DELINQUÊNCIA DO SER
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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DELINQUÊNCIA DO SER

Quantas coisas erradas existem neste mundo! A prostituição. O roubo. Os crimes. O mau humor. O ódio. A raiva. Por que tudo isto acontece? Teorias e mais teorias são levantadas acerca deste tema, porém as dúvidas continuam na cabeça de muitas pessoas que só enxergam as coisas materiais. Será que a causa do roubo/furto está no nível de pobreza existente? Será que os baixos salários conduzem os seres humanos a si enveredar pelo caminho do assalto e da marginalização? Será que a falta de educação induz os homens a seguirem a senda da delinqüência generalizada? É de fundamental importância que se estudem estes fatos que estão em todos os momentos do ser humano, para que se possa entender a dinâmica da vida, na busca de uma harmonia entre todos os atores sociais para que todos vivam felizes.

O que há de errado que existe realmente no mundo? Não se diria errado, mas fora de sintonia ou desajustado, ou desviado do real caminho que se deve seguir. Dizer errado significa algo mais complicado, significa noção do certo e do que não é certo, isto é, errado. Portanto, estes dois conceitos possuem diversos pontos de vista, quer dizer, o religioso, o vulgar, o do poder, e alguns outros mais importantes. Pode-se citar como exemplo de coisas erradas, tudo aquilo que se desvia do decálogo de MOISÉS, o roubar, o estuprar, o matar, seviciar, os excessos, alguns outros desvios da moral religiosa de qualquer matiz. A verdade do mundo distonia com as verdades cristãs, quando não se respeita o grupo A, ou o grupo B, isto é, não se roga por quem está no poder ou não, pois ela está para todos indistintamente.

Dizem os cientistas que as patologias comunitárias, tipos prostituição, roubo, homossexualismo, seqüestros, furtos, e algumas outras mais, são reflexos dos distúrbios sociais existentes, isto é, a constituição de pobres e ricos, desenvolvimento e sub-desenvolvimento, competição e monopólio, e.t.c,. Em verdade, a evolução da sociedade fez com que estas disparidades se acirrassem cada vez mais nestes dois pólos, mas será que foi a dinâmica terrena que fez com que existissem misérias, favelas, mendigos, pobres, e.t.c,? Cientificamente, tem-se algumas respostas a este respeito, entretanto, verifica-se que algumas coisas ficam sem respostas, ou mesmo encontrando-as, não convencem cem por cento. O que significa tudo isto que está acontecendo?

Se os cientistas do mundo material explicassem tudo o que acontece neste mundo, creia-se que haveria uma certa solução para estes problemas; no entanto, eles continuam, as dificuldades se avolumam, tudo de ruim se prolifera, e as catástrofes se multiplicam cada vez mais, pois isto é uma prova de que, o que os cientistas dizem e provam, explica, mas não convence. Todavia, continua nas mentes humanas mais sensatas, a dúvida, a limitação mental no perceber, ou no enxergar os fatos reais, que fazem parte das leis da natureza, tal como DEUS criou. Existem coisas que os seres pensantes não têm condições de perceber, pelo menos os seres racionais da terra, pois já comentavam alguns filósofos estas questões na palingênese.

Quanto a isto, não se pode esquecer um pensamento do inglês William SHAKESPEARRE (1597)[1], quando explica que há mais mistério entre o céu e a terra do que pode prever a nossa vã filosofia. Com isto, pode-se dizer que grande intelectual da filosofia já observava a limitação da mente humana; todavia, existiria algo que o pensamento humano não alcançaria, por mais perspicaz, por mais gênio que se possa ser. Isto explica o "sobrenatural", a composição da humanidade em almas e espíritos, e que, as misérias do mundo não dizem respeito somente às desigualdades sociais que existem no planeta terra. Acredita-se que o mundo dos espíritos influi bastante na dinâmica deste planeta, de uma forma ou de outra, pois esclarece a formação da vida, e as condições humanas em todos os tempos.

Dizem que a prostituição, em uma análise científica, decorre da fuga do homem do campo para as cidades, fixam-se nas favelas, não encontram emprego, a família cresce, as filhas se desenvolvem, necessitam de roupas, de jóias, de educação, de saúde, querem se casar, entretanto não têm condições de arcar com todas as benesses que tanto desejam. Um emprego medíocre só se consegue através de uma noitada em um motel com o senhor gerente; salários melhores só lhes chegam com repetidas noitadas e, daí, continua a sua trajetória, cujo resultado já é fácil de se prever, a prostituição. Quer dizer, o poder amplia a miséria, criando mais filhos soltos nas ruas, elevando a prostituição que em um encadeamento, culmina com uma diferenciação mais forte entre os pobres e os ricos.

