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LOGÍSTICA AGROINDUSTRIAL: DESAFIOS PARA O BRASIL NA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI

Joaquim Carlos Lourenço




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2.2 Classificação da Logística Agroindustrial

De acordo com Araújo (2005), em sua forma mais ampla, didaticamente, a logística em agronegócio ocorre em três etapas distintas, mas integradas entre si: logística de suprimentos, logística das operações de apoio à produção agropecuária e logística de distribuição.

A logística de suprimentos – Inbound Logistic: em uma cadeia produtiva agroindustrial, a logística de suprimentos cuida, especialmente, da forma como os insumos e os serviços fluem até as empresas componentes de cada cadeia produtiva, para disponibilizá-los tempestivamente e reduzir os custos de produção ou de comercialização.

Os insumos agropecuários têm peso muito elevado na composição dos custos de produção das empresas agropecuárias e alguns deles têm seu preço de transporte mais elevado que seu próprio preço de aquisição, como, por exemplo, o calcário agrícola é de baixo preço especifico (entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por tonelada), mas com o transporte geralmente superior, dependendo da quantidade transportada e da distancia do moinho até a fazenda. (ARAÚJO, 2005, p. 102).

Dessa forma, suprimento é o processo de obtenção de produtos e materiais de fornecedores externos à empresa. Trata do fluxo de produtos para a empresa, em vez de, como na distribuição física, a partir dela. Assim, a distribuição física (DF) de uma empresa é o suprimento de outra. O objetivo principal é dar suporte à produção e/ou organização de revenda, oferecendo materiais e produtos no tempo certo ao menor custo total. (BATALHA, 2001).

O principio básico que rege a gestão da cadeia de suprimento (Supply Chain Management) é o de assegurar maior visibilidade dos eventos relacionados à satisfação da demanda. A sincronização entre fluxo físico de produtos e fluxo de informações sobre necessidades do mercado é o grande desafio dos gerentes que buscam a redução de estoques intermediários, de matéria-prima, produtos a serem fornecidos para processamento industrial e produtos finais.

A estrutura da cadeia de suprimento é composta pelos canais de distribuição física de seus produtos, assim como pelos canais de fornecimento de seus insumos, como, que apresenta o escopo de atuação da logística na cadeia de suprimento e na cadeia de valor de Porter (1999). O fluxo de materiais/produtos e o fluxo de informações fluem através dessa estrutura, composta pelos conjuntos tecnológicos das empresas que dela participam.

Os recursos tecnológicos presentes nos processos de negócios entre as empresas limitam as possibilidades dos níveis de eficiência e eficácia nos fluxos de informação e físico. Esse processo logístico da cadeia de valor e da cadeia de suprimento pode ser melhor compreendido conforme a Figura1.

Figura 1: Logística, Cadeia de Valor e Cadeia de Suprimento

Fonte: Adaptado de Batalha, (2001).

O conceito de cadeia de suprimento apresenta relação direta com o conceito de cadeia de produção agroindustrial. Esta última, quando percorrida de jusante (consumidor final) até o montante (zonas de produção), apresenta três macrossegmentos: comercialização, industrialização e produção de matérias-primas. Conforme descreve Batalha (2001, p.169-170):

Comercialização: representa as empresas pertencentes aos canais de distribuição compostos por centrais de distribuição industrial e/ ou comercial, cooperativas e empresas em contato direto com o consumidor final. Estas últimas são os supermercados, mercearias, quitandas, varejões e sacolões, lojas de conveniência, restaurantes, lanchonetes, cantinas e floriculturas.

Industrialização: representa empresas que se ocupam com o processamento de matéria-prima advinda da produção primária (agrícola, pesquisa, pecuária, piscicultura, silvicultura e outras), resultando em insumos para outras indústrias ou produtos finais destinados ao consumidor.

Produção de matéria-prima: refere-se à empresas de produção agrícola, pesqueira, pecuária, avicultura, suinocultura, piscicultura, silvicultura e outras que são fornecedoras às indústrias de processamento e/ou beneficiamento, agroindústrias, centrais de distribuição e consumidor final, por meio ou não de intermediação comercial.

Logo, a coordenação da cadeia de suprimento envolve todos os agentes envolvidos da cadeia. A análise da cadeia de valor auxilia na avaliação dos impactos das decisões na cadeia de suprimento sobre os interesses de todos os agentes que dela participam. O conceito de gestão da cadeia de suprimento prevê a integração das áreas de suprimento, apoio à produção e distribuição física de uma empresa com seus parceiros de negócios a montante e a jusante. Por meio de transporte, processamento de pedidos e gestão de estoques, busca maximizar o desempenho logístico ao menor custo total.

