A QUESTÃO DOS MENORES DE RUA
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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A QUESTÃO DOS MENORES DE RUA

            A sociedade moderna passa por diversos problemas de inconfundível significância para todos que fazem a ciência e a religião, na preocupação de que todas estas questões sejam resolvidas pelo emprego da razão, cuja religião tenta sensibilizar a população da parte mais impressionável, indicando que tudo isto faz parte do processo evolutivo, e que as pessoas devem se melhorar para que tal, ou tais fatos não aconteçam. No mundo inteiro, as patologias sociais se avolumam de maneira exorbitante, deixando nas mentes grande inquietação que muitas vezes complicam muito mais do que as solucionam, todavia ataca-se o sensível, deixando um sentimento maior do que uma solução, para que todos vivam em plena harmonia, de quem almeja realmente cumprir seu trabalho na terra. Com esta preocupação, é que se levanta as causas primordiais, e o que significa a problemática do menor de rua na atualidade, onde abundam de maneira incomensurável, as delinqüências sociais decorrentes da liberdade excessiva que são proporcionadas àqueles que não têm condições do uso de seu livre arbítrio, em um tempo sem alguma definição social e política.

            A problemática do menor de rua nasce, a princípio, de uma política econômica e social, mal dirigida, mesmo que não se considere como determinante fundamental, no entanto, proporciona um grande impulso para que esta questão seja cada vez mais uma dificuldade social que se avoluma de maneira contundente, e de difícil solução, porque o diferencial entre pobres e ricos aumenta de maneira assustadora com resultados imprevisíveis. A política cria o protecionismo sem controle, com empreguismo subterrâneo, cujo salário não oferece condições de sobrevivência, nem tão pouco para uma atividade honesta, e segura quanto ao capital investido, que não suporta as imposições do mercado, que oferece grande risco, mas que pode ter um sucesso esplendoroso decorrente da eficiência administrativa. Essa mesma eficiência determina que o sistema discrimine, especificamente em países subdesenvolvidos, os lucros do capital e um salário diferenciado, advindo da incerteza que a competição impõe àqueles que não têm segurança no sucesso de sua atividade empresarial, ao criar trabalhadores miseráveis, geram filhos carentes, que vêem nas ruas seu sustento.

            Os mal pagos das fábricas, juntamente com a fuga do homem desocupado do campo constituem os patamares dos meninos que vivem nas ruas, para satisfazer seu ego de liberdade e de mendicância, seus desejos de possuir algo que não conseguiram até agora, cujos pais sem formação não proporcionam educação suficiente para que eles possam dobrar a sua índole, de um ser que não conhece a vida que deve seguir. Os roubos, os assaltos, a prostituição mirim, o homossexualismo pueril, ao alimentar a raiva, o ódio, a inveja, a ganância, a vontade de matar, de estuprar e de praticar os diversos tipos de inferioridade, são duplicados, quando na infância, por conseguinte, não têm condições de reação, daí iniciar-se a sensibilidade de sentir a vida em um nível de piedade. Especificamente, os menores de rua passam por todo tipo de ensinamento não construtivo, que o mundo oferece, são aquisições que não ajudam à orientação a uma lida correta, a viver ajustado com os seus irmãos que já estão encaminhados para um bom viver uns com os outros, e quando os prazeres da matéria são diferentes, facilmente aparece a revolta, o problema.   

            O menor de rua possui uma vivência das mais tristes que podem existir, porque dorme quase sempre nas calçadas, não porque não o tenha onde morar, mas porque tem satisfação em passar todo o tempo na rua, pois, sem ter onde comer; pede a um e a outro um tostão, ou que pague alguma comida, porque é o seu hábito, sempre pedir a todos que passam ao seu lado, pois alguns de bom coração cooperam como caridade. Muitos deles até estudam, todavia sua vontade primeira é transitar pelas calçadas todo sujo, insultando a um e a outro como uma forma de se locupletar, ou colocar para fora todos os problemas que direta ou indiretamente enfrenta, pois ao se acostumar com essa sua mendicância, parte para pequenos furtos e roubos, cuja experiência lhe alimenta uma delinqüência maior. Quase todos têm pais que não aceitam aquela situação, quando exigem que ajudem as mães, que vão para as escolas aprender para ter uma profissão, coisa que eles não gostam, e a sua rebeldia fala mais alta, então partem para a rua, em uma satisfação de um espírito inferiorizado e renitente, que não aceita a orientação de quem tem mais experiência na vida.

