BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ENERGIA, ECONOMIA, ROTAS TECNOLÓGICAS. TEXTOS SELECIONADOS

Yolanda Vieira de Abreu y otros




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6.5.1 Oleaginosas

6.5.1.1 Amendoim

O amendoim possui cerca de 50% de óleo na amêndoa e se constituiu em importante fonte de óleo comestível, antes de ser substituído pela soja. No Brasil, a produção de amendoim concentra-se nas regiões Sudeste - principalmente no estado de São Paulo, onde é cultivado em áreas de renovação de canaviais-, Centro-Oeste e Nordeste. Nessa última, a preferência é pelo tipo de porte ereto, por ser de ciclo curto, fácil manejo e ideal para a colheita manual. Tais características são importantes uma vez que a maioria do cultivo é procedida por pequenos produtores. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os tipos rasteiros são preferidos por serem mais produtivos e, embora apresentem ciclo mais longo, é indicado para a colheita mecanizada, geralmente praticada por grandes produtores (PEREIRA et al., 2008).

6.5.1.2 Soja

A soja para produção de biodiesel é uma das mais adequadas, pois além da extensão de área e da escala de produção, a cadeia produtiva da soja é organizada, a ligação com o mercado internacional é estável, a formação de preços é bem definida e as possibilidades de acomodação de pressões de demanda, em função da capacidade de oferta brasileira, são otimistas. A cultura da soja possui cultivares com melhoramento genético apropriada para cada região do país. Atualmente, em Mato Grosso do Sul a soja tem uma cadeia produtiva extremamente organizada e tradição consolidada, sendo produzidos aproximadamente 3,5 milhões de toneladas por ano. Entretanto, os preços nem sempre são competitivos, por constituir a principal fonte de óleo comestível no país (ROSCOE, 2006).

Por outro lado, o processamento de oleaginosas no segmento “grandes usinas” (acima de 100

mil ton/ano) superou a previsão de 80% do biodiesel (MAPA, 2005 apud SANTOS e WEHRMANN, 2007). Este segmento necessita grandes produções, padronizações e certezas para cobrir custos fixos. Isso mostra o caráter de mercado da agroenergia, e que o atendimento a demandas sociais do meio rural se limita a uma parcela apenas residual da atividade, de duvidosa capacidade de agregação continuada de renda e na ponta mais frágil da cadeia, concorrentes de commodities. Sobre essa questão, Viana e Wehrmann (2007) apresentam argumentos e dados da não-sustentabilidade ambiental (porque reduz apenas as emissões de enxofre, não altera NOx, CO e CO2 e eleva a perda da biodiversidade); social (pois dificulta a reforma agrária, concentra terra, provoca êxodo) e econômica (menos emprego que a agricultura familiar, concentra renda) da produção do biodiesel a partir da monocultura de soja. Os mesmo autores observam ainda que a tendência do biodiesel seja a formação de commodity e, nesse sentido, o setor sojicultor se sobressai pelas regras de mercado e por ter uma capacidade ociosa de esmagamento em torno de 40% da instalada (VIANA e WEHRMANN, 2007). Uma confirmação provisória da tese da commodity, discutida por Viana e Wehrmann (2007), aparece nos dados recentes da expansão das plantas industriais de processamento de matéria-prima e geração do biodiesel: a capacidade maior se desloca para o Centro-Sul do país e fica mais próxima da grande produção de soja, em Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (DORNELLES, 2006; BIODIESEL BRASIL, 2007; CARTA CAPITAL, 2007).

6.5.1.3 Dendê

O Brasil é, atualmente, o terceiro produtor de óleo de palma da América Latina, onde se destacam a Colômbia, em primeiro e o Equador, em segundo lugar. A participação do Brasil na produção mundial de óleo de palma tem sido de apenas 0,53% (MONTEIRO et al.,2009).

A região Amazônica dispõe de um diversificado campo de culturas oleaginosas promissoras para produção de biocombustíveis, dentre estas estão à cultura do dendê (Elaeis guineensis Jacq.). A cultura do dendezeiro é a oleaginosa que mais produz óleo por área plantada, dentre as diversas oleaginosas mapeadas e existentes no Brasil. A cultura do dendê contribui para a fixação do homem no campo; constituem uma alternativa viável e rentável para a recuperação de áreas alteradas; é uma cultura extremamente versátil, sendo dela aproveitado os óleos da semente (óleo de palma) e do mesocarpo (óleo de palmiste), os cachos, os resíduos do processo de extração de óleo (glicerina), a torta utilizada como ração animal. No processamento dos frutos de dendê são produzidos resíduos sólidos que podem gerar energia térmica ou elétrica para a própria unidade industrial ou para uso nas comunidades rurais (MONTEIRO et al., 2009).