Como explicar que as filhas de ricos se prostituem? Como explicar que filhos de ricos roubam e furtam? Tudo isto reflete a falha que os cientistas sociais cometem todos os dias, querendo justificar o subdesenvolvimento, a pobreza e a miséria como sendo frutos da ditadura do capitalismo. Verifica-se que isto é verdade, no entanto, uma verdade relativa, quer dizer, o problema da prostituição, roubos, furtos, além da questão social que existe, a palingênese está por traz de todas estas questões. A palingênese é a teoria das múltiplas vidas vividas por uma só pessoa, muito bem defendida por PITÁGORAS e muitos outros filósofos do passado, indicando que aquilo que um ser humano faz hoje, tem como referencial as vidas já vivenciadas, influindo em tudo que se faz nos ensinamentos presentes.

Do outro lado da vida material, existem muitos e muitos irmãos que não reconheceram que foram passados da vida corpórea para a espiritual, e continuam a praticar as mesmas coisas que faziam quando almas, ao invés de espíritos. No entanto, o que acontece, é que, as pessoas fracas, as almas desconscientizadas são levadas ao suplício das misérias do mundo, e como resultado, têm-se os desajustes, os desequilíbrios, portanto, os erros. O que fazer quanto a isto tudo que se passa? É muito fácil. É somente reconhecer que além de tudo aquilo que se vê, sente e pega, há alguém que espera para ser reconhecido, não como uma obrigação de cada ser terrestre, mas como um co-participante do planeta que deseja o progresso de todos que buscam o bem.

É desta forma que se busca conhecer a delinqüência de um ser, investigando as suas reais causas para se terem os resultados que já se conhece no cotidiano de cada pessoa. A delinqüência não é algo visual; não é o estereótipo de cada ser humano, mas é toda uma vida presente e pretérita. Presente por está vivendo nesta encarnação e pretérita por ter vivido em outras vidas anteriores. Pois, dentro do conceito de karma, é que se pode entender o porque das ganâncias, das luxúrias, das invejas, e de tantas coisas que maltratam o ser humano que busca não somente a sua sobrevivência, mas alimenta o egoísmo de sempre ter mais, em detrimento dos mais fracos, e isto caminha desde os tempos dos Faraós, dos Reis, e de tempos muito antes dessa época.

A sociedade cria seu conceito de moral, e aplica ao seu inteiro prazer, estigmatizando os que dela não participam, pois se avoluma cada vez mais o ódio em quem dela participa. Neste sentido, apareceram os ricos e os pobres que vivem em intensas brigas. Uns para se manterem na sua posição em que se encontram e outros buscando melhorar as suas situações, que são de pobreza e sofrimento. Nas palavras dos cientistas sociais de esquerda, criou-se a dualidade dos trabalhadores por um lado, e patrões por outro, que edificaram inconscientemente o sistema capitalista. Pois, no processo de conscientização, fortificaram-se cada vez mais essas idéias e desta feita, surgiram algumas disenções que culminaram com os princípios socialistas, ou em outras palavras, tentaram dirimir as desigualdades sociais.

A separação da sociedade entre trabalhadores e patrões fez com que aumentasse o ódio, o rancor, a discórdia, a ganância, o egoísmo, e o desejo mórbido de sempre ter mais, em uma acumulação sem precedente que acirra fortemente as lutas de classe. Com isto é que se vê nas ruas todo tipo de patologia social, os pivetes, as prostitutas, os mendigos, os ladrões assaltando, as mentes poluídas, e muitos outros elementos que individualizaram o comportamento dos seres humanos. Neste contexto de desinformação social, as desigualdades continuam a maltratar todos aqueles que não querem ouvir a realidade dos fatos, isto é, a dinâmica da natureza que os homens se encarregam de desequilibrá-la em demanda de seus desejos inconseqüentes.

Essas lutas levaram a uma divisão política da sociedade em direita e esquerda, quer dizer, aqueles que expressam idéias socialistas, e aqueles que expressam idéias capitalistas, ou em outras palavras, aqueles que estão com o poder, e aqueles que estão contra o poder. Todavia, isto tem levado cada vez mais o ódio ao coração das pessoas, quando chegam alguns líderes inconseqüentes a implantar na cabeça de pessoas sem consciência, a briga com o patrão, incitando-as a derrubada do poder, porém, isto incentiva dentro delas a raiva e a irresponsabilidade. Imaginem só o reflexo do que pregam seus líderes, para as pessoas mal-informadas, e com mil dificuldades em seus lares, bem como em seu ambiente de trabalho. Quais são os reflexos disto?

