BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ENERGIA, ECONOMIA, ROTAS TECNOLÓGICAS. TEXTOS SELECIONADOS

Yolanda Vieira de Abreu y otros




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9.3 MATERIAIS E MÉTODOS

A metodologia utilizada foi do tipo exploratório, descritivo e bibliográfico, com procedimentos de coleta de dados primários e secundários relacionada ao uso etanol, gasolina e a mistura entre os dois combustíveis em automóveis com motores de combustão interna dotados da tecnologia flex fuel. Posteriormente, os dados obtidos foram analisados e sistematizados de forma a fundamentar conceitos, objetivando compartilhar informações com aplicabilidade no processo de incentivo de produção e uso da tecnologia flex fuel na frota de automóveis brasileira.

9.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

9.4.1 Motor de Combustão Interna

Motores de combustão interna são máquinas térmicas alternativas, destinadas ao suprimento de energia mecânica ou força motriz de acionamento, podendo ser classificados como de ignição por centelha e ignição por compressão [14]. Podem ser operados com diferentes combustíveis, incluindo materiais líquidos, gasosos e mesmo sólidos [15].

O primeiro motor de combustão interna foi inventado e construído por Jean Joseph Étiènne Lenoir, engenheiro belga, nascido em 1822, em Luxemburgo [1]. Mais tarde, Nikolaus August Otto, nascido em 1832, na Alemanha, estudando os trabalhos de Jean, acabou descobrindo o valor da compressão da mistura de combustível e ar, antes de queimar na câmara de combustão, o que aumentava significativamente a força gerada pelo motor. A partir daí, surge à idéia do ciclo de quatro tempos de movimento do êmbolo (ou pistão), e nasce o Motor Ciclo Otto movido à gasolina [1].

Em 1883 Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach construíram um carburador e o associaram a um sistema de ignição também desenvolvido por eles. O resultado desta evolução tecnológica foi um grande salto na evolução dos motores de combustão interna. O primeiro motor de quatro tempos a queimar gasolina e realmente utilizável foi concebido e projetado em 1885 por Gottlieb Daimler, sócio de Otto e Langen. No mesmo ano, Karl Benz, alemão, também desenvolveu um bem- sucedido à explosão. Os atuais motores conservam-se basicamente semelhantes a esses [16]. O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este foi produzido, em 1885, pelo alemão Karl Benz e possuía um motor a gasolina. Depois foram surgindo outros modelos, vários deles com motores de dois tempos, inventado, no ano de 1884, por Gottlieb Daimbler. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford na América do Norte [17].

Na mesma época, em 23 de Fevereiro de 1897, Rudolf Diesel registrou a patente de seu motor-reator, desenvolvido para trabalhar com óleo de origem vegetal. Tais motores a injeção, desde que regulassem a pressão no sistema de injeção, poderiam funcionar com qualquer tipo de óleo, tanto derivados de petróleo como o Diesel, quanto de origem vegetal (como óleo de amendoim) ou animal (como é o caso da gordura de porco) [18]. Através dos trabalhos de Rudolf Diesel, buscando desenvolver um motor de combustão interna que tivesse o maior rendimento possível, nasce o motor de ciclo diesel utilizando o óleo diesel para seu funcionamento [1]. Assim, a partir de 1900, os derivados de petróleo como a gasolina e o Diesel, se tornam oficialmente os combustíveis dos automóveis, uma vez que estava disponível no mercado em grandes quantidades, era mais fácil de serem transportados e tinham preços mais acessíveis que os seus concorrentes.

Como os veículos eram movidos exclusivamente a produtos derivados de petróleo, logo começaram a surgir descobertas de vários problemas ocasionados pelo uso intensivo destes combustíveis. Os problemas de corrosão provocados pelo uso dos derivados de petróleo foi um dos fatores determinantes para a busca de combustíveis alternativos [8]. Outro motivo decisivo foi o aumento do preço do barril do petróleo na década de 1970, as constantes guerras nas principais regiões produtoras e consequentemente os problemas na comercialização deste combustível.

O uso de hidrocarbonetos fósseis em máquinas e equipamentos implica no seu contato com os diversos materiais metálicos constituintes dos sistemas veiculares, de transporte e armazenamento etc. Essa interação pode ocasionar a corrosão metálica [8]. A utilização de combustíveis com alto conteúdo de enxofre pode causar a corrosão do bronze utilizado em bombas de combustíveis, assim acontecia com os aditivos da gasolina [19].

Recentemente, estudos desenvolvidos com etanol carburante demonstraram que sua qualidade é um aspecto de suma importância no seu efeito corrosivo, já que ele puro não ocasiona corrosão [8]. Em geral, a corrosão ocasionada pelo etanol combustível está associada a algumas impurezas presentes e ao uso de determinados aditivos [8].

Nos últimos anos de evolução do motor de combustão interna, um dos fatores que mais têm preocupado pesquisadores, fabricantes e governos é a emissão de poluentes para a atmosfera. A queima incompleta de combustível efetuada nos motores de veículos tem sido um dos maiores responsáveis por diversos problemas ambientais e de saúde da população global [20]. Este problema originou um novo tipo de indústria [1], que considera, dentre outros a redução do perfil energético. Esta redução leva em consideração a produção de equipamentos mais eficientes [21], como é o caso do motor flex fuel, que passou por anos de estudo e pesquisa em busca de uma tecnologia realmente eficaz, constituindo um passo à frente compatível com a busca de modelos de carros menores, eficientes e mais baratos.


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