BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.3.8 – Transmissão oeste-leste: capacidade ociosa e integração nacional

Acerca do projeto de transmissão de energia do oeste ao leste, podemos defini-lo como um meio de solucionar a carência energética do leste do país, além de otimizar sobremaneira a capacidade produtora de energia do oeste.

Sabemos que 83% das reservas em energia hidrelétrica da China encontram-se nas províncias de Sichuan, Yunnan, Hubei, Qinghai, no Tibet e em Guizhou; sabemos, também, que em 2000 a taxa de utilização de todos os recursos hidrelétricos disponíveis foi de 20%, e que, do total utilizado, somente 8% corresponderam ao oeste 106. E, para fins de descrição e exemplo, a província de Sichuan tem o 4o maior potencial hidrelétrico da China. A obra de transmissão elétrica, iniciada em Sichuan, proverá Xangai e Zhejiang em 759 milhões de kw/h, e Chongqing em 4,9 bilhões de kw/h. Sua capacidade atualmente explorada é de 11,53 milhões de kw. Para 2020, prevê-se um salto para 50 milhões de kw.

Tais dados sugerem uma imensa capacidade ociosa, pronta para ser utilizada internamente e até exportada para outros países do sudeste asiático 107.

Podemos enumerar quatro benefícios diretos proporcionados pelo projeto de transferência de energia:

1-Obtenção de resultados econômicos imediatos: A vantagem dos recursos do oeste será transformada em vantagem econômica através do comportamento das empresas estatais e mistas, concorrentes entre si.

2-Aumento da receita tributária local: Servirá como auxílio ao crescimento econômico local e, no âmbito macro, resultará em diminuição das diferenças entre leste e oeste e na relação dialética entre interdependência e amenização da divisão social do trabalho e suas implicações.

3-Reestruturação energética: Contribuirá para a concretização da combinação otimizada dos recursos energéticos nacionais e reajustamento de sua estrutura.

4-Promover a proteção do meio ambiente: Reduzirá a emissão de gases tóxicos emitidos pela queima do carvão e as perdas ocasionadas pelas constantes enchentes nos cursos inferiores dos rios.

O início do projeto deu-se em 2001, com o começo da construção da Usina Hidrelétrica do Rio Wu na província de Guizhou. Em julho de 2001, foi iniciada a Usina de Longtan (nós a descreveremos mais à frente). E em agosto de 2001, a Usina Hidrelétrica da Garganta de Gongbo, no curso superior do rio Amarelo. Esta terá seu primeiro grupo de geradores em funcionamento em 2004 e, após o final da obra, a Mongólia Interior e a província de Shaanxi proporcionarão a Pequim anualmente 1.200 mw e, até 2005, 10 mil mw serão transmitidos para a província de Guangdong. Em janeiro de 2002, outro projeto principal foi iniciado: a Usina Hidrelétrica de Yunan 108.

Esses projetos habilitarão o país a ter três grandes redes de transmissão de energia do oeste para o norte e do centro ao leste. Uma vez terminada a obra, as duas extremidades do circuito de corrente contínua da passagem do centro serão interligadas a muitas províncias e regiões autônomas do leste ao oeste chinês. Abaixo segue mais detalhadamente a ordem das correntes contínuas e suas direções:

1-Corrente contínua do norte: Transmitirá energia para Pequim, Tanquim e Tanshan através das centrais termelétricas do oeste da Mongólia Interior, das províncias de Shaanxi e usinas hidrelétricas do curso superior do rio Amarelo.

2-Corrente contínua do sul: Transmitirá energia das usinas hidrelétricas do sudoeste para a rica e próspera província de Guangdong;

3-Corrente contínua do centro: A construção da Usina Hidrelétrica de Três Gargantas e de outras em diversos locais do rio Yang-tsé conduzirá dezenas de milhões de kw de energia ao centro, ao leste e às províncias de Fujian e Guangdong.

Com relação aos problemas de abastecimento de energia elétrica no oeste do país, principalmente entre os agropecuários que vivem em zonas desfavoráveis, como nas áreas montanhosas do Tibet, é importante expormos que somente no ano de 2002 o governo central investiu cerca de US$ 325 milhões na construção de 600 centrais elétricas solares e eólicas e de outras 100 pequenas usinas hidrelétricas, solucionando o problema de cerca de 700 localidades, entre distritos, aldeias e povoados. Segundo o previsto, até o fim de 2003, não haverá nenhum distrito, aldeia ou povoado sem abastecimento de energia elétrica 109.


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