BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


NOVAS TRAJETÓRIAS ENERGÉTICAS

Sinclair Mallet Guy Guerra y Mariana Pedrosa Gonzalez



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TECNOLOGIA DE CAPTURA E SEQUESTRO DE CARBONO

O Relatório do IAC sugere maiores investimentos em pesquisa, desenvolvimento e implementação de tecnologias de captura e seqüestro de carbono em usinas de geração a carvão. A justificativa para estes investimentos se baseia na redução de emissões causadas pela queima do carvão, diminuindo desta forma, a poluição ambiental e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Existem três diferentes técnicas para captura de carbono resultante da combustão de carvão, sendo elas: a) pré-combustão; b) pós-combustão e c) combustão de oxicombustível.

Captura pré-combustão

A primeira tecnologia consiste no aprisionamento do gás antes que este seja queimado. Primeiramente, o combustível é convertido em gás composto por monóxido de carbono e hidrogênio. Após algumas reações forma-se o dióxido de carbono que é removido através de um solvente. A sua maior vantagem reside na produção de co-produtos: geração de eletricidade ao queimar o gás rico em hidrogênio.

Pós-combustão

Segundo o Relatório do IAC, a tecnologia mais simples se concentra na captura do carbono após a queima do carvão. Nesse sistema, o dióxido de carbono é separado dos gases de escape através de uma reação química reversível com um solvente, que funciona como um filtro, impedindo que esse gás se dissipe na atmosfera. Porém, essa tecnologia demanda muita energia e ainda apresenta custos significativos.

Combustão Oxicombustível

Outra tecnologia ainda em fase de pesquisa é a combustão oxicombustível que, de acordo com o Relatório utiliza o oxigênio na combustão, resultando em vapor de água e dióxido de carbono.

Seqüestro de carbono

Existem três tipos de formações geológicas que podem ser utilizadas para o seqüestro de carbono: campos de petróleo e gás, já esgotados; formações profundas em águas salgadas e formações profundas de carvão. Segundo estimativa apresentada pelo Relatório do IAC existe uma capacidade de armazenamento de 2000 gigatoneladas de dióxido de carbono no mundo, o equivalente a 100 anos de emissões nas taxas atuais de 2,4 gigatoneladas por ano. No entanto, o seqüestro de carbono ainda está em fase experimental, não existindo nenhuma planta em nível comercial atualmente. Nesse sentido, as estimativas não parecem concretas o suficiente para garantir sua eficácia.

As tecnologias de captura e armazenamento de carbono podem se tornar potente justificativa para construção de novas usinas a carvão – argumenta a organização mundial Greenpeace (2008). Como incentivar o crescimento de uma fonte energética tão poluente, apoiado em tecnologias que ainda não estão disponíveis em escala comercial? Quais as incertezas relacionadas?

Segundo WBCSD (2006), de forma otimista, a implementação destas tecnologias em escala comercial não ocorrerá antes de 2030, enquanto o IPCC afirma que isso só acontecerá na segunda metade deste século. Diante de tal cenário, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que as tecnologias de captura e armazenamento de carbono chegarão tarde para a batalha contra as mudanças climáticas. Considerando que tais tecnologias emergem justamente da promessa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as conseqüências são contrárias a promessa de redução de emissões de GEE que justificam tais tecnologias.

Enquanto o Relatório Iluminando o Caminho do InterAcademy Concil (IAC, 2007) afirma que é necessário investir em tecnologias mais “limpas” e eficientes para dar continuidade ao uso de carvão fóssil na matriz energética, Hansen opina sobre o assunto dizendo que “usinas de carvão são fábricas da morte”. Ele defende que são necessárias mudanças drásticas no comportamento da humanidade, caso esta não queira “cozinhar” a si própria com o aquecimento global.

É importante considerar também os impactos ambientais advindos de novas tecnologias. De acordo com relatório do Greenpeace (2008), a captura e o seqüestro de carbono implicam crescimento significativo da demanda energética – cerca de 10 a 40% da capacidade da planta, bem como um aumento de 90% no uso da água. Em um cenário de escassez de recursos naturais, parece um tanto insensato incentivar novas tecnologias que não levem em consideração essa questão. Faz-se necessário pensar no desenvolvimento da humanidade em harmonia com o meio, preservando seus recursos ao contrário do que a história nos mostra.

E como garantir a segurança no armazenamento de dióxido de carbono? Parece que o desafio é muito maior do que se desenha, visto que há riscos de vazamento do gás, o que poluiria a atmosfera e os recursos hídricos ao redor do campo. De acordo com Greenpeace (2008), um vazamento contínuo poderia até mesmo negar as reduções nas emissões de gases de efeito estufa.

CONCLUSÃO

Com base nas informações apresentadas, surgem as seguintes questões: É possível reduzir ou abandonar o uso do carvão? É necessário que isso ocorra? As tecnologias para redução dos impactos do uso do carvão são suficientes? Quando serão de fato implantadas?

As tecnologias de captura e seqüestro de carbono surgem com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de carvão mineral. Apoiando-se nessas tecnologias são construídas novas usinas, o que parece no mínimo arriscado devido ao seu alto custo, ao aumento de demanda por recursos naturais, como água e energia e ao fato destas ainda estarem em fase de experimentação.

A sugestão feita no Relatório é da diversificação das fontes. Em todo caso, continuar a investir em uma fonte que está ligada tão fortemente à poluição e degradação ambiental, enquanto existem tantos outros recursos renováveis, menos poluentes e ainda não explorados, parece ser uma idéia retrógrada. Os gráficos aqui apresentados sempre relataram a tendência de baixo crescimento das energias renováveis quando comparadas as demais fontes.

Talvez seja necessário utilizar o aquecimento global como um “pontapé” para a revolução no mix de energias, procurando aumentar a quantidade de renováveis e reduzir cada vez mais o uso de combustíveis com tantos fatores negativos agregados. Talvez seja a hora de enxergar a economia como um todo, pensando nos custos agregados à poluição e ao uso desenfreado de recursos ambientais finitos; enxergar pela vertente da valoração sócio-ambiental, com custos em longo prazo e não somente “soluções imediatas” que geram uma infinidade de problemas que já fazem estragos na atualidade. Os custos sociais e ambientais devem ser internalizados. Os problemas devem se tornar oportunidades.


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