BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

VISÕES SOBRE A ECONOMIA COLONIAL: A CONTRIBUIÇÃO DO NEGRO

Yolanda Vieira de Abreu y Carlos Alexandre Aires Barros


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4.3 A importância do negro nos negócios coloniais

Neste capítulo, apresenta-se a figura do negro sob a perspectiva das relações internas que ele estabeleceu com os demais segmentos sociais da sociedade colonial. Há que se destacar que este estudo não tem por objetivo fazer incursões históricas referente ao período, mas apenas situar a condição econômica do negro no contexto da sociedade colonial.

Alguns negros conseguiram gozar de uma situação ‘privilegiada’ na sociedade colonial, embora tivessem origem comprometedora, no que se refere à sua condição de ex-escravo ou filho de escravo. Porém, desempenharam um papel muito importante nas relações internas da colônia.

4.3.1 O excedente do cativo

Era costume entre alguns senhores de engenho conceder um dia da semana para que os escravos pudessem lavrar a terra a fim de garantir seu próprio sustento, além de proporcionar ganhos para formação do pecúlio que posteriormente lhe garantiria uma possível alforria. Nas palavras de Antonil (apud Costa, 1995, p.15)

Costumam alguns senhores dar aos escravos um dia em cada semana, para plantarem para si, mandando algumas vezes com ele o feitor; e isto serve para que não padeçam fome nem cerquem cada dia a casa de seu senhor, pedindo-lhe a ração de farinha.

Alem de compor a mão de obra da grande lavoura açucareira, os negros também participavam do que Costa (1995) denominou de “sistema social mais amplo”, referindo-se a um sistema interno de abastecimento de gêneros básicos de alimentação, serviços e produção artesanal que atendia às necessidades internas da colônia. No entanto, para a historiografia tradicional tal circuito era inexistente ou muito insignificante.

Do ponto de vista do senhor de escravo, esse sistema era compensador. O fornecimento de alimento para o escravo era uma despesa relativamente dispendiosa para o senhor de engenho, que de certo modo reduzia seus lucros. O fato de doar um pedaço de terra para o escravo cultivar seu próprio alimento, reduzia seus custos de produção, além de tornar o escravo mais “dócil” e eficiente no seu trabalho diário. As palavras do Barão de Pati do Aferes esclarecem a este respeito:

Estas suas roças, e o produto que delas tiram, fazem-lhes [os escravos] adquirir certo amor ao país, distrair um pouco a escravidão, e entreter-se com esse seu pequeno direito de propriedade. Sem dúvida, o fazendeiro, enche-se de certa satisfação quando vê chegar o seu escravo da sua roça trazendo o seu cacho de banana, o cará, a cana etc (apud Costa, 1995, p.16).

Estudos Andrade (apud Szmrecsányi, 2002 p. 101-102) mostram que a cana-de-açúcar era cultivada em terras de baixas de massapé e nas encostas de “barro vermelho”, ao passo que os solos siliciosos eram utilizados para a plantação de tubérculos e de fruteiras. Daí o desenvolvimento do chamado “sistema Brasil” no qual o senhor de engenho permitia que escravos cultivassem lavouras de mantimentos em áreas marginais aos engenhos, nos dias santos, feriados e domingos, a fim de que contribuíssem para seu próprio sustento.


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