BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

A UTOPIA NEGATIVA: LEITURAS DE SOCIOLOGIA DA LITERATURA

Jacob J. Lumier




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O problema das relações com

A sociologia do conhecimento

O fato literário é para uma sociedade como disse um modo de tomar consciência de si própria. Daí advém o tabu que acentua exatamente a especificidade do fato literário e faz reconhecer no mesmo um fato de valor, não confundível com as suas condições genéticas nem com as suas condições de sobrevivência, nem tampouco com as intenções do seu criador, nem enfim com as suas reper-cussões psicossociais.

Aquilo que há na obra literária pelo qual se chega à a-firmação de que a literatura satisfaz certa necessidade cultural não utilitária, ou seja: o valor literário, é inici-almente o elemento que difere um livro de poemas ou um romance de um jornal.

Sem dúvida, o qualificativo e o valor que ocorrem i-mediatamente aos leitores, pelo que eles identificam o fato literário, não são os mesmos para todos os públicos.

A identificação do fato literário seja como romance ou poema ou ensaio se define também socialmente e não apenas pelo método, sem que isto impeça tomar-se o valor literário como ponto de partida da pesquisa socio-lógica.

Tanto é assim que, para Albert Memmi, a tarefa espe-cífica dessa pesquisa é a sociologia do fato literário, que este autor qualifica como uma sociologia privilegiada di-ante do objeto impresso.

No seu dizer, trata-se da sociologia do que é adequado ao fato literário, do que neste não coincide com outra coi-sa, não coincide com o escrito como mercadoria, como produto de transformação, etc.

Na busca dessa adequação é que se aprofunda o pro-blema das relações com a sociologia do conhecimento chegando-se aos seguintes resultados: (a) – se um fato literário pode nos ensinar certas coisas e se a literatura é por isso uma das técnicas de comunicação social, o soci-ólogo deve precaver-se, entretanto de que é sempre pos-sível uma distorção dos fatos: as informações dadas pe-los escritores não atendem à finalidade de uma enquête.

Quer dizer, (b) – embora possa admitir-se que o autor tenha a intenção de ensinar-nos certas coisas, as inten-ções do autor de obra literária são evasivas ou mudam de rumo no decurso da atividade. O que diz é quase tão im-portante quanto a forma de dizê-lo, forma esta que por sua vez influi sobre o conteúdo do discurso acabando por transformá-lo.

O escritor é um fabulador: não diz a verdade e é sem-pre a verdade que ele diz... a sua maneira. A distorção é sempre possível, seja em conseqüência de uma recons-trução imaginativa, por razões de forma ou simplesmente por ardil (ditado por razões sociais).

A finalidade de uma obra literária não é a mesma de um documento, nada obstante admite-se possível inter-pretar as informações dadas pelos escritores, desde que se tenha em conta a finalidade estética da obra literária, na qual não se trata de representar a realidade social - para o que os jornais da época seriam superiores a todos os ro-mances do mesmo período.


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