O capitalismo incentiva a luta pelo poder. A busca incessante pelo lucro, exacerbando o egoísmo e a ganância. Por outro lado, os trabalhadores buscam melhores salários, ou ganhar mais de qualquer forma. Nesta luta pela maior participação aparece por um lado os empresários que demandam maior rendimento pelo sucesso de sua aplicação, e por outro, os trabalhadores que querem ver os retornos pela aplicação de seu suor no engrandecimento de tal empresa. E a contenda se amplia cada vez mais. Disto se pode extrair que as partes ficam cada vez mais inflamadas querendo justiça com tudo aquilo que têm direito, entretanto, o processo de acumulação continua, a pobreza se amplia, e os problemas sociais são pregados em todas as partes deste mundo imperfeito e desajustado.

Desta feita, surgem os líderes que mostram as dificuldades que a humanidade atravessa, e indicam a trajetória correta que se deve seguir na intransigência de se ter um mundo melhor, com paz, com amor, e com fraternidade entre todos os seres. Por outro lado, surgem líderes inconseqüentes que saem a pregar a discórdia, o desamor, a luta pelo poder, e o egoísmo que não se construiu, cujos corolários são os desajustamentos mais fortes que existem entre os homens em busca do nada. Com esta predisposição nada de bom pode surgir, somente um aumento das desavenças, e de todo tipo de mal que é próprio de um mundo com pessoas de mente limitada, e sem condições de melhorá-la pelo mínimo que possa conseguir, ao considerar a maledicência acumulada.

Pode-se dar um exemplo da propagação da miséria e da discórdia no mundo capitalista ou não, da seguinte maneira: imagine um líder no meio da rua incitando os seus companheiros à greve, a faltar ao trabalho, a repudiar os atos do patrão, e muitas outras coisas. Qual será o resultado de tudo isto? O trabalhador desinformado que já tem problemas, ao ouvir aquelas mensagens, chega em casa mais revoltado do que quando saiu, insulta a mulher e os filhos, terminando em briga. Imagine uma idéia como vão crescer seus filhos. Esse senhor vai ao trabalho, e começa por em prática as instruções do líder, criando desavença com o seu chefe imediato e, por tabela sistêmica, com seus companheiros. Pergunta-se: o que pode acontecer com este trabalhador, agindo desta forma?

Isto significa dizer que, se esse trabalhador tivesse de galgar qualquer posição dentro da empresa, a sua situação seria muito mais difícil, provavelmente não adquiriria tal posição, bem como sua situação ficaria mais complicada no mercado de trabalho. Todavia, pode-se dizer que as pregações dos líderes inconseqüentes levam a uma ampliação do desamor, a uma exacerbação do ódio, e a uma fortificação do rancor entre os homens que não melhoraram o relacionamento entre os povos, mas dificulta ao progresso de toda humanidade. Não é pregando a revolta que se formam as lideranças. Não é ensinando o mal que se consegue o bem-estar. E, não é este processo de conscientização que precisa o homem para adquirir melhores condições de vida e harmonia entre os irmãos.

Não se pode pregar desajuste a ser humano algum. Não se deve pregar o ódio onde a sua receptividade é por demais acessível. Não se deve cultuar a intriga entre as pessoas, nem tão pouco a divulgação da revolta e do desespero, à humanidade. Infelizmente os líderes que se dizem de esquerda, possuem esta habilidade na busca da implantação no seio da classe despreparada, a luta pelo poder e a derrubada daqueles que construíram os seus impérios. Não significa com isto, que estes cidadãos tenham o direito de fazer de seu irmão, escravo de sua ambição. O que se ver em ambas as partes, é a insuflação da delinqüência, a propagação da miséria, e o aumento incessante da pobreza de um lado, bem como a acumulação sem precedente de outro.

Veja que os trabalhadores quando saem de reuniões sindicais, ou quando conversam com líderes desta espécie, ficam muito mais revoltados, disseminam em seus lares as revoltas que adquiriram na discussão de seus salários, de suas condições de vida, e da forma com que os patrões tratam seus empregados. Como se sabe, a revolta não conduz a nada, ou melhor, leva o ser humano às decepções na vida e às brigas com seus colegas, à preguiça e à contenda constante com a sua esposa. Não se pode aceitar este estado de coisas, nem de um lado, nem do outro, deve-se sempre pregar a concórdia, o amor, o consenso, e a conversa com as partes envolvidas no diálogo, que vise o benefício de seres humanos, quer se trate de patrões, quer se trate de trabalhadores por menor que possa ser.

