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VISÕES SOBRE A ECONOMIA COLONIAL: A CONTRIBUIÇÃO DO NEGRO

Yolanda Vieira de Abreu y Carlos Alexandre Aires Barros


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5 CONCLUSÃO

A participação do negro nos circuitos do comércio interno colonial mostra que a visão econômica agroexportadora não conseguiu explicar de forma satisfatória o sistema colonial, existindo lacunas que estudos posteriores indicariam a necessidade de revisão, sobretudo no que diz respeito à relevância do mercado doméstico.

A tentativa de Furtado (1995) e Prado Júnior (2006) (ambos da visão agroexportadora) de apresentar o negro simplesmente como mão de obra escrava a serviço do capital comercial metropolitano, deixa implícito que o escravo não passou de uma “máquina” ou ativo fixo no processo de produção da indústria açucareira. Por outro lado, estudos recentes apresentam a atuação do negro sob um ponto de vista diferente, conforme foi discutido neste trabalho. A análise procura mostrar que a atuação do negro na colônia, sobretudo no comércio interno, foi relevante, seja na produção do excedente em suas roças e principalmente na prestação de serviços como vendedores, serviços domésticos, pequenos comerciantes, faiscadores, donos de minas, escravos de ganho entre outras atividades econômicas.

Mesmo na grande lavoura de exportação ou no trabalho nas minas, o negro consegue se sobressair, na medida em que sua participação nesses empreendimentos gera um excedente, que na concepção de pesquisadores como Costa e Pires (1995), por exemplo, representa a mais-valia do escravo; e que, portanto, permite no âmbito das atividades voltadas para o mercado externo, acumular capital por meio da mais-valia retirada do escravo tanto da plantation quanto das minas.

Através da mais-valia da colônia a metrópole pôde fazer acumulação de capital, o que paralelamente impulsionou o desenvolvimento econômico dos países metropolitanos, especialmente a Inglaterra.

A atuação do negro nos negócios coloniais permitiu sua emancipação no que se refere à condição de mercadoria, isto é, escravo. Evidentemente que o preconceito o acompanhou durante o período colonial, mas isso não o impediu de ascender socialmente. Ao longo do trabalho verificou-se que a participação do negro nos pequenos negócios lhe permitiu tanto prover sua manutenção, quanto formar um pecúlio que posteriormente substancializou-se em liberdade. Não obstante, alguns conseguiram até acumular capital e chegaram ao ponto de se tornarem senhores proprietários de escravos.

Os registros a respeito da economia colonial são restritos, especialmente sobre o papel do negro neste período. O que se tem, na maioria das vezes, são relatos de viajantes europeus que por aqui passaram. As estatísticas da vida econômica colonial são limitadas, o que dificulta a análise sob ponto de vista quantitativo. Todavia, este trabalho procurou apresentar o negro na economia colonial sob duas visões distintas – visão agroexportadora e visão marxista contemporânea -, destacando a relevância dos estudos contemporâneos para a análise e discussão mais profunda do papel do negro neste período.

Em última análise, a participação do negro foi essencial para a transformação da economia brasileira, desde a infra-estrutura até o aporte de capitais para o financiamento de outras atividades econômicas no país. As “mãos e os pés” dos negros foram fundamentais para que o capital se reproduzisse na esfera colonial de modo a permitir acumulação de capital interna e externamente, o que possibilitou posteriormente a ampliação da capacidade instalada da economia brasileira.


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