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INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.3.6 – A questão da proteção ambiental

Como a China tem a meta estratégica de se tornar a maior potência econômica do planeta dentro de 50 anos, apta a ser um contraponto no atual quadro de correlação de forças, é mister que ela passe a cuidar melhor e com cuidado de sua imagem em todos os terrenos.

A questão da proteção ecológica é colocada na ordem do dia das discussões em todo o mundo.

Porém, a bem da verdade é interessante esclarecermos que apesar dos esforços envidados pelo governo chinês em utilizar sua total capacidade hidrelétrica (a 2ª do mundo), o país e sua estrutura energética tem no carvão e no petróleo suas principais fontes. Tais fontes são responsáveis ainda por cerca de 75% do provimento energético, acarretando em perdas econômicas substanciais na agricultura devido à contínua chuva ácida e ao ar que beira o insuportável em grandes cidades industriais litorâneas.

O esforço pela substituição do carvão e petróleo por energia limpa não se limita à utilização de potencial hidrelétrico. As descobertas de grandes reservas em gás natural no oeste do país (Xinjiang) levaram o Conselho de Estado a dar pé num projeto de construção de um gasoduto de 4.221 km, iniciado em 2001 e com término previsto para 2005, que liga a cidade de Lunnan (Xinjiang) a Xangai.

Atualmente somente 2% da energia gerada na China provêm do gás natural e a perspectiva é de que chegue a 8% em 2020. Já no caso da energia nuclear, o complicador financeiro e tecnológico que tais projetos implicam faz a China andar a passos mais lentos, porém significativos: atualmente 7 grupos de geradores estão em funcionamento e até 2006 mais 4 entrarão em operações no leste do país. Espera-se que até 2005 tal recurso ocupe 3% da energia gerada, mas, ainda estará muito abaixo da média mundial de 17%.

Há a tendência de a qualidade de vida nos grandes centros urbanos chineses melhorar com o passar do tempo, e de os impactos redundantes em forma de reestruturação produtiva alçarem a China a uma economia industrial de patamar mais elevado.

Voltando à parte que nos toca, o Projeto de Três Gargantas impulsionará a industrialização benéfica ao meio ambiente. Quando seus 26 geradores entrarem em funcionamento em 2009, sua produção elétrica substituirá 50 milhões de toneladas por ano de carvão cru, reduzindo a emissão de gases – e, assim, haverá uma queda nos índices de chuva ácida no país. Já verificamos que os governos locais têm colocado a questão ecológica em primeiro plano. Seguem alguns exemplos:

Segundo o engenheiro e técnico da obra de Três Gargantas, Dong Wang, em entrevista a nós concedida, até 2011 a municipalidade de Chongqing investirá cerca de US$ 2,4 bilhões na transformação de 400 mil hectares de ladeiras montanhosas e 667 mil hectares de terrenos de risco em bosques. Além de mais de 10 mil km2 de áreas afetadas pela erosão do solo, que serão convertidas em reservas naturais.

Ainda nessa entrevista, Wang disse que entre 1994 e 2003 cerca de mil empresas estatais, responsáveis por boa parte da contaminação do ar na área de construção, foram fechadas e, segundo o plano de construção, entre 2001 e 2011 se completarão 200 projetos de tratamento de lixo residual. Terminados tais projetos, a proporção de água tratada no entorno da obra (um raio de 1000 km) chegará a 85% – dado que supera amplamente o índice de águas residuais tratadas nas áreas costeiras da China.

Contudo, Dong reconheceu que os prejuízos ao meio ambiente demorarão pelo menos 50 anos para serem assimilados pela natureza e encerrou essa primeira parte da conversa com as observações abaixo 104:

“Nenhum país do mundo investe mais na proteção ambiental que a China (...).

Nosso primeiro-ministro, o camarada Wen Jiabbao, é geólogo de formação com mestrado em ecologia.

Estamos nos esforçando para diminuir a emissão de gás carbônico com a queima de carvão e petróleo, devolvemos terras de cultivo á florestas etc.

Sabemos dos problemas ocasionados por Três Gargantas (...) Sabemos que os danos ao ecossistema só serão resolvidos em 50 anos. Enfim os ocidentais não precisam nos mostrar nossos problemas, nós já os conhecemos (...) A China foi o primeiro país do mundo a assinar o Protocolo de Kioto, e por um acaso qual foi o único país do mundo que não assinou? Os EUA, claro, os “donos do mundo”. Olha, camarada, somos um país pobre, mas podemos muito bem comprar um espelho para que os americanos olhem primeiro para si depois para os outros (...) O maior poluidor do mundo é os EUA e também o maior violador dos direitos humanos (...) Necessitamos de mais quatro Três Gargantas para solucionar o problema energético da China, mas a questão ecológica não permite. Você sabe que Três Gargantas respondem somente por 12% das necessidades do país e que somente 20% de nossa capacidade hidráulica estão ocupados.

Muito ainda há de ser feito”.

Já a diminuição da ação humana no meio ambiente tenderá à redução com o reassentamento de mais de 1,2 milhão de pessoas (mais de 30 países do mundo, juntos, não possuem mais de 1 milhão de habitantes).


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