FELIZ NATAL, PARA QUEM
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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FELIZ NATAL, PARA QUEM?

Natal, dia em que dizem que JESUS nasceu. As religiões cristãs comemoram esta data com muito fervor, porque este é o dia do nascimento do maior líder religioso de toda história ocidental, pois foi Ele quem impulsionou o cristianismo no mundo, e foi a partir de Seu nascimento que começou a contagem do tempo, quase no mundo inteiro. Segundo os católicos, com o nascimento de JESUS o Cristo, os Reis Magos foram presentear Aquele que veio orientar o mundo das impurezas que consubstanciavam aquele momento. Todos os Reis daquela época, que eram simpatizantes das doutrinas cristãs vieram homenagear o Messias, o Salvador do mundo que acabara de chegar à terra, com o objetivo de mostrar o caminho, a verdade e a vida, para aqueles que viviam na pecaminosidade das idolatrias e dos prazeres fúteis deste planeta. Com o nascimento de JESUS, foi cumprida uma parte das profecias ditadas por João o Batista, por Moisés, por Abraão, e por muitos outros enviados por DEUS para prepararem o caminho do Senhor.

Este sistema de doações continuou de séculos a dentro, quer dizer, todos os anos se fazem doações a amigos e parentes como uma forma de se confraternizarem, desejando boas festas e feliz natal, como prova de grande amizade. Este é o momento em que as pessoas se esquecem das intrigas, das desavenças, de quaisquer problemas pessoais, e se juntam com o ficto de homenagear o nascimento do Orientador do mundo. Esquecer as brigas e desavenças, tudo bem! Todavia, esquecer que há alguém que passa fome, que há alguém que não tem onde dormir, que tem alguém que não tem condições de sanar seus pequenos problemas de saúde, isto não. Isto é uma blasfêmia contra Aquele que, para os católicos, sempre pregou a eqüidade entre os seres humanos. Aquele que sempre quis que não pairasse diferença de classe social, quer dizer, não existissem pobres, nem ricos. Todos estivessem na mesma altura de cristãos, buscando sempre a felicidade para todos, indistintamente.

Mas, o que se vê hoje em dia! É uma grande contenda entre os irmãos. Uns querendo ser maiores do que os outros. Os outros buscando incessantemente a sua máxima satisfação, sempre com o espírito egoístico de ganância e de luxúria. Mundialmente, o que se observa são as guerras em todas as partes, onde milhares de irmãos morrem para sustentar o poderio de outrem, como o caso da guerra no mundo árabe, e ainda dizem que é guerra santa. Onde se viu uma guerra santa! JESUS nunca pregou guerra em sentido algum. Nem guerras abertas, onde morrem as pessoas de fome, nem guerras frias ou brancas, como queiram chamar, tudo degrada o irmão, derruba o amigo e contribui, cada vez mais para um mundo mais sangrento. O mundo de JESUS é um planeta diferente, onde o amor está em primeiro plano. Onde não existe o egoísmo. Onde só há paz, entretanto, uma paz de verdade, cuja competição não exista, e nem existirá no dicionário dessas pessoas puras.

O mundo religioso é um mundo diferente, sem guerras, sem egoísmo, sem ganância e, sobretudo, sem o menosprezo ao ser humano. Da maneira em que se vive neste mundo, onde só se busca dinheiro, a concorrência está em primeiro plano, não se pode esperar cooperação, ajuda mútua, nem mesmo um bem-estar para todos, contudo, o que perambula no planeta terra é a inveja e o hedonismo que só fazem degradar o homem. É, neste contexto, que se quer festejar o natal, data do nascimento de JESUS? Homem que veio salvar o mundo das injustiças que eram comuns em sua época, tentando mostrar as verdades para se viver bem, entretanto, o próprio homem nunca reconheceu os trabalhos que JESUS trouxe ao mundo, e que foi muito mal interpretado pelos seres humanos que nunca entenderam a sua mensagem que era de não exploração, de cooperação, de paz e, além do mais, de bem-estar para todos indiscriminadamente de raça, religião e classe social (segundo a Bíblia).

