O FUNDO CONSTITUCIONAL DO NORTE-FNO NO ESTADO DO ACRE: RECURSOS DO POVO, POLÍTICA DE ESTADO, BENEFÍCIOS DA ELITE

O FUNDO CONSTITUCIONAL DO NORTE-FNO NO ESTADO DO ACRE: RECURSOS DO POVO, POLÍTICA DE ESTADO, BENEFÍCIOS DA ELITE

Régis Alfeu Paiva

Volver al índice

 

 

4.3.3 EVOLUÇÃO DAS EMPRESAS NO ESTADO DO ACRE

O setor empresarial como um todo foi analisado a partir de dados colhidos junto ao Cadastro Central de Empresas (IBGE-Sidra), sendo utilizada a classificação de atividades do próprio instituto.

A quantidade de dados exigiu uma adaptação, com o uso de abreviações ao invés da nomenclatura80. Foram excluídos, em alguns momentos, os dados relativos ao setor Pesca e Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e Água, dado sua pouca expressão.

A) Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal; B) Pesca; C) Indústrias extrativas; D) Indústrias de transformação; E) Produção e distribuição de eletricidade, gás e água; F) Construção; G) Comércio; reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos; H) Alojamento e alimentação; I) Transporte, armazenagem e comunicações; J) Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados; K) Atividades imobiliárias, aluguéis

De maneira quase homogênea, as empresas apresentaram dados positivos no período estudado. Dos setores analisados, o destaque fica por conta o comércio, com 55,4% do número total de empresas, seguido de Outros Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais (12,0%), Indústrias de transformação (7,7%), Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (5,6%) e Alojamento e alimentação (3,8%). Os demais setores tiveram registros abaixo de 3%.

Entre os setores com o maior número de empresas, os setores de comércio e transformação (8,8 % e 14,5 %, respectivamente) apresentam perda de participação percentual ao longo do período estudado e o destaque positivo é para o setor de serviços, com crescimento acumulado de 78,6%.

As maiores perdas de percentuais de participação sobre o total geral é dos setores Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (provavelmente por conta da LRF) e do setor de Alojamento e do de Alimentação (23,4% e 18,1) e os maiores crescimentos foram Pesca (267,0%) e Serviços. Mesmo assim, é preciso ressaltar que em número de empresas aquele cresceu 46,7% e o de Alojamento e Alimentação cresceu 56,2%.

O setor de serviços (aqui considerado como o somatório dos setores E, H, I, J, K, M, N, O) tem um resultado interessante, com 30,1% do total de empresas. Poreém, este dado se diluí, pois entre estes estão a maior parte dos prestadores de serviços para o setor público. Mesmo assim, o crescimento acumulado deste conjunto de setores foi de 278,1%. É possível, neste caso, serem os efeitos do crescimento de setores como telefonia.

O setor que, em tese, realmente gera riqueza (A,B,C,D) fica com pífios 9% e uma redução da participação total de 1,4 p.p, embora com um crescimento de 255% em número de empresas no período (vide Tabela nº 36).

O setor Comércio; Reparação de Veículos Automotores, Objetos Pessoais e Domésticos tem de ser novamente analisado, pois neste caso é uma base de dados diferente e com resultados diferentes. Todavia, o dado (55,4%) é similar ao do emprego formal neste setor (43% do total). Os valores apenas confirmam a forte presença na economia do Estado. É preciso ressaltar ainda que a maioria dos produtos vendidos no Acre tem sua origem fora do Estado, reafirmando a .teoria do capital bumerangue.