A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA

            Um dos problemas mais complicados e difíceis de solução é a violência, que aparece em todos os sentidos, cujos estudiosos do assunto não encontraram maneiras para solucioná-lo, ou pelo menos diminuí-lo, quer seja dentro no lar, no trabalho, nas ruas, ou em qualquer lugar onde estivessem seres humanos interagindo. A violência se apresenta não somente no relacionamento entre as pessoas de pensamentos contrários, também dos seres humanos com respeito aos animais, às plantas, bem como das pessoas para consigo mesmas, e algumas outras formas mais, que não se imagina como se processa. Neste sentido, pretende-se neste pequeno artigo investigar a problemática da violência, suas causas, seu processo de atuação, bem como a sua retro-alimentação dentro da sociedade, que precisa se libertar dessa praga que maltrata a humanidade que já evoluiu um pouco mais, rumo à vida eterna, a mais pura que existe.

            O primeiro ponto a se trabalhar é o conceito de violência, isto significa, procurar saber o que se entende por este termo, pois existem duas visões de fundamental importância, quer dizer o ponto de vista científico, tal como o da psicologia, o da sociologia, e o da religião que encampa o pensamento da filosofia, que conduz a uma transformação moral. De maneira geral, pode-se conceituar violência como sendo uma agressão que as pessoas praticam consigo mesmas, e com relação aos demais, de tal forma que cria uma certa revolta em seu opositor, culminando em contendas ferozes. Às vezes, ou quase sempre, a violência é vista pelo lado do confronto físico entre duas ou mais pessoas, que acabam algumas vezes em intriga eterna ou em morte, todavia, a pessoa pode praticar violência contra a própria pessoa, e não entende como isto acontece pelo desconhecimento de algo que ainda não aprendeu, o espiritual.

            A psicologia tentar dar uma solução ao problema da violência, mostrando que é algum distúrbio mental que o ser humano tem ou traz, por problemas no parto, ou alguma outra forma. Contudo os filósofos descobriram que a violência advém de questões sociais como: pobreza, falta de formação (educação), imposição do capital, má distribuição de renda, e algumas outras maneiras de tratá-la como uma delinqüência social. Desta forma, os segmentos religiosos tratam a violência como sendo uma falta de dedicação aos assuntos divinos, o conhecer a Deus, o obedecer aos rituais das igrejas que a pessoa está ligada. Sem dúvida, a Igreja tem sempre mobilizado as famílias para uma doutrinação doméstica de seus filhos, que refletiria em toda uma nova geração, quando do desligamento para a formação de uma nova família, que é a base de tudo, e que aos poucos está se desfazendo em nome de uma liberdade sem consciência.

            Nos últimos anos, as famílias têm se desligado um pouco deste processo de integração religiosa do ser humano à sociedade, deixando que as escolas se encarreguem de proporcionar estes ensinamentos que deveriam iniciar no lar, com os exemplos dos pais, e de todos os que estão em contato mais direto. Com isto, observa-se que a corrida aos vícios está muito forte, não somente às drogas pesadas, como maconha, cocaína, haxixe, LSD, e algumas outras opções; mas, as que pensam ser inofensivas, como cigarro, bebidas sexualidade, e gula, com grande freqüência neste século, o que se pode dizer? Inegavelmente, tudo aquilo que adultera o organismo, a maneira de ser do indivíduo é uma violência que necessita de reparos para uma boa convivência; em primeiro lugar, com o seu próprio “eu”; e depois, com a sociedade em que toma parte, como ser transformador de tudo que existe.

            A violência se processa na afabilidade do falar, na maneira de ser de algumas pessoas, no exercer um cargo que lhe proporcione autoridade, na imposição de uma idéia, e muitas vezes, isto se processa de forma inconsciente, devido a inferioridade existente, e outras vezes, consciente ao considerar o orgulho e vaidade em que se está envolvido. Na mesma linha de raciocínio, as pessoas se agridem quando se deixam levar por um convívio intensivo com a sexualidade, nos excessos de bebidas com os amigos, na prática exagerada de comidas que maltratam o corpo humano, causando uma transgressão ao seu modo de vida. Neste sistema de violência, o homem não mede tempo quando se sente agredido pelo outro, porém, não considera as agressões que comete consigo próprio, ao reclamar de tudo, e emitir as mais negras vibrações contra o universo, e a todos que estão ao seu derredor.

            A vida moderna com o alto nível tecnológico está cada vez mais fazendo com que as pessoas coloquem para fora o seu “eu” real, com todas as inferioridades e maledicências que existem dentro de si, com as correrias das cidades grandes, ou até mesmo acirrando a concorrência entre as pessoas no mercado de trabalho, e de produtos. Nos dias de hoje é muito fácil perceber claramente o orgulho, a vaidade, a inveja, a ganância, a luxúria e muitas outras formas de desconhecimentos estampadas nas faces daqueles que querem se distinguir dos demais, e isto não acontece nas pessoas conscientes. As agressões praticadas pelos seres humanos que se dizem racionais, não poderiam mais acontecer no final do século XX, pela proliferação de segmentos religiosos que sensibilizam, tanto com a morte de Jesus, e a amabilidade de Maria, que participaram de uma trajetória de sofrimento e dor.

