ESTUDO DO ÍNDICE DE EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: CASO TOCANTINS

ESTUDO DO ÍNDICE DE EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: CASO TOCANTINS

Yolanda Vieira de Abreu

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5.1.1 Índice de Exclusão Social , segundo Pochmann e Amorim, para o Estado do Tocantins

Para o estado do Tocantins em particular, a partir dos dados do Atlas da Exclusão Social no Brasil, pode-se notar que somente a capital Palmas, dentre os 139 municípios tocantinenses, apresenta índice de exclusão social 0,608 (observando que 0,6 é o limite mínimo para inclusão social). Dos 138 municípios restantes, 02 deles apresentam índices acima de 0,5: Gurupi e Miracema do Tocantins com índices de 0,511 e 0,503, respectivamente. Dos 136 municípios restantes, 35 apresentam índices entre 0,4 e 0,5. No entanto, os 101 municípios que restam exibem elevado grau de exclusão social, ou seja, 72,65% dos municípios do estado.

A tabela 14 busca retratar as desigualdades existentes dentro do Estado do Tocantins mostrando os cinco municípios mais incluídos socialmente e os cinco menos incluídos e seus respectivos índices de exclusão social.

Conforme pode ser observado na tabela 14, os cinco municípios com menor índice de exclusão social no Estado são: Palmas, Gurupi, Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, respectivamente. Ao passo que os que apresentam maior exclusão social são: Esperantina, Praia Norte, Carrasco Bonito, Riachinho e Campos Lindos.

Observa-se que o índice que apresenta maior deficiência para todo o Estado é o índice de desigualdade, demonstrando a desigualdade de renda entre os chefes de família, ao passo que o índice de violência apresenta melhores resultados. Conforme demonstra Pochmann e Amorim (2007), isso é explicável, entre outros fatores, pela baixa densidade populacional de várias regiões brasileiras. Os índices de todos os municípios do Estado do Tocantins encontram-se em anexo, (anexo B, tabela 14.1).

Observando-se o índice de exclusão social para a cidade de Palmas, publicado no Atlas da Exclusão Social no Brasil (2007), pode-se verificar, através de seus indicadores, que uma de suas maiores carências é a desigualdade de renda entre chefes de famílias, sendo o índice de desigualdade igual a 0,235; a segunda maior carência é no quesito emprego formal com índice de 0,487; seguido então do índice que mensura a participação de jovens até 19 anos na população total que apresenta o índice de 0,561; em seguida o índice de pobreza 0,686; posteriormente o índice de escolaridade que é 0,749; logo após o índice de alfabetização 0,877 e finalmente o índice de violência 0,924. Ambos, juntos formam o Índice de Exclusão Social que apresenta o seguinte número 0,608.

Conforme afirma Pochmann e Amorim (2007), o estudo ainda não é exato, e a exacerbada desigualdade dentro dos próprios municípios acaba obscurecendo a exclusão nas capitais. Na capital paulista, por exemplo, cidade que está em 30º no ranking daquelas com menor grau de apartação, há bairros com mais exclusão do que em determinadas cidades que ficaram em situação pior do que a de São Paulo no IES. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, que está em 17º entre as cidades com melhor IES, assim como em outros centros metropolitanos do país.