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INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.3.9 – Exemplos de vantagens comparativas, pauta de comércio e exportação de energia

É necessário ainda enfatizarmos três pontos: o primeiro, sobre as vantagens comparativas que trazem à China os investimentos em usinas hidrelétricas; o segundo, sobre a participação dos produtos mecânicos, elétricos e hidráulicos no comércio exterior da China; e, por último, o estreitamento das relações internacionais, via obras conjuntas e exportação de energia.

Para tratarmos do primeiro ponto, tomemos como exemplo a Usina Hidrelétrica de Longtan, obra prioritária do 10o Plano Qüinqüenal, que custará aos cofres públicos US$ 8 bilhões e será entregue em 2005.

A energia hidrelétrica é 50% mais barata que a produzida por carvão e petróleo e tem a vantagem de ser um meio limpo de produção. Guangdong tem 75% de sua energia provinda do carvão ocasionando prejuízos de milhões de dólares, em razão da chuva ácida. A Usina Hidrelétrica de Longtan gerará energia limpa e barata para Guangdong que, por sua vez, terá, num prazo de 10 anos (em conseqüência da reestruturação energética chinesa), reduzido pela metade seu orçamento para obtenção de energia. Já a Região Autônoma de Guangxi, do pobre oeste chinês, onde está sendo construída a usina, após 2005, obterá lucros calculados de US$ 2 bilhões pela venda da energia elétrica gerada em Longtan. Seu PIB saltará dos atuais US$ 120 milhões para US$ 400 milhões.

A transferência de energia do oeste para o leste, como dissemos anteriormente, assim, por um lado, se caracteriza como fator de aumento das receitas das pobres regiões orientais do país e, por outro, como alívio das constantes pressões energéticas, financeiras e ecológicas sofridas pelo rico litoral chinês.

Quanto ao segundo ponto, falaremos sobre a importância do setor hidrelétrico na atual pauta de importação e exportação da China e da conseqüente transferência de tecnologia, que tem possibilitado ao país se projetar como construtor de usinas desse tipo fora de suas fronteiras.

Como já mencionamos, a China passou à casa dos US$ 620 bilhões em volume de comércio exterior em 2002. Desse total, 46,9% foram auferidos por importação e exportação de produtos mecânicos, hidráulicos e elétricos, com superávit comercial de US$ 8,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2002 110.

No caso da China, está claro que, após 20 anos de desenvolvimento dos setores relacionados a hidroenergia, a transferência tecnológica foi suficiente para aquecê-la e colocála entre as nações capazes de construir usinas hidrelétricas de pequeno, médio e grande porte, como a que será construída na Etiópia, com pessoal, tecnologia e empresas estatais chinesas, colocando na ordem do dia a estratégia de a China sair de suas fronteiras e fincar e desenvolver projetos infra-estruturais em países da periferia. Etiópia, Moçambique, Venezuela, Cuba, Vietnã, Camboja, entre outros, já recebem tecnologia chinesa de algum tipo.

Já com relação à exportação de energia elétrica, verificamos que os rios Lancang e Mekong são chamados pelos chineses de “Danúbio oriental”, por serem utilizados para navegação entre a China e Tailândia, Laos, Mianmar e Vietnã. Por outro lado, a província de Yunnan, rica em recursos hidroenergéticos, com uma capacidade potencial de 90 milhões de kw, ou 23% do total chinês, procurou parcerias com a Tailândia no sentido de viabilizar a construção de estações hidroenergéticas conjuntas.

Assim, as duas partes já estabeleceram uma empresa conjunta para começar a construção da Usina Hidrelétrica de Jinghong, situada na periferia de cidade homônima, na Prefeitura Autônoma da etnia Xishuangbanna, ao sul de Yunnan, a 300 km da fronteira com a Tailândia. Ela terá capacidade instalada de 1,5 milhões de kw, e 70% dos investimentos providos pela Tailândia. Ficará pronta em 2013 com um custo previsto de US$ 1,2 bilhão 112.

Outra usina será construída em Yunnan em parceria com a Tailândia, cuja capacidade será de 5,5 milhões de kw, em Nuozhadu, que repassará energia elétrica à Tailândia a partir de 2014.


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