Afinal, quem gera a delinqüência? E quando se fala nesta patologia, pensa-se de maneira geral, quanto ao roubo, a prostituição, ao homossexualismo, ao lesbianismo e muitas outras formas de patologia social. Desta feita, não se pode dizer que essas patologias sociais são advindas das pobrezas, simplesmente pelo fato do indivíduo ser pobre. Sem dúvida, algo a mais existe, que cause essas funestas situações de constrangimento e de dor; pois, quantas famílias pobres existem, e não passam pelo crivo de ter filhos na marginalização dos dias atuais? Quantos filhos de ricos são frutos desse mundo perturbado e louco que existe, inflamando sempre os desajustes e as desgraças que perduram pelo espaço afora? E ainda mais, quantos pobres vivem com resignação e paciência suportando sua trajetória de vida?

Frente a isto, a pobreza não é causa primeira da delinqüência da humanidade. Pode-se até colocar que a pobreza seja um elemento insuflador para alguns elementos que trazem a sina de viver no mundo dos desajustes que perduram por este espaço infinito. É claro que a pobreza, não generalizando, significa pouca instrução dos pais, que não querem saber dos filhos, conseqüentemente, as mensagens que esses pais devem proporcionar a seus filhos são as de religiosidade e de imitação àqueles que tiveram boa educação. Por outro lado, pais ignorantes comumente levam os seus filhos ao trabalho pela sobrevivência e/ou esquecem da existência dele, cujo pequenino acostuma-se a viver nas ruas criando desejos impróprios e, por conseguinte, a marginalização.

É claro que o ser humano tem desejos, tem necessidades e o efeito demonstração opera facilmente na mente de cada pessoa, isto significa, ao se ver uma pessoa usando uma roupa bonita é comum que se deseje adquirir uma igual, do mesmo modo quanto a carros (automóveis), a casa e até mesmo o modus vivendi de um cidadão. Isto é uma maneira de insuflar a que uma pessoa adquira uma coisa que não possa comprar, ou conseguir algo por um caminho mais rápido, no caso de uma jovem através da prostituição, e para o caso de um jovem é o roubo, o furto, o assalto ou qualquer coisa que o valha. Nem sempre os jovens possuem a consciência feita, de tal maneira que saiba suportar tais desejos e necessidades, sem recorrer a esta metodologia de vida que designe o ser humano à delinqüência e a atos abominosos.

Já se pode identificar que as coisas da vida material não são o único e suficiente elemento que induz a se ter um modus vivendi na pobreza, ou na riqueza, que estes não implicam necessariamente na marginalização, ou na delinqüência, pois tudo está de acordo com a palingênese de Pitágoras. Isto significa dizer que Leis maiores do que as que foram criadas pela sapiência humana, quer dizer, pelos legisladores do planeta terra, elas têm sua influência nos hábitos e costumes do cotidiano. A respeito disto, pode-se colocar as Leis universais criadas pela natureza (DEUS), cujo conceito emana de um Ser Superior, o Grande Arquiteto do mundo que, com sua inteligência estabeleceu as Leis universais, cuja compreensão a mente humana não possui condições de entender à luz dos conhecimentos terrestres.

Para justificar a questão da palingênese, tão bem discutida no mundo moderno, pode-se explicar por VILELA (1990)[2], quando mostrou que a doutrina palingenética tem um poder de síntese tão maravilhoso que equilibra o sentido e a razão numa harmonia superior. Ela impõe ao nosso espírito com a lucidez imperiosa dum axioma e a intuição profunda - visão divina - que o pensamento não sabe modelar, nem a palavra pode traduzir. Essa demonstração encontra-se cada um dentro de si.

A palingênese encontra fundamento científico nas pesquisas e experimentos de Meyer, Geley, Osty, Bozzano, Crookes, Flamarion, Hodgson, Delanne, e muitos outros pesquisadores deste assunto tão palpitante para quem busca entender a maneira de ser e de vida do ser humano, e da natureza.

Em suma, demanda-se a solução destes problemas tão alarmantes no mundo hodierno, quais sejam: a prostituição, os assaltos, o menor abandonado, a pobreza, a miséria, os roubos, os furtos, o ódio, a ganância, a inveja, e muitos outros elementos da maledicência dos dias de hoje. A resposta a tudo isto, não é que as pessoas tenham que ser espíritas; ser fanáticas das coisas do além; viver de leituras e leituras na Bíblia Sagrada, ou no Evangelho de qualquer religião, mas que tenham que se encontrar com o seu interior, entender a dinâmica da vida e procurar fazer o bem, pregar o amor, divulgar a paz para os corações humanos. A solução está na harmonia universal, em que tudo de mal deve dar lugar a tudo de bom que existe no coração dos seres pensantes existentes no planeta, que somente se eliminará com a participação de todos na limpeza do velho e na construção de um mundo novo.

 


[1] William SHAKESPEARE. Hamlet. Séc. XVII.

[2] VILELA. In: Jorge ANDRÉA. Palingênese: A Grande Lei. Petrópolis, Sociedade Editorial Espiritualista F. V. Lorenz, 1990, p. 135.

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