualquer processo de purificação com a vantagem adicional de ser reutilizado, resultando em biodiesel de alta qualidade. Sendo assim, espera-se que as pesquisas atinjam esse objetivo. Associado a este tipo de P & D, reatores modernos e eficientes deverão ser projetados com o intuito de favorecer bons rendimentos. O formato, o tamanho e a dinâmica destes reatores será melhorada de acordo com o tipo de catalisador utilizado: homogêneo ou heterogêneo. Por exemplo, o uso de reatores de leito fixo seria necessário, caso seja empregada a catálise homogênea numa usina de biodiesel. No entanto, sabe-se que, na prática, reatores do tipo Batch (batelada) podem ser adaptados para sistemas de produção contínua, devido em parte à peculiaridade da reação de transesterificação poder ser realizada em duas etapas para assegurar um rendimento reacional próximo a 100%. Este é o caso do reator de fabricação húngara, utilizado pela Biotins Energia Ltda, que vem gerando bons resultados.

Outra questão menos técnica e mais econômica que influência nas tecnologias de obtenção de biodiesel é o tipo de álcool utilizado. Na Europa e principalmente EUA, não se fala em rota etílica, uma vez que seu alto consumo e paralelamente a sua alta produção de petróleo inviabiliza o uso de etanol já que se torna mais caro que o metanol. De forma singular, o Brasil já utiliza a rota etílica em nível comercial, tendo como exemplo a empresa FERTIBOM Indústrias Ltda, em Catanduva, interior de São Paulo, além de outras.

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