BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ENERGIA SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE

Yolanda Vieira de Abreu y otros




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8.3 UMA TECNOLOGIA DE MUITAS TECNOLOGIAS

8.3.1 Aspectos gerais

A engenharia de potência é a mais antiga e tradicional das várias áreas da engenharia elétrica. Não obstante, essa área está vivenciando uma das mais profundas revoluções nas suas estruturas tecnológicas e de negócios. Uma revolução de inovação e invenção, que inclui automação, utilização de equipamentos de potência feitos sob encomenda, aplicações inteligentes e softwares de otimização de operações, está ampliando as capacidades dos sistemas elétricos para muito além das suas capacidades tradicionais. Mas, para alguns especialistas da área, nenhuma dessas novas tecnologias tem tanto potencial para, de fato, criar uma revolução no projeto e na operação dos sistemas elétricos e nas vendas de energia elétrica no varejo como tem a GD (Willis e Scott, 2000).

A capacidade de consumidores residenciais, comerciais e industriais produzirem energia elétrica em suas próprias unidades consumidoras, em vez de comprá-la pronta de um sistema elétrico muito grande, resultará em uma grande mudança na tecnologia, na organização e na forma de fazer negócios na indústria da energia elétrica. Com as novas tendências da reestruturação e regulamentação do mercado e a criação da competição na produção e na venda de energia elétrica, a GD, sem sombra de dúvida, ajudará a criar competição comercial no nível do varejo. Adicionalmente, e talvez mais importante para a engenharia, ajudará a criar competição tecnológica. Essa competição promoverá experiências e trará melhorias ao sistema elétrico convencional e à GD. Isso irá fundir esses dois recursos em uma espécie de tecnologia de energia distribuída (Willis e Scott, 2000). Usados em conjunto, em vez de independentemente como assuntos competidores, e talvez combinados de maneiras muito não-tradicionais, GD e sistemas elétricos de potência tradicionais poderão prover melhores serviços com custos menores, em comparação com os que poderiam apresentar se atuassem isoladamente. A GD é uma das mais interessantes ocorrências na indústria da energia elétrica nas últimas décadas, provendo-a com novas capacidades que tornam a energia elétrica, por um lado, mais útil e importante, e, por outro, capaz de atender a uma variada gama de necessidades de energia da sociedade que nunca puderam ser atendidas.

Segundo Willis e Scott (2000), a GD inclui pequenas estações geradoras de energia elétrica que podem suprir energia a uma simples instalação residencial, comercial ou industrial de pequeno ou de grande porte. A maioria delas requer combustível fóssil, tais como dísel, gás natural, óleo combustível, gasolina, querosene, metano ou propano; outras utilizam recurso energético renovável, tal como energia solar ou energia eólica. Não obstante, ainda segundo Willis e Scott (2000), todas as estações de GD possuem algumas características comuns: (a) elas são pequenas unidades de geração, em contraposição às grandes unidades tradicionalmente utilizadas em usinas elétricas; (b) a utilização delas envolve avaliação e coordenação de número muito grande de complexos fatores de engenharia; e (c) sob as circunstâncias certas, elas podem prover combinações competitivas de confiabilidade e custo razoável para os consumidores.

Alguns especialistas da área acreditam fortemente que a GD é uma tecnologia viável com significativo papel a desempenhar no futuro da indústria da energia elétrica. Contudo, ela não é uma tecnologia simples nem fácil de ser utilizada em todos os casos. A GD tem sido mal-representada por entusiasmados defensores, que simplificam demasiadamente o seu uso e exageram demais na defesa de suas capacidades, e por implacáveis oponentes, que subvalorizam injustamente os seus benefícios e sobrevalorizam muito seus aspectos negativos. Na verdade, a GD não é a solução para todos os problemas de suprimento de eletricidade em função de sua maior confiabilidade e de seu menor custo em todos os casos. Como qualquer outra possível solução de um problema, ela tem suas vantagens e desvantagens, fato suficiente para que sua aplicação seja cautelosa e corretamente avaliada.

Geralmente, a GD não consegue competir em igualdade de condições com sistemas elétricos convencionais, com geração centralizada, que operem eficientemente. Mas, em um número significativo de nichos de mercado, a GD oferece confiabilidade e economia que não poderiam ser alcançadas pelos sistemas elétricos tradicionais (Willis e Scott, 2000). Ademais, em algumas situações excluídas da avaliação mercadológica há pouco citada, comunidades inteiras não podem usufruir do benefício da energia elétrica, pois não há, nem haverá, ramificação de sistema elétrico tradicional para realizar o suprimento. Nessas situações, não é possível se compararem soluções, tendo em vista que a GD é a única.

De tudo isso, conclui-se que a capacidade de a GD prover satisfatoriamente serviço aos seus proprietários e usuários depende da avaliação objetiva de suas capacidades e limitações, da cuidadosa seleção de quando, onde, como e com que finalidade ela será usada e da criteriosa avaliação de todas as suas opções de projetos, tecnologias, fontes de energia e configurações.


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