CRIANÇA, ESPERANÇA
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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CRIANÇA, ESPERANÇA.

E mais uma campanha aparece para dar as mãos a todas as crianças do Brasil. Povo caridoso! Essa é a era do capitalismo moderno, da paz mundial, e da solidariedade universal. Quem diria! As multinacionais empenhadas no futuro das crianças de hoje. Também não poderia ser diferente: as crianças de hoje são os homens e mulheres do amanhã. É claro que o processo de engorda tem que começar cedo, através de uma domação lenta e gradual. Vejam só se preocupam com o futuro das crianças, e esquecem as condições de como elas vieram ao mundo, e até mesmo como vivem hoje em dia. O problema das crianças é com a formação, com a conscientização, e é, acima de tudo, de estrutura sistêmica que tem suas bases na exploração do homem pelo homem.

Um sistema é bom quando ele vai bem, contudo, este bem pode ser só nas aparências, como demonstram sempre as contas dos governos. E o resto, como é que fica? O resto está sob controle. Será que resolve, o fato de todos estarem empregados? De todos terem escolas? De todos terem saúde? De todos terem alimentação? De maneira genérica, sente-se que não, pois todos estão empregados com salários incompatíveis com seu nível de vida, com salários sub-mínimos. Da mesma maneira no que respeita às escolas, que têm uma filosofia deturpada e ensinam mal aos alunos. Por conseqüência, tem-se médicos ansiosos por dinheiro e um sistema de assistência podre que nada mais faz, do que receitar remédios de laboratórios mercenários. E o sistema de alimentação? É bom nem falar!

Pois, bem! Quais são as causas principais do menor carente na atualidade? Será que o problema é o pivete? Será que o problema é o cheira cola? Será que o problema é a prostituição? Não. O problema é muito mais grave. Todas estas anomalias levantadas são resultados de uma estrutura de egoísmo, de individualismo e, sobretudo, de guerra fria, entre os seres viventes aqui na terra. O objetivo da vida é viver bem, com tudo de acessório que ela oferece, no entanto, o sistema impõe um sub-mundo ao trabalhador, que por conseqüência, mergulha seus filhos e ele próprio, na desgraça da marginalização sub-urbana. Este tipo de coisa sendo acumulado, não se pode esperar um bom futuro para qualquer nação, e isto é próprio do capitalismo usurpador e devastador.

E aí continuam as crianças pobres. Mas, pobres de recursos e por isso são estigmatizadas, daí começam as suas frustrações, as decepções pela vida. Será que uma campanha resolve? Ou muitas campanhas? Todavia, o que diz a igreja, que prega o amor ao próximo, que prega a equidade, e que diz de vós alta, dai de comer a quem tem fome. Se isso fosse cumprido, resolver-se-ia o problema hoje, e o amanhã? Novamente a questão vem à tona, e mais forte. Assim, a dificuldade tem sido empurrada à frente, sem uma perspectiva, nem de médio, nem de longo prazos, sobre o futuro das crianças carentes de hoje. Fala-se aqui das crianças em geral, porque a divisão de criança rica e criança pobre cria a guerra fria que afasta os povos, e aumentam os problemas sociais que as atingem.

A poucos tempos atrás, presenciou-se um movimento em favor dos menores abandonados, conseguiu-se uma boa mobilização, levou-se uma mensagem ao povo, e deparou-se com uma festa muito bonita na televisão. Qual foi o resultado obtido? Inegavelmente, a tentativa de conscientização da população quanto ao problema, e foi de fundamental importância; contudo, sem uma mudança na filosofia da relação capital/trabalho, não se terá uma sociedade sem miséria e sem discriminação. As desigualdades sociais são as responsáveis pelos múltiplos problemas infantis que enfrentam as autoridades do Brasil de hoje em dia. É muito fácil conceituar as doenças sistêmicas, tais como: sífilis, desidratação, desnutrição, encefalite, e muitas outras próprias da falta de condições de vida na cidade, ou do campo.

As doenças principais que abundam no Brasil são aquelas de origem nas relações econômicas, pois, a falta de condições financeiras propicia o convívio ser humano-miséria, de maneira muito familiar e despreocupante, ao considerar as pessoas que estão submetidas a tipo de vida abominável. Casas sem esgotos, sem sanitários, sem lugar para fazer suas refeições, sem condições de dormidas, sobretudo, sem uma boa limpeza dos instrumentos que lhe servem para a refeição e descanso. São exemplos comuns a toda pobreza. Como conseqüência, tem-se toda qualidade de enfermidade, porque a água que se bebe é de qualquer barreiro, sem algum tratamento, e não é limpa. A roupa que se veste passa semanas sem ser lavada. E a comida que ingere é de quinta ou sesta qualidade, sem alguma perspectiva de melhora neste padrão de vida familiar e social.

