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INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.3.7 – Três Gargantas como parte de um todo

Antes de qualquer coisa é interessante situarmos o problema da geração de energia como um desafio que está sendo enfrentado pelo governo chinês.

A principal contradição no seio da nação chinesa é sem duvida suas atrasadas forças produtivas e meios de produção e as crescentes necessidades materiais do país. Logo, a tarefa primordial do socialismo – não somente na China, mas também nas demais formações sociais periféricas – é o desenvolvimento das forças produtivas. Ilustrando tal contradição, o atual desenvolvimento econômico e sustentado chinês passa pelo pressuposto de dispor cerca de 1000 kw per capita; porém, a China conta atualmente somente com 300 kw per capita. Ou seja, ela vive sob constante ameaça de colapso energético.

Quando temos em mente tal questão, a facilidade de compreensão acerca dos inúmeros projetos em infra-estruturas em energia e transportes na China fica maior, não somente pelo impacto econômico, mas também pelos impactos sociais, ambientais e geopolíticos. Assim sendo o trabalho de situar tal empreendimento passa por analisar contradições além do costume. Ou seja, Três Gargantas funciona como mola propulsora que injetará nova vitalidade a nação chinesa.

Esse projeto se insere no âmbito geral na deliberada política chinesa de transformar vantagens naturais do oeste pobre do país em vantagens econômicas. Trocando em miúdos: a política de Reforma e Abertura iniciada em 1978 é basicamente marcada pelo esforço de maximização do crescimento econômico, a partir da descentralização espacial como forma de dinamizar as iniciativas locais e pôr cabo à ampla mobilização de recursos naturais e humanos. Dessa forma constatamos que o atraso do oeste do país se transformou em dinamismo; afinal, as províncias com as maiores taxas de crescimento econômico se localizam no oeste (Xinjiang e Tibet), as divergências de renda entre o litoral rico e o interior pobre tendem a lenta diminuição nos próximos 50 anos.

Enfim, qual o papel a ser cumprido por Três Gargantas no conjunto econômico chinês?

Em primeiro lugar, é importante considerarmos que a energia gerada por ela iluminará as províncias, regiões autônomas e municipalidades embicadas num raio de 1000 km. Já a partir de agosto a cidade de Xangai – com um déficit energético de cerca de 1 milhão de kw – será a grande beneficiada. Muitos chineses mais eufóricos chegam a dizer que Três Gargantas iluminará metade da China, tamanha é a área geográfica beneficiada pelo projeto, como mostra o mapa abaixo.

Outro aspecto interessante para pincelarmos é a questão do controle das inundações.

Para Wang Dong (entrevista já citada), o mecanismo de controle de enchentes terá à sua disposição, am anos normais, cerca de US$ 300 milhões – o que impedirá ocorrer perdas da ordem de US$ 2 bilhões anuais. A situação tende a melhorar ainda mais com a construção de uma represa no turbulento rio Jinshajiang, um dos tributários principais do curso superior do Yang-tsé, além da conclusão de múltiplos projetos de reflorestamento e tratamento florestal do solo.

Voltemos à questão do desenvolvimento do oeste. O nível de transporte de mercadorias ao longo do rio Yang-tsé era demasiadamente baixo e perigoso devido à existência de grandes rochas ao seu redor. Somente navios de 1.500 toneladas conseguiam passar por sua alta seção. Com a altura da represa chegando a 135 m, a profundidade da água de Três Gargantas aumentará em até 60 metros, melhorando o fluxo e diminuindo a velocidade da água em até 70%, favorecendo em demasia a navegação, baixando os custos de transportes em até 35%, com aumento de segurança. Após o término da obra em 2009 os navios com capacidade de 100 mil toneladas terão acesso a esse “canal de ouro” com extensão leste-oeste de 660 km.

Já nos períodos de estiagem, o imenso caudal de Três Gargantas servirá como regulador do rio, desde Yichang. Os atuais 3000 m3 aumentarão (por abertura de comportas) para 5200 m3, resolvendo, assim, as dificuldades de navegação em temporadas de estiagem.

Há uma tendência de aumento de fluxo navegatório com a canalização integral do Yang-tsé dos atuais 10 milhões de toneladas anuais para mais de 50 milhões em 2009. Tal “canal de ouro” cumprirá papel-chave na transformação da geografia econômica da China e terá capacidade de facilitar a transformação das vantagens em recursos de sua região ocidental do oeste em superioridade econômica. Além de reestruturação produtiva e do benefício direto alcançado por várias províncias, regiões autônomas e municipalidades, o projeto de Três Gargantas trará impulso econômico às atividades relacionadas ao turismo e à indústria pesqueira em torno da represa.

É valido para o momento citarmos um exemplo concreto e específico muito elucidativo do impulso regional que se traduz em vantagens comparativas: a cidade de Yichang, província de Hebei. A construção da obra das Três Gargantas acelerou o desenvolvimento de Yichang, promovendo o aumento das receitas fiscais, impulsionando o reajuste e a otimização da estrutura econômica e conduzindo a construção das instalações de infra-estruturas em sua área de abrangência. Entre 1994 e 2001, essa obra proporcionou a Yichang a arrecadação de US$ 175 milhões em impostos, absorveu cerca de US$ 300 milhões em investimentos estrangeiros diretos e atraiu uma quantidade razoável de empresas para a cidade 105.

Sobre os benefícios econômicos e financeiros ocasionados com o funcionamento da usina, as vantagens são explicitadas devido a cerca de US$ 8 bilhões anuais serem acrescidos aos cofres para cada 4 unidades geradoras posta em funcionamento.

Para Dong, foi fixado pelo governo central que até 2009 todo montante investido tenha retorno financeiro, tornando a obra em si só auto-financiada. Contudo – e continuando a política de transferência de energia do oeste ao leste (abordaremos sobre ela abaixo) –, já a partir de 2005, em grande parte dos benefícios econômicos colhidos com o projeto Três Gargantas, terá início a construção de outros 4 projetos hidrelétricos, a saber: Wudongde, Baihetan, Xiluodu e Xiangjiaba, com capacidade de geração energética de 38,5 bilhões de kw – o dobro de Três Gargantas. Todos esses projetos prontos credenciarão ao curso superior do rio Yang-tsé o título de “maior fonte energética do mundo” com linhas transmissoras de maior densidade.


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