PEQUEÑAS E MICROEMPRESAS
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

LAS MIPYMES EN LATINOAMÉRICA

Estudios e Investigaciones en la Organización Latinoamericana de Administración

 

Rafael Regalado Hernández

 

 

 

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2. PEQUEÑAS E MICROEMPRESAS

Os pequenos negócios, formais e informais, respondem por mais de dois terços das ocupações do setor privado. Essa força das MPEs para gerar empregos tem sua representatividade no País expressada nos seguintes termos: • 98,5% das empresas no País; • 95% das empresas do setor industrial; • 99,1% das empresas comerciais; • 99% das empresas do setor de serviços; • 60% da oferta de emprego; • 21% do Produto Interno Bruto (R$ 189 bilhões).

O critério de classificação do porte das empresas, utilizado neste artigo, foi o do Sebrae, que é baseado no número de funcionários, por se entender que o mesmo poderia melhor identificar as empresas, visto que, dependendo do tipo de atividade, o faturamento da empresa pode ser expressivo, mas a estrutura pode ser simples, o número de funcionário reduzido e o perfil ser típico da pequena empresa.

- Microempresa: na indústria, até 19 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, até 9 pessoas ocupadas; - Pequena empresa: na indústria, de 20 a 99 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, de 10 a 49 pessoas ocupadas; - Média empresa: na indústria, de 100 a 499 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, de 50 a 99 pessoas ocupadas; - Grande empresa: na indústria, acima de 500 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, acima de 100 pessoas ocupadas.

As empresas de pequeno porte apresentam características peculiares, como um único serviço ou produto para comercialização. Sua produção é limitada à capacidade de vendas e utiliza processos técnicos simples. O sucesso com um produto ou serviço determina o incremento da produção e o aumento da cobertura do mercado pelo oferecimento de uma linha especial de produtos, originando os serviços complementares, as preocupações com a qualidade e com as garantias dadas aos consumidores. O mercado da pequena empresa é fronteiriço e/ou limitado e as escolhas estratégicas estão na maioria das vezes conexas às necessidades do proprietário e não especificamente às exigências da empresa.

Enquanto multinacionais, conglomerados e empresas de grande porte reduzem sua participação no total de pessoas atuantes nos diferentes setores econômicos, os pequenos negócios tendem a aumentar seu espaço empresarial. Somente no Estado de São Paulo, entre 1995 e 2005, esse espaço cresceu de 64% para 67% do total das ocupações geradas no setor privado. Esses dados, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE/SP, 2005), são referentes a 99% das empresas formais de pequeno porte. Esses microempreendimentos abrigavam 67% das pessoas ocupadas e geravam 28% da receita bruta anual do setor privado.

Essa tendência de criação de novas ocupações pelas MPEs está associada, principalmente, às transformações que ocorrem nas grandes organizações as quais: a) investem na automação e renovação tecnológica dos processos produtivos, outrora de baixa automação industrial, abrindo oportunidades para o surgimento de novos negócios; b) incrementam a terceirização subcontratando, externamente, atividades tradicionalmente executadas na própria empresa; c) induzem o crescimento econômico dos setores de serviços e comércio, que se caracterizam pelo uso intensivo de mão-de-obra.

É nesse cenário de inovações tecnológicas e de novas maneiras de fazer negócios que mais empresas surgem, diariamente, na economia nacional.

Apesar dessas empresas possuírem uma estrutura mais simples e estarem em evidência devido à quantidade de mão-de-obra que absorvem, da participação no PIB nacional e da participação na massa salarial, pesquisa realizada em 2004 divulgada no site do Sebrae Nacional (www.sebrae.com.br) mostra que a cada ano, no Brasil, são constituídas cerca de 470 mil empresas, mas apenas 40% delas conseguem sobreviver no mercado por mais de 4 anos. Este alto índice de mortalidade, segundo a pesquisa, está fortemente relacionada a falhas gerenciais na condução dos negócios, seguida de causas econômicas conjunturais e tributação. As falhas gerenciais, por sua vez, podem ser relacionadas à falta de planejamento na abertura do negócio, levando o empresário a não avaliar de forma correta, previamente, dados importantes para o sucesso do empreendimento, como a existência de concorrência nas proximidades do ponto escolhido e a presença potencial de consumidores.

Ressalta-se que as pequenas empresas apresentam um ambiente diferente das grandes empresas em todos os sentidos, pois apresentam capacidade produtiva diferente, tamanho, nível de qualidade, capacitação dos funcionários, conhecimento do mercado, organização e nível de capital disponível, também diferenciados; centralização, pouca informação e utilização intensa da intuição, dentre outros fatores. Em ambas existem deficiências, contudo, podem e devem ser trabalhadas.

CÂNDIDO E ABREU (2001:3) afirmam: De um modo geral, as PME’s são caracterizadas pela sua baixa capacidade competitiva; por políticas de treinamento ineficientes e inadequadas, pela inexistência de um sistema de custos; pelo atraso e deficiência tecnológica; pela falta de orientação para o mercado; pela escassez de recursos econômicos; pela pouca participação nos mercados internacionais e pelos poucos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Identifica-se, ainda, no que se refere às pequenas empresas, dificuldades relacionadas à prática de marketing e vendas, desconhecimento e falta de orientação para o mercado, desconhecimento das normas básicas de marketing e falta de informações, de clientes, de mão-de-obra qualificada, de conhecimento, de planejamento, de organização, além de dificuldades para competir.

É possível verificar que existem condições para as pequenas empresas conquistarem vários mercados, hoje dominados por grandes empresas, porém surge a necessidade de foco, controle e, principalmente, conhecimento, a fim de proporcionar tomadas de decisão coerentes, assim como o dimensionamento correto das suas reais possibilidades de crescimento.

FILION (1999) destaca que, para obter sucesso empresarial, é necessário que ocorra o processo visionário: conhecimento e entendimento do mercado e combinação dos níveis de sistemas de relações internas e externas com o nível da visão. Percebe-se, então, a necessidade de mudança nas pequenas empresas pela sua importância crescente no PIB brasileiro e pela insuficiência de recursos financeiros, humanos e de conhecimento, que atinge a maioria delas, o que lhes dificulta uma ação eficaz no mercado.

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