BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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CONCLUSÃO: ENERGIA HIDRELÉTRICA, NUCLEAR, PETRÓLEO E GÁS NATURAL

- Percebemos a corrida chinesa rumo à utilização total de sua capacidade hidrelétrica sob alguns ângulos: reestruturação, ou seja, diminuição da dependência de fontes contaminantes, como carvão e petróleo; ampliação, de forma a reduzir de forma brutal seu déficit enérgico e manter tal força produtiva como suporte do desenvolvimento; controle de enchentes, nos últimos 4000 anos o curso superior do rio Yang-tsé foi responsável por grandes tragédias naturais ocasionadas por enchentes e diminuição das diferenças leste-oeste, com a otimização da utilização de capacidade energética dos rios do centro-oeste chinês e conseqüente transformação das vantagens em recursos em vantagens econômicas.

- A experiência da usina hidrelétrica de Ertan serviu como base de experimentação ao desafio da construção de Três Gargantas, a maior do gênero no mundo e que desde seu início leva em conta um alto nível de abertura ao exterior, a utilização de métodos licitatórios em todos as etapas e, por outro lado, serve como receptora de tecnologia avançada, que tem permitido à China agregar valor em sua pauta de exportações (ver dado acerca da posição dos produtos elétricos e mecânicos em sua pauta de exportação).

- As usinas de Ertan e Três Gargantas são parte integrante de uma grandiosa estratégia para utilização total da grande capacidade hidrelétrica verificada nos cursos superiores do Yang-tsé. Como já dissemos no início deste ponto, trata-se de investimentos com caráter multifacético e que terão vertiginosa continuidade durante e após o 10º Plano Qüinqüenal.

- Já a adoção de uma política de transmissão energética oeste-leste é a versão pós-crise asiática que obedece a todos os aspectos desenvolvimentistas já salientados.

- Pincelando a questão do financiamento, fazemos a mesma observação sobre as rodovias: a necessidade levou o governo chinês a um ritmo de abertura diferenciado. Além do que, aproveitando o potencial mercado existente, levou a cabo a participação do mercado de capitais tornando de uma certa forma tais empreendimentos autofinanciáveis (por exemplo, Três Gargantas).

- Com relação à energia nuclear concluímos que o desafio da fissão nuclear historicamente tem caráter geopolítico.

- Apesar de a China fazer parte do grupo de países capazes de fabricar bombas atômicas, a partir da década de 1980 o empreendimento nuclear mudou o seu foco e passou a ter caráter energético alternativo à queima de carvão e petróleo e aos impactos ecológicos previstos ou verificados na construção de grandes usinas hidrelétricas.

- Observamos, ainda, haver uma grande distância entre a porcentagem de energia nuclear gerada na China e em outros países, como Rússia, Coréia do Sul e França, demonstrando que apesar dos avanços obtidos (capacidade de construir centrais de pequeno e médio porte) na década há um largo caminho a percorrer.

- Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento da energia nuclear na China destacamos o alto custo do empreendimento demandando em conseqüência a construção de centrais próximas a mercados consumidores.

- A tarefa central a ser encarada pelo governo chinês passa necessariamente pela diminuição dos custos, tanto da construção em si, quanto da operação.

- Sobre o petróleo temos de entender dois momentos (superávit e déficits x importação e importação) vividos pela indústria petrolífera chinesa – essencial para a compreensão das diversas mudanças verificadas após a implementação da política de Reforma e Abertura e, sobretudo durante a década de 1990; - O crescimento econômico verificado nos últimos vinte anos aguçou as contradições na cadeia produtiva de produtos, como petróleo e aço – dos quais a China conta com grandiosas produções anuais ao mesmo tempo em que é grande importadora.

- A desregulamentação observada na última década do século passado possibilitou ao país novas descobertas: maximização da produção e domínio tecnológico até então inimagináveis; porém, a tendência de aumento das importações do produto é alarmante.

- Com a tendência já ilustrada, somada a fatores agravantes por conta da crise asiática levou o governo a estabelecer regras semelhantes às observadas na indústria ferroviária, ou seja, a disposição de contratos de responsabilidade, devida separação da gestão e propriedades, que acarreta num amplo domínio de tecnocratas altamente competentes e por último numa política deliberada de incentivos a fusões e aquisições que transformassem em médio prazo grandes estatais petrolíferas em “estatais globais”, competitivas no exterior.

- A presença de estatais petrolíferas competitivas no exterior obedece a uma estratégia 147

e uma tática do Poder Popular: a primeira se resume ao fato de o país estar entrando até 2010 em condições de competir em setores estratégicos globais que, politicamente, acarretarão em algumas décadas na alteração do quadro da correlação de forças atualmente instalada no mundo. Já a segunda, para isso passa pelo estreitamento de laços com países periféricos produtores de petróleo. Tal estreitamento tem via de mão dupla, pois a China se beneficia da extração e produção no exterior, enquanto seus parceiros obtiverem vantagens comparativas em outros setores (ferroviário, rodoviário, médico etc).

- Já à política de desenvolvimento do oeste do país e ao papel que o petróleo tem potencial para cumprir, é mister assinalar as políticas preferenciais praticadas pelo governo no sentido de atrair investidores e tornar atraentes todos os níveis da cadeia produtiva petrolífera.

As políticas fiscais adotadas e examinadas no decorrer do capítulo dão conta de uma vontade política no sentido de transformar vantagens materiais do oeste em vantagens econômicas.

- A China sofre pressões internas pela alta dependência de fontes de energia contaminantes, como carvão e petróleo – pressões essas concretas a partir de prejuízos verificados na agricultura sob efeito de chuva ácida e a poluição e “ilhas de calor” nas grandes cidades industriais.

- As recentes pesquisas acerca da viabilidade do gás natural como energia limpa e barata e com sua distribuição quase que restrita ao oeste do país recaem “como uma luva” na estratégia chinesa em desenvolver o oeste do país ao mesmo tempo em que diminuem os efeitos da emissão de poluentes e promovem uma reestruturação produtiva de larga escala.

- Além disso, a China segue a tendência mundial de aumento de consumo deste energético.

- A implementação do projeto de gasoduto oeste-leste pode ser considerada como a simbiose de todos esses fatores, além de colocar a abertura ao exterior em outro patamar jamais observado anteriormente.

- Como análise, é interessante colocarmos em tela as vantagens tanto para o produtor do gás e suas cidades, quanto aos receptores, além do impacto da obra sobre a vida dos moradores do entorno da mesma.


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