            Em muitos instantes, o menor de rua vem de localidades circunvizinhas, ou de sítios próximos ou não, quando os pais são pobres, entretanto ao chegar na cidade, no começo estranha, mas com o tempo se acostuma, porque aparecem os seus diversos companheiros de infortúnio, que lhe dão força, ajuda mais contundente, cuja adaptação se torna mais fácil, e o retorno ao aprendizado de seu lar não acontece jamais. Quando não lhe apresenta um companheiro deste nível de vida, aparece-lhe alguém de idade que lhe dar guarida, para ajudar no processo de adaptação ao roubo, ao homossexualismo, ou à prostituição, que vai propiciar ao seu guardião ganho, como forma de completar o seu salário, ou renda de sua família, que agora tem mais um para dar de comida e assistência. Com isto o grupo do menor de rua, aumenta a cada instante, fica de maneira incontrolável pelas autoridades, e os estudiosos atribuem a essa patologia, os desajustes sociais, como: má distribuição de renda, falta de educação, desemprego da população, instabilidade econômica, ditadura do capitalismo, cuja origem desse fato é totalmente adverso e complicado.

            Sem dúvida a participação da família é de fundamental importância neste processo, tendo em vista que as primeiras orientações, o processo educacional, e até mesmo algumas palmadas são fundamentais no direcionamento de como se comportar diante das autoridades, dos amigos, a um viver com os seus próprios esforços, e até mesmo sentir os primeiros sintomas de sentimento de uns para com os outros, que estão ao seu lado. Como se observa nos últimos tempos, a participação da família na educação dos filhos foi transferida para as escolas, que não se preocupam com a parte mais íntima da criança, que é a sensibilidade quanto ao respeito ao irmão que está ao lado a precisar de ajuda, e ajuda não somente monetária, mas também como exemplo de vida para todos caminharem juntos. Aí está a problemática do menor carente, de muitas e muitas patologias que a sociedade enfrenta na modernidade, que as pessoas atribuem ao desenvolvimento sócio-econômico, ao progresso da humanidade, pois é mais uma anomalia dos desajustes da moral de muitos que não tiveram formação para uma vida séria, de ajustamento e de amor ao próximo.                 

                Mais uma vez a ciência tenta explicar esses fatos pelo prisma das relações materiais, isto significa dizer, de tudo que está ao lado do ser humano, esquecendo que antes de uma explicação desse tipo, existe toda uma carga palingenética que o homem tem armazenado dentro de si, que conta com muita evidência, que é o aprendizado oculto, que é diferente dos conhecimentos que alguém adquire só em uma pequena encarnação. A palingenética é o processo reencarnatório; as oportunidades do espírito reincorporar para viver a sua vida real, de aprendizado e de crescimento, como acontece em uma vida que se conhece normalmente, quando a pessoa nasce, cresce, trabalha, aprende e vive para a vida eterna, que é a evolução do espírito, ou a manutenção de uma energia ajustada. No início, nasce-se simples e ignorante, quando na seqüência das vidas, vai-se aprendendo como sobreviver a tudo e a todos, na tendência quase sempre para o lado material, que é a sua condição, cujos ganhos para o seu real caminho são diminuto, devido a sua idiossincrasia, igual à relação com todos que estão ao seu lado, desviando-se do aprendizado.

            Uma pessoa que traz em seu acervo de aprendizado espiritual, todo tipo de ignorância, significa dizer, que ainda continua sendo a criança espiritual, com todo o estoque de animalidade, de espírito que ainda não saiu, em termos de vibração, da sua fase determinística, fica muito difícil de apreender as coisas evolutivas da nova vida como sendo uma pessoa de bem, voltada a piedade, ao amor ao próximo, e em condições de ser um espírito puro. Ao chegar em uma família de mesma índole, com os mesmo vícios, o aprendizado é nulo, ou quase zero, deixando que seu filho, que voltou para cumprir mais uma etapa de experiência para apressar a sua libertação, continue ao relento, como menor de rua, pondo em prática todo tipo de inferioridade, como vontade de roubar, de matar, de estuprar, e de viver ao relento. Ao se observar à postura de uma família que possui menores delinqüentes verifica-se que o processo religioso passou por muito distante em todos os sentidos e o seu interior espiritual ainda está distante de um espírito que tenha iluminação própria, com raríssima exceção de irmão espiritual que está na família com objetivo de ajudar àqueles renitentes de difícil recuperação naquele momento de decadência.

