ESTUDO DO ÍNDICE DE EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: CASO TOCANTINS

ESTUDO DO ÍNDICE DE EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: CASO TOCANTINS

Yolanda Vieira de Abreu

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2.3.2 Revolução Francesa

A Revolução Francesa resultou das imensas injustiças sociais que marcavam a França, a nação mais populosa da Europa ocidental daquela época. Tão populosa quanto atrasada, a França era governada por uma monarquia absolutista que alimentava uma forte concentração de renda e terras nas mãos do clero e da aristocracia, os chamados notáveis. Esses formavam, respectivamente, o primeiro e o segundo Estado, numa sociedade de caráter estamental, que ainda guardava vestígios da velha ordem feudal. Contrastando-se com a riqueza dos notáveis, a massa de camponeses ainda estava submetida a obrigações servis, enquanto que em Paris crescia o descontentamento da população mais pobre, o que assustava cada vez mais setores da nobreza e do clero, mas não os sensibilizava o suficiente .

Juntamente com os pobres urbanos e camponeses, a burguesia excluída do poder político compunha o terceiro estado, os chamados “comuns”, que representavam 95% da população e arcavam com o ônus dos impostos e das contribuições para o rei, clero e nobreza. Com as péssimas colheitas em 1788 e o rigoroso inverno no ano seguinte, a fome e as revoltas passaram a ser constantes na França, assim como o desabastecimento das cidades e a retração do comércio interno. O país vivia uma situação caótica e os privilégios da nobreza e do alto clero contribuíam para dilapidar mais ainda a já debilitada situação financeira do país, o que acabou culminado na revolução. (Cotrim, 2007).

2.3.3 Revolução Russa

Nas primeiras décadas do século XX, os governos da maioria dos países europeus adotavam regimes políticos liberais. O Império Russo, no entanto, ainda era governado por uma monarquia absolutista, sob o comando de um czar. A economia do país era predominantemente rural, 80% de sua economia estava concentrada no campo, com ênfase na produção de trigo. Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czar. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. (Cotrim, 2007).

Faltavam alimentos, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, o Governo jogou a Rússia numa guerra mundial. As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalharam-se pelo território russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. Os combatentes russos foram retirados da Primeira Guerra Mundial. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, sendo confiscadas dos nobres e da igreja ortodoxa, sem pagamento de indenizações. Os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores. Foram elaborados planejamentos para todos os setores econômicos e instalado o partido único, o Partido Comunista. (Cotrim, 2007).