É neste clima que nascem 70 a 80 por cento das crianças brasileiras e, em especial, as de Campina Grande, como uma amostra não muito diferente do resto do país e do mundo. Veja só! O pai sai de manhã ao trabalho, leva a sua marmita, e volta à noite. O que fica em casa? Muito pouco, ou nada. A mãe tenta fazer milagres para a sua manutenção e de sua família, pedindo um pouco na casa de um vizinho ou comprando fiado na mercearia mais próxima, para pagar no fim do mês. Os filhos, que são em sua maioria entre 3 e 8, não entendem aquela situação, mas sentem toda aquela problemática que lhes marca por toda as suas lidas. Café da manhã não existe. Almoço é aquela migalha insuportável. E o jantar cotidiano é um pedaço de pão que já não pode comprar. Este é o dia a dia das crianças do Brasil.

Está se falando sobre o modo de vida de uma sociedade que vive à margem da sociedade quanto ao ambiente de formação das crianças. Pergunta-se, qual a relação que existe entre os pais, ou os adultos e as crianças? É fácil detectar que as crianças de hoje são os adultos de amanhã, que nascem pobres, dificilmente haverá qualquer ascensão desses seres na sociedade. De mil saem alguns, podendo até ser uma anomalia social, tendo em vista que os pais ricos gostariam de que seus filhos fossem também ricos, como resultado da árvore genealógica e, geralmente isto, da mesma forma, não acontece, como uma das glórias do capitalismo. As chances para os filhos dos ricos são bem maiores e algumas vezes deixam escapar e é mais um, a viver no sub-mundo da pobreza e da miséria, engrossando as fileiras da podridão e marginalidade, aumentando a revolta e o desespero.

O tempo passa, e a pobreza aumenta. A economia que é o ponto crucial na formação desse estrato, sempre tem enveredado pelos caminhos que aumentam o diferencial entre os três estamentos, quer dizer, os pobres que fiquem mais pobres, e os ricos que continuem mais ricos, porém, a classe média é o "calcanhar de Aquiles", entre essas duas estruturas. Fala-se em redistribuição de renda, contudo, este instrumento é uma oficialização da miséria que se vive, tendo em vista que é mais um apadrinhamento do governo aos pobres, onde na verdade, serve muito mais à classe média alta, e algumas vezes à alta. Precisa-se sim, de uma distribuição de renda mais eqüitativa, sem privilegiar o capital, mas proporcionando à mão-de-obra, a remuneração de acordo com sua produtividade, para uma sobrevivência condigna para um ser humano.

Ao se demolir o sistema capitalista espoliador e anti-social, ter-se-á o início de uma sociedade que caminha para a justiça ser igual para todos, conseqüentemente, as crianças abandonadas de hoje, deixarão de ser problemas, e passarão a integrar o setor produtivo, portanto, o desenvolvimento da nação. Sabe-se que o desenvolvimento oligopolista é um mal que não deve permanecer por longo tempo, visto que as crises se encarregam de destruir os ganhos que o capitalista conseguiu nos momentos de boom da economia, e depois, passam-se os males do sistema. Todavia, é no momento de desajuste econômico que se formam as patologias sociais, provocadas pela fase áurea do capital, com instantes de alegria, onde há abundância, tudo é progresso que no curto prazo passará e deixará as marcas da miséria, do sofrimento e da dor.

Está no ar, "criança esperança". Mas, esperança para quem? Cuja sociedade, ou sistema precisa de mão-de-obra compatível com uma acumulação capitalista. E, nesta perspectiva, esta fase passa e a criança continua sempre de esperança que acabe o sistema e não seja mais problema em seu presente do amanhã. As campanhas sempre são bonitas e impressionantes. É um ato de caridade que não se faz necessário. É isto que os espoliadores sempre buscam para que o processo de acumulação e concentração caminhe com uma taxa crescente, porque se demandasse eqüidade, as grandes indústrias não demoliriam as pequenas, e nem as médias, deixando que todas sobrevivessem em um mesmo sistema de vida, e isto não acontece, por causa da incessante busca do excessivo lucro, e de maior participação no mercado.

O importante é que não se deixe levar por programas que bloqueiam a liberdade e a mente de cada ser humano, no intuito de fazê-lo roborzinho dos grandes trustes nacionais e internacionais. A liberdade de cada cidadão é coisa invendável, e a consciência é o maior prêmio que a natureza doou ao homem no sentido generalizado. Não se podem perder estas duas relíquias que a Divindade presenteou. Assim, não perca a sua consciência. Lute por transformação, mesmo sabendo que estas mudanças não acontecem rapidamente, contudo, nunca é tarde. Tem-se que ir às raízes do problema, a origem da cadeia que culminou com a expansão da pobreza. Portanto, não se podem resolver os problemas da criança de hoje com simples doações, mas com uma consciência de vida, pois a criança de hoje depende de seu meio ambiente de ontem, do contrário, nunca terá o seu amanhã.

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