            Não se almeja dizer que todos os menores de rua estão em uma situação de inferioridade espiritual plena, porém vieram para aquele ambiente para poder mostrar que estão acima dessa faixa vibratória, no entanto, ainda têm aquele instinto próprio desse ambiente, e acomoda-se àquela situação, na perda de uma oportunidade de compreender o verdadeiro caminho a seguir, como espírito que necessita se  modificar. Pela lei de afinidade, a matéria combina muito bem com a energia, cujo bem-estar físico proporciona muito mais satisfação do que um bem que não conhece, dada a adaptação dos sentidos do corpo humano estarem mais ligados ao gosto da matéria e não da espiritualidade, que ninguém tem idéia, quando dizem o homem não combina com o espírito. Esse ditado popular é interessante, porque inconscientemente, o ser humano quer colocar que a matéria não se ajusta com a espiritualidade, à perfeição, dadas as diversas condições existentes, pois cada vez que se liberta da materialidade, mais se aproxima da espiritualidade, conseqüentemente da pureza, do caminho trilado por JESUS o CRISTO.     

            As pessoas que possuem bom coração, ou como se poderia dizer, é na pessoa que começa a brotar o sentimento de piedade, a tentar um acolhimento desses menores de rua, não com objetivo de ajudar, mas com a intenção de dar um pouco de materialidade, de bem-estar às coisas da terra esquecendo que eles necessitam muito mais de um trabalho espiritual do que saciar uma fome física, porque isto passa com muita facilidade. Daí existirem programas de ajuda ao menor e o que se faz por ele, de tal forma que modifique o seu coração, ou a sua mente, pois, é muito pouco ou quase nada, tendo em vista que as religiões não o compreendem com clareza ou não, o relacionamento que existe desses problemas com o passado, e os que entendem, não têm segurança de seu trabalho. Com esta característica de tentar sanar uma situação momentânea, é que os problemas continuam sem alguma perspectiva de que tenha um mundo melhor, porque as patologias continuam, a insegurança aumenta, e a inferioridade toma lugar ao redor daqueles que poderiam arregimentar forças para demolir o mal que ainda domina a terra.

            Assim sendo, os menores de rua devem ser encarados, não somente como um problema social, causado pelos administradores do sistema, má distribuição de renda, falta de emprego, má educação dos pais, e uma série de outras variáveis que são estudadas pelos cientistas que trabalham os desajustes que a sociedade moderna enfrenta, diante de tanto desenvolvimento e progresso tecnológico da criatividade da mente humana. Além disto existe e muito importante é o acervo espiritual que deve ser considerado na justificativa de que tudo que se faz hoje, advém das condições evolutivas que se adquiriu ao longo de múltiplas vidas, como ensina a teoria da palingênese, que não surgiu com o espiritismo, mas com filósofos muito antes de JESUS, que já é uma ratificação espiritual. O que já se tem como experiência denota o que na verdade se é hoje em dia, tendo em vista que as marcas do passado não se apagam e vão perdurar até quando forem substituídas pela perfeição, pelo amor ao próximo, pela dedicação à paz e a felicidade da humanidade, e pela caridade entre todos, ao ajudar, sem conivência com as derrocadas que acontecem.

            A inferioridade que o ser humano traz, vem impregnada de preguiça, de maus pensamentos, de jocosidade, de maledicência, e muitas outras formas de aquisições que são próprias da materialidade, da brutalidade animal, cujos menores de rua trazem em seu interior com muita fortaleza, pois é fácil perceber que eles topam tudo, quando estão em plena atividade em busca de alguém para praticar suas diferentes iniqüidades. Nestes instantes de atuação, estão receptivos a qualquer tipo de orientação de maldade que lhe apareça, pois seus tutores inferiores estão à espreita, em um comando intensivo àquele irmãosinho desconscientizado de seu eu, de como se conduzir perante a sociedade, que ajuda neste estigma de utilização de seu ódio, raiva, inveja, ou outras formas mais. Portanto, O menor de rua deve ser encarado pelo ponto de vista material, de acordo com os conhecimentos da lida comum, como pelo ponto de vista espiritual, cuja psicologia ainda não encontrou, o verdadeiro caminho de como tratar os que se encontram desviados da sua real maneira de ser, perante a criação maior, e não ser levado pela sua inferioridade.

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