O PROBLEMA DA NEUROSE
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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O PROBLEMA DA NEUROSE

Sempre existiu o problema da neurose. Todavia, na atualidade, ver-se o quanto as pessoas vivem este problema em um clima de desespero e neurastenia em todos os sentidos, no lar, nas ruas, no trabalho. Até mesmo de formas isoladas as pessoas sentem momentos de neurose, de perturbação, e de desconforto espiritual que não entendem tal fato. São os casos, cujas pessoas se irritam com facilidade, tratam maus as outras, e não procuram se controlar nestes momentos de fraqueza da menta que leva ao desespero qualquer um que tenha dentro de si, tal fixação mental que lhe deixa atordoado. Ao pensar nas dificuldades que as pessoas enfrentam no dia-a-dia, é que se buscou estudar as que os seres humanos estão envolvidos como o caso da neurose na atualidade, e é este, o objetivo principal deste trabalho que visa compreender a natureza humana quanto a este problema.

Em termos metodológicos, utilizou-se a observação de casos onde se constatam exemplos de neuroses, muito freqüentes em casos de pessoas que estiveram na guerra, onde participaram de algo que as conduzisse a uma fixação mental que, de vez em quando retornaria, agitando-se com resultados inconseqüentes. Para melhor ilustrar as questões das neuroses, buscou-se em pessoas entendidas sobre o assunto alguns conceitos que melhor caracterizassem uma situação de neurose, quais as suas causas do ponto de vista médico, e quais os efeitos que adviriam. Com estas buscas, pode-se compreender toda situação de uma neurose, assim como o seu conceito popular, porque, mesmo não sendo o correto, tem algum princípio de verdade, quanto ao que se compreende por um ser neurótico, que é popularmente chamado de louco.

Para o filólogo BUENO (1981)[1], quanto a um conceito de neurose, isto significa dizer uma doença nervosa sem lesão aparente, isto é, distúrbio funcional do sistema nervoso, caracterizada por conflitos intrapsíquicos capazes de inibir as condutas sociais; acompanha-se de consciência de estado mórbido e, ao contrário das psicoses, não dissocia o indivíduo da sociedade, embora a persistência e agravamento de seus sistemas possam evoluir para um quadro de psicose autêntica.

Por este conceito, pode-se dizer que a neurose é uma doença mental que pode aparecer até mesmo de uma pancada com lesão ou não, e isto dentro do ponto de vista de uma justificativa material, para dar uma justificativa científica positivista para aqueles que só acreditam naquilo que pegam e vêem.

A neurose é considerada como sendo um tipo de medo que algumas pessoas enfrentam, causado por bloqueios da memória e, de acordo com o nível instintivo de cada um, o paciente pode tornar-se agressivo, portanto, sem a consciência de seu ato que no momento está o executando. O neurótico de guerra, isto é, as pessoas que foram à guerra, e lá ouviram tantos tiros e explosões, tiveram tanta tensão que criaram dentro de si um medo que fomentou um tipo de agressão, devido a este distúrbio mental que tira o ser humano de sua normalidade psíquica. Sem dúvida, que a neurose não é unicamente uma doença mental que ocorre diante de problemas adquiridos mediante uma vida física, pode ter origens em algo que transcende simplesmente o cotidiano de um mundo de provas e expiações que pouco se entende.

Pelo ponto de vista da psicologia, pode-se dizer que as doenças mentais podem ser divididas em abulias e parabulias. Pois, no primeiro caso, verifica-se que esta diz respeito a paralização da faculdade do querer; e, no segundo, é impulsão forte e cega que leva à prática de atos desatinados. Quanto à abulia, verificam-se os casos de aprosexia que é a incapacidade de se manter em uma determinada atenção, e aproxia que é um distúrbio decorrente da perda da noção do verdadeiro uso que se deve designar aos objetos. No caso das parabulias têm-se as monomanias, subdivididas em cleptomania, dipsomania, piromania, monomania do suicídio, e fobia, subdividida em claustrofobia, agorafobia, ginefobia, virifobia, e zoofobia que são doenças da vontade do ser humano.

Como se pode ver, as neuroses passam pelas doenças da vontade, e até mesmo impulsão, provocada pelo instinto do ser humano. Todavia, isto se pode ver em RIBOT, em Pierre JANET e algumas outras citações bibliográficas, ou de revistas especializadas em doenças mentais que não necessariamente são loucuras. As neuroses, como se pode constatar, aparentemente não se enquadram dentro de nenhum tipo de doenças da vontade, tais como abulias e parabulias, sendo mais aproximadas as parabulias, porém, não tão próximas assim. Também fica claro que as neuroses possuem causas adquiridas e inatas como dizem os psicólogos, dadas as percepções científicas que elas apresentam; entretanto, pode-se implementar que dentro do ponto de vista dos inatos, pode-se encontrar alguma participação espiritual influenciando.