            A maioria das Igrejas não compreendeu ainda a mensagem de Jesus o Cristo, quando dizem ter enveredou pelo lado das doações materiais, alimentando preferências pelos rituais decorados, esquecendo os ensinamentos reais que são as transformações que o ser humano deve passar, que é a busca do seu auto descobrimento. Aparentemente, é um assunto que não vale a pena colocar, porém, ao refletir um pouquinho mais sobre este tema, verifica-se que é uma violência que se pratica contra as pessoas que não recebem as informações verdadeiras para o seu progresso, na libertação de seu eu real. Não se pode colocar as questões de maneira muito forte, porque nem todas as pessoas têm condições de perceber o sentido puro do termo ou da realidade, contudo, na medida do possível, os problemas devem ser orientados como devem ser, mesmo que sejam fortes, assim mesmo são necessários.

            Costumeiramente, as pessoas gostam de caracterizar as outras como socializáveis, e os considerados marginais, particularmente, os loucos, em decorrência das neuroses da vida, as neurastenias, as abulias, as parabulias, e algumas outras doenças mentais que incomodam os que vivem em sociedade, cujo problema não está nos loucos. Sem dúvida, a violência está justamente naqueles que não são loucos, mas possui imantada a loucura da maldade, da maledicência, da inferioridade, da busca pelo poder, da discórdia infundada, e da competição desvairada, mantendo somente a aparência, que na verdade, aumenta a violência. Este processo leva a que o mundo viva em intensa dualidade entre pobres e ricos, intelectuais e analfabetos, virgindade e prostituição, os roubos e furtos, seqüestros e todo tipo de patologia que a sociedade criou pela falta de conhecimento de suas relações, e de seu processo evolutivo.

            Este estigma secular que ainda sobrevive, dentro de uma sociedade, onde todos são iguais no processo de aprendizado e crescimento gera cada vez mais forte a violência, que todos querem combater, porém não sabem como se libertar de tal problema que está em toda a parte do mundo pelo próprio nível em que estão submetidos. Ao longo da história tem-se um leque muito grande de exemplos provocados por justamente àqueles que se dizem enviados de DEUS, como é o caso de Moisés, quando seu irmão matou milhares porque profanavam abertamente; da Inquisição da Idade Média; e, de LUTERO com a repressão campesina no Sul da Alemanha. Para não se estender muito nos exemplos, observa-se que tudo isto é fonte de ódio, de raiva, de rancor que tem aumentado de maneira assustadora a violência entre os seres humanos com a prepotência de criação do Céu e do Inferno, como pagamento de ódio pelo ódio, isto é fonte de atraso, e de dificuldades espirituais.

Não querendo ser intransigente com a implantação das verdades espirituais, vai-se à palingênese para justificar que a realidade cósmica são as diversas vidas que se vivem no planeta, nascendo e morrendo diversas vezes para compreender os estágios de evolução do ser humano para a purificação (libertação) final. As pessoas ao morrerem; levam toda a sua maneira de ser desta vida, isto é, seu ódio, seu rancor, sua raiva, suas feições, seu amor,  seu sentimento bom, e todas as suas condições tais como as tinham quando estavam vivendo em um corpo físico, que usou bem, ou abusou devido sua inferioridade. Ao se despertar do outro lado da vida, dentro deste clima, procuram logo os seus desafetos para vingança, ou limpar seu ódio, no entendimento deles, cujo efeito é muito mais devastador do que ele possa imaginar, com muitos sofrimentos e amargores em sua lida bem desconhecida.

Tudo isto que os filósofos de muitos séculos antes de Jesus organizaram como elementos de filosofia, ou como sabedoria secular, os espíritos também disseram ratificando todos estes ensinamentos, com mais dados, mais certeza de que a verdade agora estaria desnudada para uma humanidade carente, e difícil de progresso. Todos estes ensinamentos vieram pela impossibilidade de entendimento dos seres humanos, em compreender a realidade pela sua própria busca, ou interesse consciente, cuja felicidade material é mais importante para aqueles que não almejam o seu evoluir nesta oportunidade. Os espíritos se comunicaram, mas a violência da humanidade era tão grande que não entenderam os ensinamentos divinos, confundindo-os com o feiticeirismo, macumba, magia negra, e muitas outras formas de agressão dos humanos contra si próprios que precisam sofrer para aprender.

Como, neste planeta, existe uma relação muito grande entre os espíritos e as pessoas que estão num mesmo plano, a influência espiritual é muito forte, especificamente por aqueles que estão na mesma faixa de vibração, induzindo ao ódio, à vingança, à raiva e a todo tipo de atrocidade que se trazem incutidos na consciência do inconsciente. Os espíritos bons e amigos respeitam todos aqueles que estão ao seu lado, tanto os que sejam superiores como inferiores, e não se intrometem na vida de ninguém, no entanto, as crianças espirituais interferem mesmo que não tenham permissão para fazê-la em seus anseios. Aí é onde se precisa do evoluir, do aprendizado para uma melhor comunicação com os que estão em patamares superiores em auxilio da demanda do conhecer o “eu” próprio da pessoa e do respeito aos outros, para eliminar a violência que ainda paira neste mundo que necessita progredir.

Em resumo, a violência é um aprendizado negativo, ao mesmo tempo uma herança de vidas passadas, que nesta trajetória somente acumulou orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ódio, ganância, e uma gama muito grande de maledicências que fica muito difícil de libertação sem sofrimento e dor, que as pessoas não querem. As vidas presentes são continuidades no aprendizado de maneira espontânea ou compulsória para a compreensão das relações de uns para com os outros, e na compreensão do próprio “eu” individual para a purificação eterna, porém construída pelo próprio esforço do ser. Nisto, têm-se as origens da violência que todos que se encontram neste planeta ainda possuem dentro de si, por desconsciência, ou pela formação de uma nova personalidade que segue uma neófita espécie de liderança, que não dá condições de raciocínio, e de descoberta do seu verdadeiro caminho. 

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