A ganância do homem deturpou os princípios da cristandade, da fraternidade, e do verdadeiro espírito de Natal. Pois, Natal deveria ser um dia de paz, de amor, de união e de cooperação mútua, onde na verdade, o que existe é a usurpação, a espoliação e, acima de tudo, a mentira e a inveja. Sendo assim, o Natal deixou de ser o nascimento de Cristo, e passou a ser mais um momento de marketing de negócios, e de alimentação ao sistema, que somente busca lucros excessivos. O Natal comércio é a glória de uns e desespero de outros que querem proporcionar ao seu filho, uma pequena alegria, mas não conseguem, devido aos altos preços dos presentes que o poder capitalista consolidou, como uma prova de confraternização e de espírito natalino. Por isso, o Natal deveria ter outra conotação, quer dizer, deixar de ser uma comemoração do dia do nascimento de Nosso Senhor JESUS o Cristo, e passar a ser um dia mundial de troca de presentes, que alegra uns, e entristece outros.

Nesta dualidade, os atritos no mundo têm sido causados pelas ganâncias da humanidade, em carregar consigo, o princípio hedonístico de sempre desejar o poder. Isto tem construído um edifício de sofrimento para o ser humano, assim como para os animais irracionais e vegetação. Frente a isto, o Nascimento de JESUS tem se tornado, não uma louvação pela chegada do Messias, mas um artifício para engordar as contas bancárias dos donos do poder, isto é, enriquecendo mais os potentados, empobrecendo bem mais os assalariados, isto significa, aumentar mais a desgraça da raça humana, pois nos últimos anos a pauperização da humanidade tem crescido assustadoramente. Por isso, o Natal deveria ser uma união de raças pela chegada de JESUS, não um momento de distribuição de presentes. Este ato de presentear possui dupla face, ao considerar que pode criar um clima de revolta para quem não tem condições de praticar tal ato, e se torna um problema sério, de difícil solução.

Neste levantamento de degradação, de exploração ao ser humano, de guerra, de egoísmo e de muitas injúrias, causadas pelo homem para o homem, pergunta-se: vale a pena dizer ao amigo ou ao irmão, feliz Natal! É difícil acreditar no companheiro, ou no ser humano mais próximo, porque a perfídia é uma constante na face da terra. É preferível não dizer nada ao amigo. É necessário que ele reconheça as crueldades do mundo, e procure dar o seu contributo, para aqueles que precisam de uma palavra amiga para a construção de sua vida. Nunca é tarde para ser feliz, mas a felicidade não se faz com dinheiro, nem com ódio, nem com a prática do orgulho e da inveja. A felicidade é uma confraternização sem rancor, é uma paz com o espírito puro, e é, sobretudo, o encontro do homem consigo mesmo, na busca de se conseguir o caminho da verdade e da vida; é o reencontro do amor com o próprio amor, e é a limpeza da alma, com o engrandecimento do espírito, hoje e sempre, para a vida eterna.

A intransigência com o pecado talvez seja uma maneira de a pessoa está contrita com o orbe terreno, talvez seja uma maneira de se engrandecer em matéria, entretanto, são momentos vãos, passageiros, que não vale a pena continuar neste estado de impureza espiritual. A riqueza é momentânea. A purificação da alma é mais importante, tendo em vista que o espírito fica sempre, atravessando os diversos mundos do inferior ao superior, até chegar ao momento exato da purificação da alma para alcançar o reino dos céus. Uma palavra de carinho é fundamental para retirar o irmão das imundices terrenas, e levá-lo a compreender a mensagem do Orientador do mundo, com o objetivo de transformar o coração da humanidade para melhores tempos. A guerra do Oriente Médio, os conflitos da Coréia do Norte contra a do Sul, o Apartheid da África do Sul, a discriminação contra as prostitutas, os gays, são as impurezas que deturpam o sentido do Natal.