Não somente o mundo material deve explicar as doenças psíquicas existentes no planeta. A espiritualidade também possui a sua versão sobre tais problemas que afetam a humanidade intensivamente, pois, neste sentido colocou Fco Cândido XAVIER (Emmanuel) (1940)[2] em suas lúcidas palavras de "O Consolador". Diz então: o espiritismo esclarece que o homem é senhor de um patrimônio mais vasto, consolidada nas suas experiências de outras vidas, provando que o legítimo fundamento da vida mental não reside, de maneira absoluta, na contribuição dos sentidos corporais, mas também nas recomendações latentes do pretérito, das quais os fenômenos da inteligência prematura, na terra, são os testemunhos mais eloqüentes.

Isto denota que a neurose não tem fundamentação unicamente material, física, mas espiritual, ou que as experiências da terra não explicariam.

Ainda mais, com relação aos problemas da mente, Fco Cândido XAVIER (Emmanuel) (1940)[3] coloca que o desequilíbrio mental é sempre uma provação difícil e dolorosa. Essa realidade, contudo, podendo representar o resgate de uma dívida do pretérito escabroso e desconhecido pode, igualmente, constituir uma resultante da imprevidência de hoje, no presente que passa, fazendo necessária, acima de todas as exortações, aquela que recomenda a oração e a vigilância.

Esta é mais uma prova de que se tenha respeito com o mundo espiritual, diria melhor com o antepassado de cada um, especificamente quanto às múltiplas vidas que se tem atravessado ao longo da história, que armazenou tanta coisa boa e ruim, para que se pudessem compreender os instintos, as doenças, a inteligência e tudo que se chama mistério pelos que não conhecem a vida.

Não se pode dizer que as neuroses são somente débitos do passado atuando no presente, mas são efeitos das impurezas pretéritas, levando a que os irmãos que estão na inferioridade provoquem este estado de coisas que deixa o devedor em uma situação de fixação mental sem recobro de sua sanidade, de sua fortaleza física. Os desequilíbrios provocados pela tensão dos complexos bombardeios nas guerras, as torturas provocadas por regimes militares, as pressões por diversas outras causas, deixam os envolvidos doentes para toda a vida física. Entrementes, buscam-se os tratamentos médicos psiquiátricos, internam os pacientes em manicômios, entretanto, os resultados são parcos ou inexistentes, tendo em vista que não são os medicamentos alopáticos que indicam os caminhos para uma solução para aquele problema intransponível.

Em alguns casos, pode se ligar a neurose a um problema inato para os psicólogos, ou espirituais para os espíritas, considerando-se que inato significa dizer nasce com a pessoa, onde a psicologia atribui uma origem genética, ou recebida dos pais que transmitiram aos filhos. Quanto à visão espírita diz respeito a um débito que agora salientou oportunamente, cujo espírito tenta executar a sua vingança, pelas suas próprias mãos, ou induzindo a que um outro pratique tal ato de desagravo, ou uma mácula que se encontrava em seu perispírito. A partir de então, o paciente é apanhado pelo medo, pelo pavor, e pela impulsão do instinto na prática de atos incontroláveis, ficando, na maioria das vezes fora dos seus sentidos, e isto não acontece em todos os instantes, mas em um pequeno momento de atuação.

Em muitos casos, as neuroses não são percebidas, confundindo-se algumas vezes com a brutalidade, a estupidez, ou com o estado instintivo que o ser humano possui. Em algumas vezes pode ser a sua própria inferioridade espiritual, e, em outras, pode ser a interferência da energia de espíritos trevosos. Não se deve tomar como sendo tudo espiritual, todavia, tudo que acontece na vida humana, deve sempre ser estudado pelo prisma da espiritualidade, como também do próprio animismo de cada ser, ao considerar que o ser humano é também espírito encarnado. Todo cuidado é fundamental na compreensão da vida, porque ela é una, apenas estar-se, algumas vezes no mundo dos espíritos, outras no mundo dos corpóreos, e não se devem criar dogmas, nem fanatismo quanto a uma convivência com o mundo espiritual.

Com isto, espera-se que este ensaio tenha dado subsídio para um entendimento sobre a questão das neuroses, tanto do ponto de vista psicológico, como do ponto de vista espírita, ao considerar que as doenças não são unilateralmente de cunho material, é claro que o material é afetado. Sem sombra de dúvida, este assunto não está esgotado, dada a abrangência do tema, devido ao pouco material levantado e observado, bem como as ínfimas notícias que apareceram sobre o mundo espiritual, quanto a este assunto tão polêmico e controvertido para os materialistas. Finalmente, o trabalho continua em observação ao que se implementar para compreender melhor as causas das neuroses tão comuns nos tempos modernos e, especialmente, nas cidades grandes, tão conturbadas com a agitação das máquinas, e do ronco dos carros.


[1] BUENO, Fco. da Silveira. Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, FENAME, 1981, p. 772.

[2] XAVIER, Fco. Cândido (EMMANUEL). O Consolador. Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1940, p. 40.

[3] Idem, Ibdem, p. 40.

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