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LOGÍSTICA AGROINDUSTRIAL: DESAFIOS PARA O BRASIL NA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI

Joaquim Carlos Lourenço




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2.3.1 Tendências Agroindustriais

O mercado internacional vem mudando por intermédio de uma sequência de eventos, os quais impactam de modo particular a comercialização de produtos agroindustriais. A mais geral dessas tendências é a crescente valorização dos produtos orgânicos; segmentação de mercado e cadeias agrícolas comandadas por supermercados.

A segmentação de mercado é uma tendência na maioria das cadeias produtivas. Com o intuito de suprir as necessidades dos consumidores, cada vez mais exigentes por qualidade e variedade de produtos, os diferentes setores da economia buscam centrar esforços que possibilitem explorar demandas aparentes e latentes do mercado consumidor. O segmento agroindustrial não foge a esta tendência. É notória a expansão da variedade de produtos agroalimentares ofertados pela indústria de alimentos nos últimos dez anos, visando explorar os mais distintos nichos e segmentos de consumo.

Seguindo essa tendência, a procura por alimentos mínimanete processados está crescendo de forma que vem atraindo a preferência dos consumidores para este tipo de produto devido à mudança nos padrões nutricionais, que visam alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos, com qualidade, praticidade e comodidade no preparo dos mesmos. Logo, há indicativos que, nos próximos anos, os pratos prontos para consumo e congelados ultrapassarão aqueles feitos em casa como os pratos principais servidos com maior frequência. Os pratos principais feitos em casa estão sendo substituídos por pratos prontos para consumo e congelados.

Assim, a escolha de alimentos saudáveis, sem aditivos químicos, sem contaminantes, e com uma tecnologia de produção menos agressiva ao meio ambiente, como os produtos orgânicos, vem se intensificando gradualmente e impondo-se como uma nova forma de consumir, onde valores impalpáveis se manifestam e satisfazem o consumidor. Essa postura se manifesta principalmente em países mais estáveis economicamente, como os da Europa e Estados Unidos, onde a população geralmente tem mais oportunidades de escolha, e garantia de sobrevivência.

Segundo Araújo (2005), grandes consumidores internacionais têm um papel particularmente importante na determinação das tendências globais que tomam os mercados. Em especial, os padrões de consumo ditados pela sociedade americana são a principal referência ao fluxo internacional de mercadorias. Em termos da indústria de alimentos, a preocupação dos consumidores americanos tem se traduzido na redução de alimentos ricos em gordura saturada, redução do tempo para o preparo do alimento e no crescimento da demanda por produtos com menor utilização de defensivos químicos.

Sendo assim, os novos produtos produzidos pelo mercado terão que atender às necessidades específicas de cada consumidor, em função das demandas individuais. Por exemplo, existirão sucos destinados a lactantes, fumantes, gestantes ou para pessoas saudáveis que queiram apenas degustar, saciar a sede ou ingerir nutrientes líquidos puro, e livres de qualquer substancia danosa a saúde humana. Cada vez mais o ser humano busca contribuir com esse processo, encontrando uma forma de colaboração na sua forma de consumir. Os consumidores querem conhecer os produtos que consomem, saber como foram produzidos, a tecnologia de produção utilizada, a qualidade da matéria-prima, a presença ou não de aditivos químicos.

Logo, para se adequar ao mercado, alguns ramos da agroindústria nacional têm se orientado pela especialização, como no caso de produtos orgânicos, outros optam pela diversificação de suas atividades produtivas. Assim, tanto os consumidores internos, quanto o mercado externo, demandam maior variedade de produtos, entre eles alimentos para animais, flores e plantas ornamentais, produtos lácteos, frutas e vegetais frescos e processados, produtos avícolas e óleos vegetais, além da adoção de novos conceitos, tais como o de alimentos funcionais que buscam a preservação da saúde. Acredita-se que, os mesmos fatores que comandam o mercado atual de alimentos (conveniência, saúde, sabor e prazer), deverão comandar o mercado futuro de alimentos também.

No mercado brasileiro, as principais tendências do segmento agroindustrial são: entrada de grandes empresas, que, com objetivos de obtenção de escalas industriais, promovem aquisições, fusões e alianças estratégias; claro processo de concentração em conseqüência do item anterior; adoção de estratégias seguindo duas vertentes: liderança em custos ou diferenciação de produtos; busca de menor ociosidade na indústria e grande preocupação com aspectos logísticos.

