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INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.6.2 – A problemática da utilização do carvão na China

A opção pelo gás natural na China obedece a demandas diversas, entre elas: a crescente importação de petróleo; as altas despesas da implantação de usinas nucleares; o custo social e ecológico da implantação de grandes projetos hidrelétricos como Três Gargantas; e também os índices de emissão de poluentes pela larga utilização do carvão mineral no país.

A utilização do carvão mineral na China tem razões históricas e políticas de preço controladas e geridas pelo governo chinês, fazendo o preço da tonelada do minério manter-se extremamente baixo em comparação com outras fontes. O preço da ton de carvão do norte do país é de US$ 10 que, com os acréscimos estimados para o transporte ao sul, chega a US$ 35.

Facilmente percebermos que o carvão é o responsável pelos problemas ecológicos verificados na China: estudo feito pelo Banco Mundial estima cerca de 400 mil mortes por ano devido à má qualidade do ar e US$ 54 bilhões anuais de prejuízos na agricultura e desgaste das infra-estruturas 129.

Atualmente, somente 2,1% do consumo energético da China provêm do gás natural e, nos últimos anos, segundo várias pesquisas, as reservas potenciais no oeste chinês poderão chegar a 38 trilhões de m3, dando perspectivas, assim, de um aumento que permita em 2020 que 10% da energia chinesa possam ser providos por gás natural – o que, sob um ponto de vista ecológico, aliviaria bastante as chuvas ácidas que prejudicam terras para o plantio e deixam a vida insuportável nas cidades.

A cada 10 bilhões de m3 de gás natural utilizado, aumenta-se em 1% o índice de uso do gás no conjunto energético da China; por outro lado, são reduzidas em 200 mil ton as emissões anuais de bióxido de enxofre, óxido nitroso e gás carbônico. E mais: as emissões de dióxido de carbono a partir do gás natural são 50% menores em comparação com o carvão e a poluição produzida corresponde a 1/4 em relação ao petróleo e 1/800 ao carvão. Das 10 cidades mais poluídas do mundo, 7 estão localizadas na China 130.

Os elementos para a opção por energias limpas são dados a partir do conhecimento dos prejuízos causados pelo carvão (como demonstramos acima), mas ao estudar o gás natural e sua utilização na China, devemos atentar para as múltiplas determinações que incorrem a partir da utilização da mesma. Ou seja, a utilização de gás natural como fonte primária de energia na China é apenas parte de um todo que envolve, além da questão ecológica, uma ampla reestruturação produtiva em unidades industriais inteiras, mudança na cultura energética, queda na utilização de carvão e mobilização de recursos para a transferência desse fóssil de reservas localizadas no oeste do país para os mercados consumidores litorâneos.

A oportunidade de investimentos deve seguir o ritmo de descobrimento de novas bacias gasíferas que incide em outras questões levantadas no parágrafo acima. No caso chinês, a descoberta de novas bacias está viabilizando a opção pelo gás natural.


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