BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


NOVAS TRAJETÓRIAS ENERGÉTICAS

Sinclair Mallet Guy Guerra y Mariana Pedrosa Gonzalez



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FALÁCIAS DO RELATÓRIO

O futuro energético sustentável e a insustentabilidade do atual modelo de desenvolvimento

Para os autores, a tendência atual de consumo energético é insustentável. Sendo assim, é preciso que ocorram mudanças rápidas nas bases tecnológicas das matrizes energéticas para amenizar o problema. Estas mudanças devem propiciar uma melhora nas condições de vida da maioria da humanidade; e a diminuição das tensões causadas pela dependência dos combustíveis fósseis.

É fato que após 1973 com a crise do petróleo varias circunstâncias contribuíram para a apreensão problemas ambientais. A crise do petróleo trouxe a uma condição política desfavorável para os países consumidores e desenvolvidos, isto é, dependência a um grupo de países detentores deste combustível. O qual poderia ser chamado de força motriz do avanço industrial visto a dependência do uso de somente um componente energético, o de origem fóssil e a finitude do mesmo. Daí o propagandeio sobre alternativas para esta problemática. Mas passados anos o que temos é o uso continuo dos mesmos combustíveis de origem fóssil com alarde de uma tendência crescente no uso do carvão.

Sempre houve e se mantém certa previsibilidade da continuidade do uso do petróleo. Afinal não ocorreu ainda nenhuma revolução energética que tenha demonstrado uma nova fonte de energia com qualidades superiores e custos inferiores. E, além disto, ainda há muito petróleo a queimar. Como bem diz HENRI PRÉVOT (2007, p. 22).

“o perigo que ameaça a humanidade não é o de falta de energia fóssil; bem ao contrário, ele provém da sobreabundância da energia fóssil. A economia da energia fóssil assemelha-se à economia da droga: uma abundância que arruína a saúde e conduz à morte na falta da vontade de se privar deste produto perigoso.”

Entender a dinâmica deste sistema nos parece ser o cerne da questão para qualquer discussão sobre sustentabilidade ambiental e econômica dentro do capitalismo. Uma vez que a questão energética está articulada estreitamente com a questão do modelo de desenvolvimento. E pensar em sustentabilidade e não atrelar a formação político/ econômica da sociedade atual é limitar apenar a aparência e não a essência do sistema produtivo. È uma mudança de foco tendenciosa à reprodução deste sistema como bem afirma MÉSZÁROS (2002, p. 987).

“Há dez anos a ecologia podia ser tranquilamente ignorada ou desqualificada como totalmente irrelevante. Atualmente, ela é obrigada a ser grotescamente desfigurada e exagerada unilateralmente para que as pessoas – suficientemente impressionadas com o tom cataclísmico dos sermões ecológicos – possam ser, com sucesso, desviadas dos candentes problemas sociais e políticos”

Esta tentativa de conscientizar ecologicamente as massas e tornar este o problema central da sociedade, dada dentro do capitalismo e seu desenvolvimento, em decorrência da marginalização das questões sociais, derroca na aceleração dos avanços da tecnologia convivendo com a miséria da população.

A tese dos autores não passa de mera retórica, como pensar em sustentabilidade econômica se há um abismo entre o Norte e o Sul, ou em sustentabilidade social tratando a humanidade de forma homogênea. Em suma é uma idéia de planejamento ligado ao Estado que tem maiores compromissos com a classe hegemônica. Em um mundo no qual a exclusão social têm crescido anualmente, diretamente relacionada às próprias contradições do modo de produção capitalista, como falar em erradicação da pobreza sendo esta inerente a forma como foi constituída a sociedade. Afinal é mais complacente generalizar causas, pra que estas permaneçam escondidas, que levantar responsáveis, impedindo uma forma de oposição. Como bem afirma Marcuse sobre a atual organização social:

“[...] um funcionamento suave do todo [...] uma coordenação técnico-econômica não- terrorista que opera através da manipulação das necessidades por interesses adquiridos. Impede, assim, o surgimento de uma oposição eficaz ao todo” MARCUSE (1973: 24, 25).


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