Conforme Christopher (1997), a fonte da vantagem competitiva é encontrada, primeiramente, na capacidade da organização diferenciar-se de seus concorrentes aos olhos do cliente e, em segundo lugar, pela sua capacidade de operar a baixo custo e, portanto, com lucro maior.

Partindo desta afirmação e analisando o âmbito da logística nas organizações, pode-se dizer que a logística constitui-se numa vantagem competitiva, já que está presente no sistema total da organização. Através do gerenciamento logístico é possível satisfazer as necessidades dos clientes, pois há a coordenação dos fluxos de materiais e informações que vão do mercado até a empresa, suas operações e, posteriormente, para seus fornecedores.

Enfim, para atender essas novas tendências os processos de distribuição precisam ser altamente eficientes, possibilitando que qualquer produto chegue a qualquer lugar em tempos mínimos.

2.4 Infra- estrutura logística

O cenário brasileiro na área de infra-estrutura logística é e será um dos grandes entraves ao crescimento econômico do Brasil se não forem tomadas providências imediatas pelas autoridades governamentais, no sentido de que sejam viabilizados recursos financeiros, ajustes na regulamentação e planejamento para a cadeia logística de infra-estrutura. A cadeia logística está baseada em uma matriz de transporte (ferroviário, rodoviário, hidroviário, aeroviário e dutoviário) totalmente distorcida na utilização dos modais que a integram e, em particular, a participação da hidrovia é praticamente inexistente, o modal rodoviário está saturado e a malha ferroviária logo chegará ao limite de sua capacidade de transporte.

A infra-estrutura logística brasileira, tal como se encontra hoje, acarreta perda de competitividade e, portanto, elevação do Custo Brasil. Apesar do grande passo dado há 5 anos, com a transferência da operação ferroviária para a iniciativa privada, e os grandes investimentos anunciados em 2007 pelo Governo Federal através da criação do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), são necessários ajustes nos contratos de arrendamento e concessões. (SANTOS et al., 2004).

Atualmente, segundo Araújo (2005), o transporte rodoviário é responsável por aproximadamente 60% do transporte de cargas totais no Brasil, e mais, cerca de 80% dos grãos são movimentados pelo transporte rodoviário. Essa modalidade de transporte, embora mais cara por tonelada de produto transportada, tem a vantagem de ser rápida e mais flexível na ligação entre o produtor e o consumidor e apresenta custos fixos mais baixos e custos variáveis altos.

A eficiência da participação dos diferentes modais na cadeia de logística do transporte está fortemente penalizada devido a diversos aspectos fiscais que necessitam ser urgentemente simplificados e regulamentados pelo Governo Federal e Estadual. O sistema de transporte é caracterizado basicamente em cinco modais, que são o ferroviário, o rodoviário, o aquaviário, o dutoviário e o aéreo. Cada modal tem sua particularidade. Veja no Quadro1 as características de cada um.

No Brasil, em função das restrições na infra-estrutura logística, ainda existem barreiras que impedem que todos os modais sejam utilizados de forma mais racional, isso é, em função do pouco investimento feito no passado na integração do transporte. Apesar do processo de privatização de portos, pouca coisa mudou. A formação do custo final de transporte para o usuário dono da carga dependerá do grau efetivo de concorrência nos mercados constituídos pelos diversos agentes econômicos dentro do porto. (OLIVEIRA; MATOS, 1998).

No processo logístico, a escolha do melhor meio de transporte (modal) impacta significantemente nos custos. A definição do modal de transporte é em função do produto a ser transportado e das limitações de modais, por exemplo, o dutoviário é um modal eficiente para transportar líquidos, basicamente petróleo e derivado, e gases movimentados em grandes volumes, o custo de movimentação é baixo, entretanto, a linha de produtos é limitada, assim como é limitado o sistema dutoviário.

O modal aéreo já não é tão limitado como o dutoviário, entretanto seu frete é muito alto quando comparado com outros modais. Isso restringe o transporte aéreo aos produtos de alto valor agregado e que podem compensar o alto frete. Produtos normalmente transportados por via aérea são peças e equipamentos eletrônicos, instrumentos óticos, confecções finas e flores colhidas. O transporte aéreo é também utilizado para transportar produtos onde haja necessidade de rapidez de entrega.

O transporte aquaviário opera principalmente com graneis sólidos e líquidos, sua principal característica é operar com grandes volumes. Consequentemente, seu frete é bem inferior ao do transporte aéreo. No Brasil, a maior parte do transporte aquaviário é efetuado pela forma marítima, tanto na cabotagem (movimentação na costa marítima) como na importação e exportação de produtos.


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