Mas, quem faz as impurezas do mundo? São os homens que se matam. Caluniam-se. As discriminações sociais foram criadas pelo homem que sempre buscou mais para si, menos para os outros, e é isto, a própria formação das acumulações e concentrações que tornaram as grandes cidades, os antros de roubos e saques, assaltos, fome, desgraças, e muitas outras anomalias que fizeram os homens dominadores e dominados. E, com isso, o egoísmo suplantou a alegria do amor, pelo menos aqui na terra, fazendo com que imperasse a injustiça, e vingasse o ódio em pleno vapor. E o Natal, onde fica neste contexto todo, onde JESUS o Cristo que é razão de ser do Natal tem tentado modificar o pensamento humano para lhe proporcionar o reino terrestre cheio de glória, de amor, e de paz. O Natal de hoje é apenas uma procura para assegurar o poder de quem está dominando, apegado à exploração humana, tornando o seu irmão escravo do próprio ser humano (Thomas HOBES).

E, no mundo capitalista ainda se diz: Feliz Natal! Feliz Natal para aqueles que estão de mesa farta. Feliz Natal para aqueles que estão com carro de luxo na porta de casa. E, feliz Natal para aqueles que estão sem dificuldades financeiras. Daí se pode deliciar o seu wisky importado ou não; o seu champagne de melhor qualidade; embriagar-se deliciando o seu queijo do reino; dançar o seu frevo preferido, na espera do ano novo e, finalmente, ter a cabeça livre para poder brindar as coisas boas da vida. Todavia, quem pode participar de uma estrutura deste tipo? O assalariado? O camelot? A empregada doméstica? O agricultor? O funcionalismo público que recebe um pouco mais do salário mínimo? São perguntas difíceis de resposta em um sistema de vida totalmente desigual, onde cada um viva por si, e que DEUS coordene a todos. É o princípio do hedonismo que predomina em busca de ganâncias, de locupletação, e de massacre ao seu próximo.

É esta a comunidade mundial que se vive hoje em dia, cada vez mais aumentando o nível de pobreza. Na periferia dos países capitalistas a felicidade do Natal é a busca de alimentação e de qualquer coisa para viver, que por acaso encontre nos lixos das cidades grandes, ou pequenas. No encontro entre o homem e o monturo, o que fica são somente doenças específicas de povo pobre, tais como: esquistossomose, lombrigóide, diarréia, desidratação e uma gama muito grande de problemas que acabrunha o ser humano, e a única esperança é a morte. Nos países periféricos são comuns as famílias comerem hoje, e não saberem o que vão comer amanhã, devido ao alto nível de desemprego, e o descaso do governo em proporcionar assistência ao irmão que sofre, e o que fazer neste caso? Pode-se desejar feliz Natal, a uma família que vive neste estado de coisas? A única coisa que sobra ao ser humano é uma revolta intensiva contra uma sociedade injusta e cheia de pré-conceitos.

Portanto, um feliz Natal só é feliz para aqueles que estão no poder, para aqueles que não têm problemas, e para aqueles que vivem às custas dos outros, intensificando a sua ganância através de exploração ao ser humano em nome de DEUS. Em um sistema econômico-político de espoliação e concentração de capital, onde quem reina é o princípio hedonístico, o egoísmo, o individualismo e, acima de tudo, o salve-se quem poder, não existem condições de conclamar o bendito nome de JESUS que sempre quis o bem a toda humanidade, e hoje se encontra nas mãos de grandes capitalistas que não possuem o mínimo de condescendência para com o irmão. É fundamental que se modifiquem as estruturas de pensar do ser humano para que se tenha um Natal feliz. Finalmente, as transformações passam por uma conscientização do homem como ser humano, rejeitando o princípio hedonístico, e tendo o irmão como um amigo, um companheiro, na busca de um bem-estar para todos sem discriminação e injustiça.

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