6.5.1.4 Girassol

O girassol (Hilianthus annuus L.) é uma planta anual, de origem peruana, conforme apontado pela maioria dos autores, embora alguns o consideram nativo da região compreendida entre o norte do México e o Estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Embora o girassol esteja entre as principais oleaginosas produtoras de óleo vegetal comestível do mundo, sua produção atual, no Brasil, é inexpressiva (71 toneladas em 2002). Recentemente, a cultura foi re-introduzida nos Cerrados. No ano de 2003, o girassol foi cultivado como safrinha em cerca de 60 mil hectares, concentrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (PERES, 2006).

6.5.1.5 Babaçu

O babaçu é uma palmeira de tronco simples, robusto, imponente, com até 20m de altura; produz cachos que comportam até 400 frutos ou cocos, pesando cerca de 120g quando seco. É encontrado nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Geras e Tocantins.

O óleo de babaçu, devido às suas características, poderá ser utilizado, após refinação, na confecção de comidas, chocolates, biscoitos, bolos, margarinas e manteigas vegetais, manufatura de sabonetes e sabões (em mistura com outras gorduras), na produção de estearina, manufatura de ácidos graxos como ácido láurico. A torta resultante da prensagem do babaçu pode ser moída e servir para ração. Entre as palmeiras, o babaçu é um bom produtor de óleo e recentemente tem sido alvo de pesquisas para a fabricação de biocombustíveis como o biodiesel e o bioquerosene.

No que tange à produção de óleo combustível, o óleo de babaçu possui características excelentes para produção de biodiesel, devido sua composição ser predominantemente láurica. A composição para ácidos graxos é 6,0% de ácido caprílico, 5,0% de ácido cáprico, 44,0% de acido láurico, 17,0% de ácido mirístico, 8,0% de ácido palmítico, 4,5% de ácido esteárico, 14,0% de ácido oléico e 2,0% de ácido linoléico (BELTRÃO, 2007).

Apesar de tantas e tão variadas utilidades, por sua ocorrência não controlada do ponto de vista econômico e agrícola, o babaçu continua a ser tratado como um recurso marginal, permanecendo apenas como parte integrante dos sistemas tradicionais e de subsistência (PORTAL DO BIODIESEL, 2009).

6.5.1.6 Macaúba

A macaúba (Acrocomia aculeata) é uma palmeira nativa das Florestas Tropicais. Apresenta grande dispersão no Brasil e em países vizinhos como Colômbia, Bolívia e Paraguai. No Brasil ocorrem povoamentos naturais em quase todo território, mas as maiores concentrações estão localizadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo amplamente espalhados pelas áreas de Cerrado (BHERING, 2009).

6.5.1.7 Microalgas

O aquecimento global é também atribuído ao alto nível de CO2 na atmosfera. E com isso surge a necessidade de mudanças. Um dos principais focos para essa mudança está no uso de biocombustíveis. Em todo o planeta trabalha-se no desenvolvimento de alternativas economicamente viáveis para a fixação de CO2, e os microorganismos fotossintéticos como as microalgas e cyanobacterias mostram ser fontes alternativas viáveis de energia limpa, pois para desenvolver a atividade vital que necessitam absorvem principalmente radiação solar, água e CO2, como fonte de carbono, gerando assim, biomassa por meio da captura de CO2 que pode ser utilizado em processos industriais. Azevedo et al., apud Benemann (2008) afirma que o uso de algas para a produção de biocombustíveis aconteceu em 1950. Em 1980 até 1995, O United States Department of Energy e o National Renewable Energy Laboratory (NREL), desenvolveram o Algae Species Program (ASP).

Várias pesquisas sobre microalgas, independente do uso energético, mostram a alta capacidade de produtividade tanto em biomassa, quanto em teor de óleo. Espécies selvagens potencialmente evidentes foram identificadas e caracterizadas em meados de fevereiro de 2008, e, através do seqüenciamento de alguns destes genomas foram obtidas microalgas geneticamente modificadas (AZEVEDO et al., apud MAYFIELD, 2008).

Possuindo um alto teor de óleo, o ultradenso de microalgas para ser usado em grande escala,

necessita de inovações tecnológicas (as técnicas atuais são para cultivo em pequena escala) para obtenção de uma produtividade que além de satisfatória seja o óleo, obtido com melhor qualidade. É necessário também isolar e caracterizar mais estirpes, além de aprimoramentos genéticos em busca de características específicas. Também é primordial desenvolver novos métodos de aquicultura, e logísticas tais como: processos para colheita, extração e conversão do óleo. Como se pode observar existe muitos desafios para que ocorra a produção em alta escala. Vale à pena ressaltar que dependerá do interesse das instituições tanto pública quanto privada e também do fomento sobre essa fonte potencial para a bioenergia (AZEVEDO et al., 2010).


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