BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


NOVAS TRAJETÓRIAS ENERGÉTICAS

Sinclair Mallet Guy Guerra y Mariana Pedrosa Gonzalez



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CENÁRIO

Estamos, segundo Ignacy Sachs, na terceira grande transição ao longo da história da co-evolução da espécie humana com a biosfera. A primeira ocorreu com a passagem da coleta e da caça para a agricultura e criação de animais há milhares de anos atrás. A segunda era, das energias fósseis (carvão, petróleo e gás), iniciou-se há poucos séculos e marcou grandes avanços da humanidade como a passagem de uma sociedade rural para uma sociedade urbana e industrial‏. Desde então, a demanda por energia tem crescido exponencialmente, devido dentre outros fatores, ao aumento da população mundial e ao crescimento econômico elevado. Preocupações ambientais e segurança energética assinalam a terceira transição: nova geração de tecnologias e recursos energéticos.

A Figura 1 apresenta a demanda mundial de energia primária por fonte. Conforme essa, cerca de 80% da energia global provém de fontes fósseis, sendo o carvão responsável por 26% da demanda total. E, de acordo com o Relatório os combustíveis fósseis continuarão a representar um papel dominante na oferta energética nas próximas décadas, mesmo com esforços para promover a eficiência energética e alternativas descabornizadas.

Figura 1 - Demanda mundial de energia primária por fonte em 2006 (EIA, 2008)

Estima-se que o consumo de carvão aumentará em 50% até 2030, ou seja, das atuais 2.389 toneladas equivalentes de petróleo em 2002 para 3.601 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (EIA, 2008). Exemplo importante desse crescimento, a China sozinha expande sua produção elétrica baseada no carvão em 50 GW por ano. O consumo de carvão na China pode dobrar em 7 anos.

Na visão de Sachs, os maiores desafios da humanidade são: mudanças climáticas, necessidade de alterar drasticamente a matriz energética e os déficits crescentes de oportunidade de trabalho decente no mundo. Em suas palavras:

"Convém buscar soluções simultâneas à ameaça de mudanças climáticas deletérias e possivelmente irreversíveis, ao avanço das desigualdades sociais e ao déficit crônico e grave de oportunidades de trabalho decente" (SACHS, 2008).

De acordo com o Relatório, o World Energy Outlook e a Energy Information Administration sugerem que se os níveis de emissão continuarem nas tendências atuais haverá um aumento de 55% na emissão de CO2 (de 2004 a 2030)‏.

Segundo Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a intensidade dos furacões, tufões e ciclones tropicais vem crescendo nos últimos 30 anos e a principal causa é atribuída ao aumento de 0,5°C na temperatura do oceano Atlântico nos últimos 40 anos. Analisando este e outros fatos, que têm sido apresentados, incluindo a situação atual das emissões e todas as alterações climáticas presenciadas nos últimos tempos, o mundo precisa de mudanças imediatas em seus padrões de vida para conseguir amenizar os impactos do aquecimento global (NOBRE apud GREENPEACE, 2006).

Para que isso ocorra, é necessário investimento, principalmente, em eficiência energética e alternativas limpas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, principais vilões das emissões segundo relatório do Greenpeace, contribuindo com 76,14% do total.

As proposições feitas por Hansen (2009), como estabelecer preço para as emissões, incentivam o investimento em eficiência e alternativas energéticas. Hansen afirma que 2009 e 2010 serão provavelmente os anos mais quentes já registrados. Isso se deverá, segundo ele, ao excesso de carbono acompanhado ainda pelo fenômeno El Nino. Com relação aos acordos climáticos, ele não se diz otimista. Cita que, se forem feitas propostas de compensação de emissões, seria melhor aguardar mais um ou dois anos e fazer um “bom acordo”, que realmente surta efeito no clima. Como bom acordo, pode-se entender aquele que estabeleça um preço para as emissões de carbono e crie em plano para cessar o uso do carvão.

Há anos discute-se a importância de investimentos em pesquisas de tecnologias de carvão limpo (Coal Cleaning Technologies, CCTs) como forma de minimização dos impactos ambientais. Como exemplo, pode-se citar o artigo de GOMES, et al., que em 1998 considerava tais tecnologias como pesquisas a serem realizadas de imediato, sendo mencionada inclusive a importância da cooperação internacional.


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