A logística das operações de apoio à produção agropecuária – Operation Logistic or Plant Logistic: a gestão do processo produtivo, quanto ao suprimento de insumos, tem de procurar conduzir o empreendimento para conseguir eficácia e eficiência e, do ponto de vista da logística, procurar a racionalização dos processos operacionais para transferência física dos materiais, que envolve também informações sobre estoques e plano de aplicação de cada produto, quantidade e época de uso. (NOVAES, 2001). Então, a logística procura movimentar somente as quantidades necessárias, sem forma estoques excessivos, e evitar a falta, com conseqüentes correrias de última hora, de acordo com a capacidade de produção do empreendimento.

Para Batalha (2001), a expressão cadeia produtiva pode ser definida como a soma das operações de produção e distribuição de insumos para a agricultura, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir delas. A cadeia produtiva é o conjunto de componentes interativos, incluindo os sistemas produtivos, fornecedores de insumos e serviços, indústrias de processamento e transformação, agentes de distribuição e comercialização, além de consumidores finais.

A cadeia produtiva do agronegócio compreende o conjunto de agentes econômicos e as relações estabelecidas para atender as necessidades dos consumidores por um determinado produto que tenha uma fase de produção agropecuária ou florestal. Envolve, ainda, os setores que se encontram antes da porteira, de fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, bem como outros setores depois da porteira, de industrialização, atacado e varejo, além de todo o aparato tecnológico e institucional (legal, normativo, regulatório) necessário. (IAPAR, 2006).

Obtida a produção, a logística se ocupará, sobretudo, da movimentação física dos produtos, como transporte interno, manuseio, armazenagem primária, estoques primários, entregas, estoques finais e controles diversos.

A logística de distribuição - Outbound Logistic: os produtos agropecuários de modo geral são perecíveis, variando quanto ao grau de perecibilidade de produto a produto. Por isso, cada um necessita de tratamento pós-colheita diferenciado. Por exemplo, as frutas (manga, uva, pinha, graviola, maça, pêra, pêssego, caqui e outras) são extremamente perecíveis e necessitam de vários cuidados, como transporte rápido e cuidadoso, embalagens apropriadas, armazenagem em temperaturas amenas e umidade relativa do ar elevada. (ARAÚJO, 2005).

Os grãos (soja, milho, arroz, feijão, café e outros) não são tão perecíveis, e podem demorar mais tempo mesmo em armazéns convencionais a temperatura ambiente e ser transportados a granel e exigem, ao contrário das frutas, baixa umidade relativa do ar.

Outra característica dos produtos agrícolas é a sazonalidade da produção. Salvo raras exceções, esses produtos são colhidos uma única vez ao ano em cada região, porque são dependentes das condições climáticas. Como exceções, podem ser citadas algumas culturas irrigadas nas regiões semi-áridas tropicais, como algumas frutas (uva, banana, coco, melão, melancia e outras) e hortaliças (tomate, pimentão e outras), que podem ser obtidas durante todo o ano, dependendo de planejamento e do manejo especiais. Mesmo assim, são sujeitas a períodos de produção mais elevada intercalados com períodos de baixa, ou então períodos de maior facilidade na produção, intercalados com períodos que exigem cuidados especiais.

Do mesmo modo, o pecuarista pode manter seus bois durante o inverno. A entrada da seca, no entanto, encarece a manutenção dos animais. Como conseqüência, o preço desses insumos varia ao longo das estações do ano de modo a premiar aqueles que vendem seus produtos fora da safra. Entretanto, a comercialização de produtos agroindustriais, necessariamente, subordina-se ao comportamento sazonal da oferta agrícola.

Nesse sentido, conciliar uma demanda relativamente estável com uma oferta agrícola que flutua sazonal e aleatoriamente é o principal desafio da comercialização de produtos agroindustriais. Se a comercialização se restringisse ao mero transporte físico das mercadorias ao longo das cadeias agroindustriais, não levando em consideração as particularidades desse mercado, a instabilidade da oferta de insumos se traduziria em instabilidade da oferta de produtos agroindustriais e de seus preços.

Assim sendo, o sistema de transporte é especialmente relevante aos produtos agroindustriais devido à perecibilidade e alta relação peso-valor que frequentemente caracterizam esses produtos. Por sistema de transporte deve-se entender toda a atividade necessária para deslocar o produto da área de produção até a área de consumo. Assim, a logística de distribuição é responsável pela administração dos materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do produto no destino final.


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